Na sequência, o cantor tropicalista canta a música Cálice, composta por ambos os artistas, que faz crítica à opressão e à censura durante a ditadura militara – Gil abriu a turnê “Tempo Rei” em São Paulo, na última sexta-feira (11/abr) – ASSISTA e SAIBA MAIS
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São Paulo, SP, 13 de abril de 2025
Na última sexta-feira (11/abr), Gilberto Gil abriu a etapa paulistana da turnê de despedida Tempo Rei no Allianz Parque, em São Paulo, com uma apresentação que uniu música e memória histórica.
Um dos momentos mais marcantes foi a exibição de um vídeo com Chico Buarque relembrando a criação de “Cálice“, composta por ambos em 1973 como crítica à censura e à opressão da ditadura militar.
A fala de Chico, que destacou a repressão do AI-5 e a necessidade de vigilância, inflamou a plateia, que gritou “sem anistia” em referência aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, conectando passado e presente.
Na sequência, Gil cantou “Cálice” – que faz crítica à opressão e à censura durante a ditadura militar – acompanhado por imagens de vítimas do regime, como Rubens Paiva e Vladimir Herzog, em um ato de resistência cultural que reverberou entre os mais de 40 mil presentes.
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A turnê, que marca a despedida de Gil dos grandes palcos aos 82 anos, já havia emocionado o público em Salvador, onde o coro de “sem anistia” também ecoou.
Em São Paulo, a performance ganhou contornos ainda mais intensos com uma estrutura visual impecável, incluindo painéis de LED e uma escultura em espiral, além de participações especiais como a do funkeiro MC Hariel, que cantou A Dança com Gil.
A setlist, com mais de 30 canções, revisitou clássicos como Expresso 2222 e Andar com Fé, reforçando a trajetória de um dos pilares da MPB.
A composição de Cálice, censurada em 1973 no festival Phono 73, quando os microfones de Gil e Chico foram desligados, simboliza um marco de desobediência civil.
A canção, que usa metáforas bíblicas para denunciar a violência e o silenciamento, foi gravada apenas em 1978 com Milton Nascimento, devido à repressão.
Em São Paulo, a mensagem de Cálice ganhou nova vida, com o público unindo-se a Gil em um grito por justiça e democracia.
O show, descrito como um “passeio pela história da MPB”, também celebrou a diversidade cultural brasileira, com figurinos exclusivos e a presença de familiares de Gil, como sua neta Flor, que cantou Refazenda.
A turnê Tempo Rei não apenas encerra uma carreira de mais de 60 anos, mas reafirma o papel de Gil como cronista de um Brasil que resiste, une gerações e não esquece suas cicatrizes históricas.












