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‘Red pill’ separado da mãe de seus filhos há 5 meses é único culpado por mortes em Itumbiara

Thales Machado afirmou em carta que foi traído por Sarah Tinoco Araújo, mas ambos não estavam mais juntos e ele não aceitava; a mulher não pôde acompanhar o velório de seus meninos devido a ameaças da “machosfera”

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Thales Machado
Thales Machado ao lado de seus filhos Miguel Araújo Machado e Benício Araújo Machado em um estádio de futebol; foto de reprodução via g1

RESUMO
 
URBS MAGNA - Progressistas por um BRASIL SOBERANO
 


Brasília (DF) · 13 de fevereiro de 2026

O episódio ocorrido em Itumbiara, no sul de Goiás, ilustra as profundezas da possessividade masculina e as repercussões de discursos misóginos propagados em redes sociais.

Thales Naves Alves Machado, agrônomo de 40 anos e secretário de Governo da Prefeitura de Itumbiara, cometeu um ato de extrema crueldade na noite de quarta-feira (11/fev), atirando contra seus dois filhos antes de ceifar a própria vida.

O incidente, investigado pela Polícia Civil de Goiás como homicídio consumado, tentativa de homicídio e autoextermínio, deixou a comunidade atônita e reacendeu discussões sobre o impacto de ideologias como o “red pill” na sociedade contemporânea.

A ideologia Red Pill é um movimento da “manosfera” que prega o “despertar” de homens para uma suposta realidade onde a sociedade é dominada por imperativos femininos e feministas que os oprimiriam.

Baseada na metáfora de Matrix, essa visão substitui a busca por igualdade por uma lógica de poder e autopreservação, frequentemente promovendo o desprezo pelos direitos das mulheres e a crença de que relacionamentos são jogos de manipulação biológica e social.

Embora se apresente como “autoajuda masculina”, é amplamente criticada por especialistas por normalizar a misoginia e servir como porta de entrada para discursos de ódio e radicalização em comunidades digitais. 

De acordo com fontes isoladas desta ideologia, Thales Machado era genro do prefeito Dione Araújo, do União Brasil, e vivia uma crise conjugal com Sarah Tinoco Araújo, filha do gestor municipal.

O casal, unido há 15 anos, estava separado há cerca de cinco meses, período em que Sarah buscava reconstruir sua existência, conforme relatos compilados.

A mãe das crianças encontrava-se em viagem a São Paulo quando o crime se desenrolou no condomínio residencial da família, sem indícios de participação externa, conforma amplamente divulgado pela imprensa.

Os filhos, Miguel Araújo Machado, de 12 anos, e Benício Araújo Machado, de 8 anos, foram vítimas fatais: Miguel faleceu imediatamente, enquanto Benício sucumbiu após procedimentos médicos no Hospital Estadual de Itumbiara São Marcos, confirmando o desfecho trágico na quinta-feira (12/fev).

Horas antes, Thales postara vídeos nas redes sociais com as crianças em uma aula de artes marciais, expressando afeto aparente, o que contrasta com a frieza do ato subsequente.

Uma carta de despedida, publicada e depois removida de seu perfil no Instagram, revelava tormentos emocionais, incluindo alegações de infidelidade por parte da esposa.

No texto, ele pedia perdão à família e ao sogro, descrevendo o momento como “o limite do improvável”, e referia-se aos filhos como “anjos”. Contudo, o sofrimento de Sarah Tinoco Araújo não cessou com as mortes.

Durante o sepultamento de Miguel na quinta-feira (12/fev), no Cemitério Municipal de Itumbiara, ela foi alvo de ameaças e insultos, forçada a abandonar o local prematuramente, amparada pelo pai.

Esse episódio, reportado pelaND Mais e corroborado por vídeos do Diário da Manhã, evidencia a persistência de narrativas que culpabilizam a mulher, mesmo em ausência de evidências concretas de traição.

Perfis em redes sociais, incluindo páginas associadas ao movimento “red pill” – que promove visões misóginas e rejeita a autonomia feminina –, rapidamente disseminaram acusações contra Sarah, ignorando o contexto de separação e o ato psicopático de Thales.

Especialistas consultados em matérias amplas, como a de O Globo sobre a “machosfera”, alertam que tais ideologias, enraizadas em pseudo-conservadorismo e extremismo de direita, fomentam a ideia de que mulheres devem submissão absoluta, justificando violência como retaliação a rejeições.

Embora não haja confirmação direta de afiliação de Thales a esses grupos, seu perfil político – alinhado a uma administração de centro-direita – e o modus operandi do crime, deixando a ex-esposa viva para perpetuar sua dor, ecoam padrões descritos em análises acadêmicas, como o estudo da Revista Ex Aequo sobre discursos masculinistas no YouTube brasileiro.

A Prefeitura de Itumbiara decretou luto oficial de três dias, enquanto a Polícia Civil prossegue com depoimentos de testemunhas, descartando hipóteses alternativas.

O caso, que chocou o Centro-Oeste brasileiro, serve como catalisador para reflexões sobre saúde mental, posse de armas e o combate a discursos de ódio online, que amplificam tragédias pessoais em arenas públicas de julgamento.

Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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