Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

Protestos contra ICE inflamam EUA neste fim de semana em Minneapolis: milhares exigem fim das operações (vídeo)

    Manifestações nos EUA ganham força com greves e marchas, desafiando táticas anti-imigração de Trump e revelando tensões profundas na sociedade americana

    Clickable caption
    Manifestantes
    Manifestantes se reúnem em Minneapolis, Minnesota, durante um protesto do movimento “ICE Out” e uma greve geral estadual contra as operações de fiscalização de imigração |23.01.2026| Foto: Stephen Maturen/Getty Images
    RESUMO


    Brasília (DF) · 31 de janeiro de 2026

    Em meio a um inverno rigoroso, Minneapolis se transformou no epicentro de uma onda de indignação nacional contra as ações da Agência de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE), desencadeada por tiroteios fatais envolvendo agentes federais.

    Milhares de manifestantes, ignorando temperaturas abaixo de zero, tomaram as ruas em uma série de protestos que se espalharam por dezenas de cidades americanas, culminando em uma paralisação coletiva que paralisou escolas, trabalhos e comércios.

    Essa mobilização, batizada de “National Shutdown [Paralização Nacional]”, reflete não apenas o repúdio às táticas imigratórias do presidente Donald Trump, mas também uma demanda por accountability em um sistema acusado de excessos.

    O estopim ocorreu no início de janeiro, quando agentes federais, parte da Operação Metro Surge – uma iniciativa para intensificar deportações em Minnesota –, mataram dois cidadãos americanos.

    Em 7 de janeiro, Renee Good, uma ativista local, foi alvejada durante um protesto contra uma ação de deportação. Semanas depois, em 24 de janeiro, Alex Pretti sofreu o mesmo destino em circunstâncias semelhantes, capturadas em vídeo que viralizaram nas redes sociais.

    Esses incidentes, somados a pelo menos oito mortes relacionadas à ICE desde o início do ano, galvanizaram ativistas, sindicatos e comunidades imigrantes, levando a uma greve geral em Minnesota no dia 23 de janeiro, a primeira nos EUA em 80 anos.

    Na sexta-feira (30/jan), as manifestações atingiram um pico, com milhares marchando pelo centro de Minneapolis, entoando slogans como “ICE Out Now! [ICE, fora agora, em tradução livre]” e carregando cartazes que invocavam a preâmbulo da Constituição americana.

    Celebridades como o roqueiro Bruce Springsteen e o guitarrista Tom Morello se apresentaram em um concerto beneficente para as famílias das vítimas, elevando a visibilidade do movimento.

    O evento atraiu uma multidão diversa, incluindo famílias com crianças e idosos, apesar do frio intenso, conforme reportado pela CNN americana.

    Em paralelo, protestos ocorreram em Los Angeles, Boston, Nova York e Portland, com estudantes realizando saídas em massa de escolas em solidariedade.

    A NPR relatou que, pela segunda semana consecutiva, milhares em Minneapolis demandaram o fim da Operação Metro Surge, que aumentou drasticamente a presença de agentes da ICE e da Patrulha de Fronteira no estado.

    The Guardian enfatizou o apelo por centenas de ações em todo o país nos dias 30 e 31 de janeiro, visando a remoção permanente da ICE de cidades e a reforma de políticas imigratórias.

    Em um desenvolvimento exclusivo da The Independent, residentes de Minneapolis formaram grupos para rastrear movimentos de agentes, com o objetivo de “frustrar e desmoralizar” as operações federais.

    Prisões marcaram o auge da repressão. Jornalistas independentes como Don Lemon, ex-âncora da CNN, e Georgia Fort foram detidos durante um protesto em uma igreja em St. Paul, onde um pastor ligado à ICE oficiava. A CBS News detalhou que as acusações envolvem violação de direitos civis, levantando debates sobre liberdade de imprensa.

    O USA Today reportou que um juiz federal recusou uma liminar para pausar as operações da ICE em Minnesota, intensificando a fúria dos manifestantes.

    Um vídeo no Instagram postado por Darnell Edwards Model captura cenas de protestos iniciais contra a ICE, com gritos de “Fuck ICE, ICE Out!” e imagens de multidões unidas.

    O motivo retratado é a resistência comunitária à presença federal, destacando a solidariedade em Minneapolis.

    Entre os melhores comentários transcritos destacam-se: “Foi incrível ver tantas pessoas participando deste protesto, eu sei que o ICE está agora inundando Wisconsin, então espero fazer parte de outro.”; “Fiz um novo amigo hoje. Isso é o que torna Minneapolis bonita.“; e “Fora ICE, agora! Levante-se Minneapolis!“.

    Esses depoimentos refletem o espírito de união e determinação, com usuários compartilhando experiências pessoais de solidariedade em meio ao caos.

    A Al Jazeera observou a participação de figuras políticas como a deputada Ilhan Omar, que promoveu a greve, sublinhando que a raiva persiste apesar de promessas de redução de agentes. Ela é filiada ao Partido Democrata e integra a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, representando, após as eleições federais de 6 de Novembro de 2018, e desde Janeiro de 2019, o 5.º distrito congressional de Minnesota, que inclui toda a cidade de Minneapolis e alguns de seus subúrbios.

    A Reuters estimou milhares em Minneapolis, descrevendo cenas de famílias enfrentando o frio para protestar contra táticas acusadas de violência excessiva.

    Essa efervescência social não é isolada; ela ecoa lutas históricas por justiça imigratória, desafiando o governo Trump a reconsiderar sua agenda de deportações em massa.

    Enquanto ativistas prometem continuidade, o movimento “ICE Out” pode redefinir o debate nacional sobre soberania e direitos humanos.

    Neste sábado (31/jan), protestos “ICE Out Everywhere” estão programados em dezenas de estados, incluindo uma marcha em Bryant Square Park, Minneapolis, conforme reporta o The New York Times.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



    SIGA NAS REDES SOCIAIS




    Compartilhe via botões abaixo:

    Comente com moderação

    🗣️💬

    Discover more from

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading