Diálogo iniciado antes da meia-noite de 22/jan sinaliza fim iminente do conflito, com único obstáculo territorial pendente em meio a avanços diplomáticos inéditos
Em 22/jan, Vladimir Putin reuniu-se no Kremlin com enviados dos EUA Steve Witkoff, Jared Kushner e Josh Gruenbaum para negociar paz na Ucrânia. Acompanhados por Yuri Ushakov e Kirill Dmitriev, discutiram território, NATO e recuperação econômica. Trump afirmou “The war has to end”, enquanto Witkoff nota um issue pendente. Próximos passos incluem talks trilaterais em Abu Dhabi, sinalizando acordo iminente.
Moscou (RU) · 22 de janeiro de 2026
O presidente russo Vladimir Putin reuniu-se com representantes dos Estados Unidos na noite de quinta-feira (22/jan), no Kremlin, em Moscou, para impulsionar negociações sobre o término da guerra na Ucrânia.
A reunião, iniciada pouco antes da meia-noite, destacou o compromisso mútuo em resolver o conflito mais letal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, conforme fontes oficiais de ambos os lados.
Do lado russo, participaram o assessor presidencial para política externa Yuri Ushakov e o enviado especial Kirill Dmitriev, diretor-geral do Fundo Russo de Investimentos Diretos.
Representando os EUA, estavam o enviado especial da Casa Branca Steve Witkoff, o empresário Jared Kushner – genro do presidente Donald Trump – e Josh Gruenbaum, comissário do Serviço Federal de Aquisições da Administração de Serviços Gerais e recém-nomeado conselheiro sênior no Board of Peace, iniciativa de Trump para mediar disputas internacionais.
As discussões centraram-se em um plano de paz, com ênfase em garantias de segurança para a Ucrânia, renúncia a ambições da OTAN e recuperação econômica pós-guerra.
A Reuters relata que Witkoff afirmou, antes do encontro, que as negociações se reduziram a “um último grande problema” – presumivelmente relacionado a territórios, onde a Rússia exige a cessão de cerca de 20% da região de Donetsk, algo que o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy rejeita veementemente.
Em vídeo divulgado pelo Kremlin, Putin cumprimentou os enviados americanos com apertos de mão, convidando-os para uma mesa oval extensa, simbolizando o tom construtivo.
O Kremlin confirmou o início das tratativas, enfatizando o foco em encerrar o conflito. Paralelamente, a CNN detalhou a chegada de Witkoff e Kushner ao aeroporto Vnukovo, em Moscou, após reuniões em Davos com autoridades ucranianas.
Trump, em declaração durante encontro com Zelenskiy em Davos, sublinhou a urgência: “A guerra tem que acabar”.
A RT informou que Witkoff descreveu interações prévias com Dmitriev como “produtivas e construtivas“, afirmando que a Rússia permanece “totalmente comprometida em alcançar a paz na Ucrânia“.
Zelenskiy, por sua vez, anunciou que garantias de segurança estão finalizadas, mas o território segue irresoluto, com um acordo econômico quase pronto.
O contexto é crítico: a Ucrânia enfrenta seu inverno mais rigoroso, com ataques russos a infraestruturas energéticas causando blecautes generalizados. Como próximo passo, reuniões trilaterais envolvendo Rússia, Ucrânia e EUA estão agendadas para Abu Dhabi nos dias seguintes, marcando a primeira interação direta nesse formato.
Essa iniciativa reflete a estratégia de Trump via Board of Peace, que divide opiniões globais, com adesões de nações como Israel e Arábia Saudita, mas hesitação europeia.
O Washington Post destaca Gruenbaum em negociações anteriores com russos, reforçando sua expertise em aquisições federais para reconstrução pós-conflito.

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