Agressão por suposto racismo, pedidos de cassação e o turbulento histórico do parlamentar do Paraná – O que se sabe sobre isso – ASSISTA
Brasília, 19 de novembro 2025
Vídeos que viralizaram nas redes sociais desde a manhã desta quarta-feira (19/nov) registram uma violenta briga de rua envolvendo o deputado estadual Renato Freitas (PT), na Avenida Vicente Machado, região central de Curitiba, capital do Paraná.
O parlamentar, conhecido por seu histórico de ativismo e posições políticas em favor dos direitos humanos e contra injustiças sociais aparece trocando socos e chutes com um homem não identificado, resultando em seu nariz fraturado e um desdobramento político imediato.
Confronto e a Versão do Deputado
As imagens mostram os dois homens se confrontando e desferindo golpes. Em um momento do vídeo, Renato Freitas é atingido com um soco no nariz e cai, o que lhe causou fratura e sangramento. Posteriormente, o deputado consegue imobilizar o agressor com o que parece ser um mata-leão, como é conhecido popularmente o estrangulamento.
Em nota oficial, o deputado Renato Freitas alegou ter sido vítima de uma agressão racista persistente, iniciada sem motivo aparente pelo homem desconhecido.
A confusão, que ocorreu às vésperas do Dia da Consciência Negra, é classificada por sua assessoria como um ataque de cunho racial. A nota aponta que o agressor teria perseguido o deputado por algumas quadras e proferido frases de cunho depreciativo, incluindo: “Você não é o famosinho?” e “vereador do PSOL”, indicando um caráter político e racista da ofensa inicial, como reportado pelo jornal Plural de Curitiba.
De acordo com informações da afiliada da TV Globo no Paraná, a RPC, o homem envolvido seria um manobrista que trabalha na região. A Polícia Militar (PM) informou que foi acionada, mas não encontrou as partes no local, e não houve registro de Boletim de Ocorrência.

Repercussão Política e Pedidos de Cassação
A rápida disseminação do vídeo nas redes sociais levou a uma reação política imediata. A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) se manifestou, indicando que o caso pode ser analisado pelo Conselho de Ética da Casa, conforme o Código de Ética e Decoro Parlamentar, se houver representação protocolada.
Em poucas horas, pelo menos dois pedidos de cassação do mandato do deputado Renato Freitas foram protocolados na Alep: um pelo deputado estadual Ricardo Arruda (PL) e outro pelo vereador por Curitiba, Guilherme Kilter (Partido Novo). O Movimento Brasil Livre (MBL) também anunciou a intenção de protocolar um pedido de cassação.
Histórico de Tensões de Renato Freitas
Este não é o primeiro episódio de grande repercussão envolvendo o deputado Renato Freitas. Seu histórico político é marcado por confrontos e acusações de quebra de decoro, que fornecem o contexto para a rápida e polarizada reação ao evento de hoje.
A “Invasão” da Igreja (2022):
O caso mais notório ocorreu em 2022, quando Renato Freitas, então vereador, perdeu o mandato (que foi posteriormente devolvido pela Justiça) após ser acusado de quebra de decoro parlamentar por participar de um ato que adentrou a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos de São Benedito, também em Curitiba. O ato era um protesto contra o racismo após a morte de Moïse Kabagambe e Durval Teófilo Filho.
Confrontos com Forças de Segurança e Debates:
O parlamentar também já foi alvo de violência por parte da Guarda Municipal de Curitiba em 2018, quando era candidato a deputado estadual. Além disso, suas intervenções na Alep e em debates públicos, como o ocorrido na Universidade Federal do Paraná (UFPR) em 2023, onde defendeu o fim da polícia, frequentemente geram tumulto e pedidos de providências.
O episódio da briga de rua acende novamente o debate sobre o decoro e o comportamento de figuras públicas, e coloca o deputado Renato Freitas mais uma vez no centro de uma intensa crise política e midiática.
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Um absurdo! Tem q investigar se não foi armação. Muito estranho! parece q o pedido de cassação já estava pronto. Se um dos quesitos para cassação for quebra de decoro, um grd percentual dos parlamentares do PL e de muitos partidos de direita devem ser cassados pais a fora.
Parece uma provocação armada, pois não demorou muito para que o caso seja levado ao conselho de ética, e depois o deputado foi agredido, sofreu perseguição, foi hostilizado. Como e desde sempre o jovem deputado vem sofrendo esse tipo de provocação, ele é um verdadeiro guerreiro
É um absurdo que um politico, só porque é de cor e defensor dos mais fracos e oprimidos, deva ser ofendido e perseguido por pessoas maldosas e preconceituosas!!!
Tem que ouvir desaforos dos play boys da direita e ficar na subserviência racista.