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Racha no Centrão contra Carlos Bolsonaro em SC: MDB sai do governo e une forças

    Divisão política em Santa Catarina escala com rompimento de alianças e isolamento do PL

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     Carlos Bolsonaro
    Carlos Bolsonaro é entrevistado em SC – Imagem reprodução
    RESUMO


    Brasília (DF) · 30 de janeiro de 2026

    O bloco conhecido como centrão intensifica sua oposição à candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina, culminando em rupturas significativas na base aliada do governador Jorginho Mello (PL).

    Essa fissura, interpretada como uma traição por lideranças locais, não apenas fragiliza o PL no estado.

    A escalada do conflito ganhou contornos concretos na segunda-feira (26/jan), quando o MDB anunciou formalmente sua saída da administração de Jorginho Mello.

    Em nota divulgada pelo partido, destacou-se a decisão de construir um “projeto próprio” para o pleito ao governo estadual.

    “A partir deste momento, o MDB-SC iniciará a construção de um projeto próprio para as eleições ao Governo do Estado de 2026”, afirmou o documento.

    Essa movimentação reflete o descontentamento com a quebra de acordos prévios, onde o MDB esperava ocupar a vaga de vice na chapa de reeleição de Mello.

    Em vez disso, o governador optou por Adriano Silva (Novo), prefeito de Joinville, uma escolha que agravou as tensões.

    Integrantes do centrão apontam que a priorização da candidatura de Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, representou uma “traição” ao desorganizar arranjos locais consolidados.

    De acordo com o UOL, o governador preteriu alianças com caciques regionais para acomodar o vereador carioca, que transferiu seu domicílio eleitoral do Rio de Janeiro para Santa Catarina.

    Essa estratégia provocou reações em cadeia, com prefeitos e parlamentares criticando publicamente a importação de um nome sem raízes locais.

    “O eleitor catarinense não aceitaria a candidatura de alguém sem trajetória política no estado”, ecoaram vozes de lideranças.

    O racha se expande para além do MDB, com indícios de que PP, União Brasil e PSD possam se alinhar em uma coligação opositora ao PL.

    Essas siglas se reuniram recentemente para debater o cenário, visando apoiar a reeleição do senador Esperidião Amin (PP), que disputa espaço direto com Carlos Bolsonaro.

    Essa união potencial isola o PL em Santa Catarina, estado historicamente estratégico para a direita bolsonarista, e expõe fissuras no ecossistema político que sustentava a gestão de Mello.

    Enquanto o caos se instala na direita catarinense, o panorama favorece o presidente Lula, cuja liderança se consolida em meio ao crescimento do PT. Pesquisas indicam um avanço petista em intenções de voto para o Congresso e governos estaduais, capitalizando o desgaste opositor.

    O MDB, com 71 prefeituras e vices em 59 municípios de Santa Catarina, fortalece diálogos para o desenvolvimento estadual, abrindo brechas para negociações com forças progressistas.

    O impasse consolida o racha, beneficiando indiretamente o PT ao fragmentar a oposição.

    Essa dinâmica reflete um tabuleiro eleitoral volátil, onde lealdades partidárias são testadas e estratégias são reavaliadas.

    O isolamento do PL em Santa Catarina pode repercutir nacionalmente, influenciando alianças para a disputa presidencial e senatorial de 2026.

    Nesta quinta-feira (29/jan), o comando nacional do PL sinalizou intervenção no diretório estadual caso Carlos Bolsonaro não seja confirmado como candidato.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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