
OCTAVIO GUEDES comenta conexão de nomes convocados pela CPI da Covid com a Fraude do INSS – imagem reprodução GloboNews
Comentarista da GloboNews comenta a conexão de nomes envolvidos no escândalo do esquema de descontos que movimentou R$ 6 bilhões dos pagamentos de aposentados com a CPI da Covid – SAIBA MAIS
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Brasília, 12 de maio de 2025
Investigações da Polícia Federal (PF) expõem conexões entre a tentativa de compra superfaturada da vacina Covaxin, investigada na CPI da Covid em 2021, e um esquema bilionário de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que desviou R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas a partir de 2019, primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro (PL).
As descobertas também foram destacadas pelo jornalista Octavio Guedes no programa Estúdio i da GloboNews, nesta segunda-feira (12/mai), que mostrou as imagens de Danilo Trento e Maurício Camisotti, citados na CPI, como peças-chave no escândalo do INSS, operando com laranjas e movimentações financeiras suspeitas.
Conexão entre CPI da Covid e Fraude no INSS
A investigação começou a ganhar forma quando senadores como Omar Aziz, Randolfe Rodrigues e Renan Calheiros, envolvidos na CPI da Covid, notaram a reincidência de nomes familiares.
Segundo Guedes, os parlamentares perceberam que Maurício Camisotti e Danilo Trento, figuras ligadas à negociação da vacina Covaxin, também aparecem no esquema de descontos indevidos no INSS.
Camisotti é apontado como sócio oculto de três associações, incluindo a Ambec, que cresceram exponencialmente durante os governos Temer e Bolsonaro, aproveitando brechas regulatórias.
Danilo Trento: Da Covaxin à Escolta Policial
Danilo Trento, diretor da Precisa Medicamentos, foi à Índia em 2021 para negociar a compra de 20 milhões de doses da vacina Covaxin, um contrato de R$ 1,6 bilhão cancelado por suspeitas de sobrepreço e corrupção.
Durante a CPI da Covid, Trento usou uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) para permanecer lacônico, sendo indiciado por fraude, organização criminosa e improbidade.
Agora, conforme argumentou o jornalista, ele reapareceu em imagens sendo escoltado por um agente da PF no Aeroporto de Congonhas, ao lado do ex-procurador do INSS Virgílio de Oliveira Filho, carregando malas de conteúdo desconhecido.
“Agora, como ele aparece? Ele aparece em imagens sendo escoltado por um agente da Polícia Federal no Aeroporto de Congonhas. O que é ser escoltado por um agente da Polícia Federal? Ele anda em áreas restritas ao lado do ex-procurador do INSS, Virgílio de Oliveira Filho, e entra numa viatura da Polícia Federal. O que eles carregavam? Malas. Malas de quê? Não se sabe, mas deduz-se, porque na casa de um policial federal que dava escolta a Danilo Trento, segundo a Polícia Federal, foi apreendida a maior quantidade de dinheiro vivo dessa operação“, comentou Octavio Guedes.
Segundo o portal brasiliense de notícias Metrópoles, o agente da PF, Philipe Roters Coutinho, afastado após o episódio, guardava US$ 199 mil em dinheiro vivo, joias e uma esmeralda em seu apartamento, levantando suspeitas sobre a origem desses bens.
Maurício Camisotti: O Financiador Oculto
Maurício Camisotti, descrito pela PF como “figura central” no esquema do INSS, foi identificado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) como financiador oculto da Precisa Medicamentos, transferindo R$ 18 milhões para a empresa durante a CPI da Covid.
No esquema do INSS, ele é apontado como sócio oculto da Ambec, que saltou de 3.000 para quase 1 milhão de associados, segundo Octavio Guedes, após um acordo com o Ministério da Previdência em agosto de 2021, no auge da CPI.
O UOL destaca que Camisotti usou familiares como laranjas, incluindo mulher, filho, primos e cunhado, para lavar dinheiro através de empresas como a Total Health, que recebeu R$ 43 milhões das associações fraudulentas.
Crescimento Suspeito da Ambec
A Ambec, uma das principais associações investigadas, viu sua receita explodir para R$ 91 milhões de 2021 a 2023, conforme apurado pelo O Bastidor. A entidade, que firmou acordo com o INSS em 2021, descontava mensalidades diretamente da folha de pagamento de aposentados, muitas vezes sem autorização.
A PF aponta que Camisotti controlava a Ambec através de diretores ligados a ele, como Maria Inês Batista de Almeida, registrada como faxineira em suas empresas, mas presidente da associação até 2024.
Escolta e Dinheiro Vivo
O caso ganhou contornos ainda mais graves com a descoberta de que o policial federal Philipe Coutinho, que escoltou Trento e Virgílio em Congonhas, estava envolvido no esquema.
O ND Mais informou que Coutinho realizou viagens com “perfil de compra atípico”, incluindo voos bate-volta a Brasília, sugerindo atividades suspeitas.
A apreensão de dinheiro e bens de luxo em sua residência reforça a suspeita de corrupção no alto escalão.
Contexto Político e Temporal
As fraudes no INSS ocorreram entre 2019 e 2024, abrangendo os governos Bolsonaro e Lula, mas o esquema ganhou força durante a gestão de Paulo Guedes, que ampliou o limite de crédito consignado para aposentados, facilitando descontos indevidos.
A CNN Brasil explica que as associações usavam dados obtidos irregularmente para filiar aposentados sem consentimento, gerando lucros milionários.
A simultaneidade com a CPI da Covid, como apontado por Guedes, sugere que os investigados diversificaram suas operações criminosas enquanto enfrentavam escrutínio público.
Impacto e Próximos Passos
O escândalo levou ao afastamento do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e de outros cinco servidores, além da suspensão do acordo da Ambec com o INSS.
A PF bloqueou R$ 160 milhões da Ambec e de contas ligadas a Camisotti, enquanto o governo Lula promete devolver os valores subtraídos aos aposentados.
O senador Humberto Costa reforçou a conexão entre os esquemas, pedindo investigações mais profundas.
O caso expõe uma rede complexa de corrupção que lesou milhões de aposentados e comprometeu a confiança em instituições públicas. A PF continua apurando o envolvimento de outros agentes e políticos, enquanto a sociedade cobra punições rigorosas.
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