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Primeira Turma do STF julga denúncia da PGR sobre “núcleo 3”, que planejou morte de autoridades (🔴AO VIVO)

    Primeira Turma do STF julga denúncia da PGR sobre “núcleo 3”, que planejou morte de autoridades (🔴AO VIVO)


    CRISTIANO ZANIN e ALEXANDRE DE MORAES durante 5a Sessão da Primeira Turma que que julga denúncia da PGR sobre tentativa de golpe de Estado envolvendo o núcelo 3 – imagem reprodução STF


    Colegiado da Corte analisa acusações contra militares e policial federal envolvidos na trama golpista liderada por Bolsonaro – SAIBA MAIS

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    Brasília, 20 de maio de 2025

    O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin Martins, presidente da Primeira Turma da Corte, abriu, na manhã desta terça-feira (20/mai), a 5ª Sessão Extraordinária do colegiado, que julga denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) sobre tentativa de golpe de Estado.

    Zanin chamou para julgamento a PET (Petição) 12100, que refere-se a uma ação penal no âmbito do STF, envolvendo o “núcleo 3“, descrito como o grupo responsável pelo planejamento da morte de autoridades, dentre elas o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-Presidente da República Federativa do Brasil e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), além do ministro relator Alexandre de Moraes.

    A PGR imputa aos denunciados crimes como organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e dano qualificado contra o patrimônio da União.

    “Aqui é denúncia em relação, como Vossa Excelência já adiantou, do denominado núcleo três. É denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República em face de Bernardo Romão Corrêa Neto, Cléverson Ney Magalães, Estevan Clos Teófilo Gaspar de Oliveira, Fabrício Moreira de Bastos, Hélio Ferreira Lima, Márcio Nunes de Rezende Júnior, Nilton Diniz Rodrigues, Rafael Martins, Olvira, Rodrigo Bezerra de Azevedo, Ronald Ferreira de Araújo Júnior, Sérgio Ricardo Cavalieri de Medeiros e Vladimir Matos Soares“, relatou Moraes.

    Segundo o ministro, a denúncia aponta que “as ações coercitivas foram executadas por membros das forças de segurança pública que se alinharam ao plano antidemocrático”.

    O grupo, liderado por figuras como Estevão Clos e Teófilo Gaspar de Oliveira, teria coordenado ações para “convencer e pressionar o alto comando do Exército e ultimar o golpe”, incluindo monitoramento e neutralização de autoridades públicas.

    As defesas dos acusados apresentaram teses já analisadas em outros núcleos, como “impedimento, suspeição e ausência de imparcialidade” de ministros do STF, incluindo Moraes, Flávio Dino, Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli e Edson Fachin.

    Também alegaram “incompetência do Supremo” e “nulidade do acordo de colaboração premiada”. Moraes destacou que “cada um dos denunciados terá oportunidade de expor detalhadamente os seus argumentos” em 13 sustentações orais.

    O ministro também mencionou a rejeição de um pedido de adiamento do julgamento feito pela defesa de Vladimir Matos Soares, que buscava incluir um áudio da Polícia Federal.

    Moraes esclareceu que “o áudio não junta novos fatos” e “não faz parte da denúncia oferecida”, sendo considerado extemporâneo.

    A PGR, em réplica, afastou as contestações das defesas e pediu o prosseguimento da denúncia.

    A sessão, marcada para análise do recebimento ou não da denúncia, segue em andamento.

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