Postagem de banana frita vira indireta contra enteado “bananinha” em meio a cobranças por apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro em 2026
Brasília (DF) · 24 de fevereiro de 2026
Um racha profundo no clã Bolsonaro ganhou as redes sociais e os bastidores do Partido Liberal (PL) nos últimos dias, gerando inquietação explícita entre lideranças do centrão e ameaçando a consolidação da pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Disputas até então contidas explodiram em cobranças públicas, indiretas nas redes e acusações mútuas, revelando fissuras que vão além do núcleo familiar e atingem o comando da legenda.
Tudo ganhou contornos agudos a partir de sexta-feira (20/fev), quando o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) concedeu entrevista ao SBT News e cobrou apoio explícito à pré-candidatura do irmão.
“Nikolas e Michelle estão jogando o mesmo jogo. Você vê que um, lado a lado, compartilha o outro e apoia o outro na rede social, só estão com uma amnésia aí. Eu não vi nenhum apoio da Michelle, nenhum post a favor do Flávio. Ela compartilha o Nikolas a toda hora”, disparou Eduardo Bolsonaro, conforme reproduzido pela Folha de S.Paulo.
No sábado (21/fev), o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) rebateu após visitar Jair Bolsonaro na prisão da Papuda, em Brasília. “Discordo que eu tenha amnésia e que a Michelle tenha amnésia. Diante das situações que estão acontecendo, nós temos o pai dele preso, sofrendo dificuldades de saúde… a prioridade é nos atacar. Então, isso diz muito mais sobre ele do que a mim”, afirmou Nikolas.
Ainda no sábado (21/fev), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) publicou no Instagram imagem de rodelas de banana sendo fritas com a legenda “Ele ama banana frita”.
Aliados de Eduardo Bolsonaro interpretaram a postagem como deboche ao apelido pejorativo “bananinha” atribuído a ele. Eduardo repostou mensagem de seguidor: “Continuem fritando banana enquanto o Flávio e o Eduardo estão trabalhando duro para resgatar o país”.
Paralelamente, o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) trocou farpas públicas com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
Após visita ao pai preso, Carlos questionou declarações de Valdemar sobre o controle de candidaturas estaduais, afirmando que “as coisas no PL estão meio desencontradas” e sugerindo isolamento do “preso político”.
Valdemar rebateu que o ex-presidente indica apenas senadores, enquanto o partido define governadores.
Lideranças do centrão avaliam que o espetáculo de brigas públicas dificulta costuras de alianças e arranha a tentativa de Flávio Bolsonaro de se apresentar como figura moderada.
Três presidentes de partidos de centro expressaram preocupação com a incerteza sobre qual ala prevalecerá no PL.
Em meio ao turbilhão, Flávio Bolsonaro publicou na segunda-feira (23/fev): “Tá todo mundo querendo vencer a discussão. Mas o que precisamos é ganhar a eleição! Gostaria de contar com todas, todos, todes, todys e todXs!”.
O senador deve retornar do exterior esta semana para centralizar decisões, impor hierarquia e mediar os conflitos.

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