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IA, mudanças climáticas e armas nucleares deixam Juízo Final mais perto e cientistas ajustam ‘relógio’

    O Doomsday Clock – relógio simbólico, criado em 1947, foi regulado nesta terça-feira (27) pelo Bulletin of the Atomic Scientists

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    Declaração do
    Declaração do Relógio do Juízo Final (Doomsday Clock – relógio simbólico, criado em 1947) do Bulletin of the Atomic Scientists. Humanidade está mais perto do fim do mundo ante tecnologias perigosas, como armas nucleares, mudanças climáticas e inteligência artificial – Imagem reprodução
    RESUMO

    A Bulletin of the Atomic Scientists ajustou o Relógio do Juízo Final para 85 segundos da meia-noite nesta terça-feira (27/jan), o mais próximo do apocalipse desde 1947. Motivos incluem agressões nucleares de Rússia, China e EUA, enfraquecimento de controles de armas, guerras na Ucrânia e Oriente Médio, riscos de IA e mudanças climáticas. Liderança falha agrava ameaças existenciais, urgindo cooperação global para reverter o curso.


    Brasília (DF) · 27 de janeiro de 2026

    A Bulletin of the Atomic Scientists, organização sem fins lucrativos sediada em Chicago, revelou nesta terça-feira (27/jan) o ajuste anual do Relógio do Juízo Final.

    O ponteiro simbólico foi adiantado para 85 segundos antes da meia-noite, o ponto mais próximo do apocalipse hipotético desde que o mecanismo foi criado em 1947 por cientistas envolvidos no Projeto Manhattan.

    Essa movimentação de quatro segundos em relação aos 89 segundos do ano anterior reflete uma confluência de ameaças existenciais, incluindo posturas beligerantes de potências nucleares e o desmantelamento progressivo de tratados de controle de armas.

    A decisão, tomada pela Science and Security Board da instituição em consulta com seu Board of Sponsors – que inclui oito laureados com o Nobel –, integra análises sobre riscos nucleares, mudanças climáticas, ameaças biológicas e tecnologias disruptivas como a inteligência artificial.

    Conforme detalhado pela própria Bulletin of the Atomic Scientists, o agravamento decorre principalmente do comportamento agressivo de Rússia, China e Estados Unidos, além do enfraquecimento de estruturas de controle armamentista.

    O relógio metafórico está ajustado para 85 segundos antes da meia-noite, o ponto teórico de aniquilamento, enfatizou o comunicado oficial.

    Foram citados fatores como conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio, preocupações com IA e o desmoronamento de negociações que protegem a civilização a longo prazo, conforme cobertura da Reuters.

    A agência destacou que essa configuração representa o ambiente de segurança internacional mais perigoso desde o auge da Guerra Fria.

    O USA Today apontou para um fracasso global de liderança, com a presidente e CEO da Bulletin, Alexandra Bell, declarando: A mensagem do Relógio do Juízo Final não poderia ser mais clara.

    Já a CBS News complementou que a humanidade não obteve avanços suficientes nos riscos existenciais que nos ameaçam a todos, reforçando a urgência de ações coordenadas.

    Transmitido ao vivo de Washington, D.C., o evento também incorporou alertas sobre o aquecimento global e pandemias persistentes, sublinhando que a inércia política amplifica esses perigos.

    Especialistas consultados pela Bulletin, incluindo a laureada com o Nobel da Paz Maria Ressa, enfatizaram a necessidade de diplomacia robusta para reverter essa trajetória.

    A Bulletin monitora evoluções contínuas e promete detalhes adicionais em publicações futuras sobre riscos emergentes.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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