Análise de entrevista de rua encontra respaldo em fontes como a FUP – vendas das refinarias RLAM e REMAN elevaram preços dos combustíveis nessas regiões – e Estadão – privatizações aumentaram ainda mais os custos para os consumidores
Brasília (DF/BR) ·♦· 15 de março de 2026
Uma mulher comum, em uma entrevista de rua compartilhada no TikTok pelo perfil @laniosnapraca, demonstrou amplo conhecimento ao explicar as razões para a alta nos preços dos combustíveis no Brasil.
Sem nome identificado nas buscas, ela argumentou que, além da crise global causada pelo fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã em resposta a ataques de Israel, as privatizações promovidas nos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro agravaram a situação.
“Venderam refinarias da Petrobras, venderam a BR Distribuidora e várias subsidiárias”, disse ela, destacando que isso tirou da Petrobras o controle sobre toda a cadeia de produção até a bomba de gasolina.
@laniosnapraca Gasolina subindo⛽️😩 #gasolina #petrobras #estreitodehormuz ♬ som original – laniosnapraca
A análise dela encontra respaldo em fontes confiáveis. De acordo com a Federação Nacional dos Petroleiros, as vendas das refinarias RLAM e REMAN elevaram os preços dos combustíveis nessas regiões, com o economista Eric Gil Dantas mostrando no Estadão que as privatizações aumentaram ainda mais os custos para os consumidores.
Já a privatização da BR Distribuidora, concluída em 2021 por R$ 11,3 bilhões e transformada em Vibra Energia, mudou a estratégia de mercado, impactando diretamente os postos, conforme relata o Sindicato dos Combustíveis.
Esses movimentos reduziram o poder da Petrobras de estabilizar preços, como notado pela Agência Brasil.
Neste mês de março de 2026, a crise no Estreito de Ormuz impulsionou o petróleo Brent para cerca de US$ 120 o barril.
No Brasil, mesmo sem reajustes imediatos pela Petrobras, os preços nos postos subiram: a gasolina passou de R$ 6,28 para R$ 6,30, e o diesel de R$ 6,03 para R$ 6,08 entre fevereiro e 7 de março.
O diesel subiu até R$ 0,38 nas refinarias a partir de 14 de março, mas o governo zerou PIS e Cofins para mitigar o impacto.
Membros do governo Lula, como Fernando Haddad, Rui Costa e Alexandre Silveira, atribuem parte da volatilidade às privatizações, que tiraram instrumentos estatais para regular preços.
A Petrobras segura reajustes para evitar prejuízos sociais, mas distribuidoras privatizadas elevam custos, levando a altas de até 11,8% no diesel em uma semana, como mostra a Folha.
Essa dinâmica revela como as vendas de ativos enfraqueceram a capacidade de proteção ao consumidor.
Com 25% do diesel importado, segundo a Fecombustíveis, a dependência externa agrava o problema.
O resultado é um encarecimento que pesa no orçamento das famílias, elevando fretes e alimentos, em um ciclo que questiona os benefícios das privatizações para o povo.
O UOL Economia relata que o reajuste no diesel será mínimo para distribuidoras devido a subsídios, com detalhes em breve.

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