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PGR vai denunciar Jair e Eduardo por coação e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito

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    O deputado
    O deputado federal Eduardo Bolsonaro durante uma de suas recentre transmissões de vídeo em seus canais / Imagem reprodução | O ex-presidente Jair Bolsonaro assiste aos atos do domingo (3/ago/2025) em seu favor através de seu celular, que foi apreendido após determinação de prisão domiciliar / Foto divulgação assessoria


    Investigação sobre os Bolsonaros avança, com acusações graves contra o ex-presidente e o deputado intercontinental, podendo impactar candidaturas políticas e relações internacionais



    Brasília, 22 de setembro de 2025

    A Procuradoria-Geral da República (PGR) prepara a apresentação de denúncia formal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, ao Supremo Tribunal Federal (STF).

    As acusações envolvem os crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, conforme investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) e reportagens recentes de veículos como a Folha de S. Paulo.

    A denúncia deve ser protocolada ainda esta semana, sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

    A ação pode transformar Eduardo Bolsonaro em réu, o que o tornaria inelegível para cargos públicos, incluindo uma possível candidatura à Presidência da República em 2026.

    Jair Bolsonaro também enfrenta indiciamento por supostamente enviar R$ 2 milhões via Pix ao filho, nos Estados Unidos, o que seria caracterizado como financiamento do crime de coação.

    O caso remonta a ações de Eduardo Bolsonaro, licenciado de seu mandato e residente nos EUA, que teria articulado sanções internacionais contra autoridades brasileiras, especialmente o ministro Alexandre de Moraes, relator de inquéritos sobre atos antidemocráticos e tentativa de golpe de Estado.

    A PGR por meio do procurador-geral Paulo Gonet, pediu a abertura de inquérito no STF para investigar essas movimentações, citando encontros de Eduardo com aliados do ex-presidente norte-americano Donald Trump, como o senador Marco Rubio.

    Esses contatos visariam impor pena de morte financeira a autoridades do Judiciário brasileiro, segundo indícios colhidos pela PF e reportados pelo Valor Econômico. A investigação ganhou força em agosto, quando a PF indiciou pai e filho pelos mesmos crimes.

    Os agentes apontam que as ações ocorreram em paralelo ao avanço da ação penal contra Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, na qual ele e aliados foram tornados réus pela Primeira Turma do STF em março.

    O portal Aos Fatos verificou que a denúncia da PGR se baseia em declarações públicas de Eduardo Bolsonaro, incluindo vídeos em que ele admite buscar retaliações nos EUA para obstruir investigações no Brasil.

    Essa denúncia se insere em um contexto mais amplo de tensões entre o governo brasileiro e a administração Trump, que classificou as ações judiciais contra Bolsonaro como uma “caça às bruxas“.

    Se aceita pelo STF, a denúncia abrirá uma ação penal, com penas que variam de um a quatro anos de prisão para coação e até oito anos para abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

    Especialistas consultados, conforme mostrou o portal Terra, alertam que o desfecho pode influenciar não só as ambições eleitorais da família Bolsonaro, mas também as relações bilaterais entre Brasil e EUA.

    A defesa de Eduardo Bolsonaro já reagiu, chamando a medida de “perseguição política“, em vídeo publicado em suas redes sociais, conforme relatado pela BBC News Brasil.

    O caso continua a polarizar o debate público, com aliados do ex-presidente acusando o Judiciário de “estado de exceção“, enquanto opositores, como o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), protocolam representações adicionais na PGR por atentado à soberania nacional, segundo o site do Partido dos Trabalhadores.

    A Agência Brasil e o Metrópoles destacam que as condutas podem configurar embaraço às investigações contra organização criminosa, agravando o quadro de instabilidade democrática pós-8 de janeiro de 2023.

    As articulações de Eduardo nos EUA visavam intimidar o Poder Judiciário, configurando uma ameaça direta à democracia brasileira.

    Atualizações sobre o andamento da denúncia serão monitoradas de perto, especialmente com o impacto potencial em negociações comerciais e diplomáticas internacionais.



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