“Quando caiu o raio, foi muito forte, parecia que tinha sido uma bomba. Aí as pessoas desmaiaram“, disse uma testemunha em meio à tormenta que foi anunciada previamente pelo Inmet – LEIA REAÇÕES DE POLÍTICOS
Brasília (DF) · 25 de janeiro de 2026
A caminhada liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) culminou em um episódio eletrizante na Praça do Cruzeiro, em Brasília, neste domingo (25/jan), com um raio atingindo cerca de 72 pessoas no evento.
A jornada, iniciada sete dias antes em Paracatu (MG), percorreu 240 quilômetros com o intuito de demandar anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro, reunindo milhares de apoiadores em uma demonstração de resiliência política.
Antes do incidente, relatos da Veja destacam a adesão massiva, com estimativas de até 18 mil participantes segundo monitoramento da Universidade de São Paulo, incluindo políticos cearenses que se juntaram à comitiva.
Durante o ato, sob uma tormenta anunciada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), uma descarga elétrica irrompeu, atingindo proximidades de postes e estruturas metálicas, gerando pânico generalizado.
Uma “explosão seguida de raio” deixou vítimas descrevendo o impacto como “uma bomba”, conforme depoimento de Sabrina Gadea, registrado pela Folha de S.Paulo.
“Quando caiu o raio, foi muito forte, parecia que tinha sido uma bomba. Aí as pessoas desmaiaram“</em>. O balanço consolidado pelo Corpo de Bombeiros do Distrito Federal aponta 72 atendimentos, 32 hospitalizações e oito casos graves, sem óbitos, como confirmado pelo Estadão e CNN Brasil.
Após o raio, autoridades do governo do Distrito Federal instaram os organizadores a encurtar o evento, com uma fonte das forças de segurança declarando, conforme o SBT News: “Pedimos que não demorem tanto para acabar para que as pessoas não fiquem tão expostas“.
Apesar disso, Nikolas Ferreira prosseguiu com seu discurso, omitindo menções aos feridos e direcionando críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente ao ministro Alexandre de Moraes, clamando por comissões parlamentares de inquérito e um “Nordeste livre”, conforme a Folha de S.Paulo.
Em atualização posterior, o deputado visitou hospitais, afirmando em post no X: “Para nossa alegria e tristeza da imprensa, os atingidos pelo raio estão bem“, refletindo um tom desafiador que minimiza o incidente e acusa a mídia de sensacionalismo, alinhado ao ponto de vista bolsonarista de vitimização perante narrativas externas.
As reações dos bolsonaristas ecoam indignação contra o que veem como exploração midiática e deboche da esquerda. O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) atacou opositores em declaração ao Estado de Minas, condenando celebrações irônicas do ocorrido.
Já progressistas interpretam o episódio como metáfora divina ou negligência, com postagens no X rotulando-o de “sinal de Deus”.
A deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG), indígena e presidenta da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados, expressou solidariedade mas criticou a organização, lamentando pelas vítimas e acusando de descuido com a segurança na tempestade:
Outras reações políticas incluem a deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que, em post no X, destacou a escolha de prosseguir apesar dos riscos: “Entre proteger seus apoiadores de uma tempestade ou perder o timing político, Nikolas optou por colocar pessoas em risco em nome de ganhos eleitorais“, reforçando narrativas de irresponsabilidade.
Do lado bolsonarista, o comentarista Roberto Motta viu nas críticas da esquerda um sinal de sucesso da caminhada, conforme vídeo do YouTube via Jovem Pan.
O incidente expõe fissuras na condução de eventos de massa, questionando protocolos de segurança em contextos polarizados, com debates reverberando nas redes e mídia.

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