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PF desvenda planilhas ocultas: ex-assessora de Lira no epicentro do Orçamento Secreto bilionário

    Investigação policial expõe indícios de manipulação sistemática em emendas parlamentares; operação indaga se Tuca perpetuou o controle sob a presidência de Hugo Motta

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    Arthur Lira
    Arthur Lira / Foto: Lula Marques/Agência Brasil | Mariângela Fialek, ex-assessora do ex-presidente da Câmara dos Deputados / Foto: Pablo Valadares/Câmara | O ministro do STF, Flávio Dino, antes de fazer parte da Corte, durante sabatina na CCJ do Senado / Foto: Brenno Carvalho/O Globo
    RESUMO


    Brasília (DF) · 30 de janeiro de 2026

    A Polícia Federal deflagrou, em 12 de dezembro, a Operação Transparência, uma ação meticulosa autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, visando desmantelar suspeitas de desvios em recursos públicos via emendas parlamentares.

    No cerne da apuração está Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, ex-assessora técnica da presidência da Câmara dos Deputados durante a gestão de Arthur Lira (PP-AL), entre 2021 e 2022.

    Atualmente lotada na liderança do PP, com remuneração bruta de R$ 23,7 mil, Tuca é apontada como pivô no controle do chamado orçamento secreto, um mecanismo que alocou bilhões sem rastreabilidade.

    Os mandados de busca e apreensão, cumpridos em Brasília, atingiram a residência de Tuca e uma sala na Câmara dos Deputados utilizada por ela desde 2022, estrategicamente posicionada acima da Comissão Mista de Orçamento.

    Ali, investigadores apreenderam dezenas de planilhas contendo dados sobre emendas de deputados federais, armazenadas majoritariamente em um computador antigo.

    De acordo com relatório da PF, essas planilhas estão sob escrutínio para verificar se registram as emendas de relator – as RP9 –, revelando como a divisão orçamentária atendia interesses de Lira e outras lideranças.

    “Estamos falando em uma atuação longeva na organização desses recursos, que remonta à época da pandemia e coincide com o mandato de Arthur Lira na presidência da Câmara dos Deputados”, destacou a PF em petição judicial, conforme relatado pelo UOL.

    A investigação surgiu de depoimentos contundentes de seis parlamentares: o senador Cleitinho (Republicanos-MG), a deputada Adriana Ventura (Novo-SP) e os deputados Glauber Braga (PSOL-RJ), José Rocha (União Brasil-BA), Fernando Marangoni (União Brasil-SP) e Dr. Francisco (PT-PI).

    Eles narraram irregularidades no encaminhamento de emendas, incluindo redirecionamentos forçados, especialmente para Alagoas, sob supostas ordens de Lira.

    Um achado peculiar, exclusivamente destacado pela Agência Brasil, foi uma anotação manuscrita que realocava recursos entre municípios, descrita pela PF como “uma conta de padaria”, ilustrando a rudimentaridade do esquema.

    Tuca, advogada gaúcha de 51 anos, acumulou cargos influentes no Executivo, como conselheira fiscal no BNDES Participações (2018-2020), Codevasf (2020), Conselho Nacional da Amazônia Legal, Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado (presidido por Michelle Bolsonaro) e Caixa Econômica Federal (até abril de 2025), conforme perfil detalhado pelo g1.

    A PF a suspeita de crimes como peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso e corrupção, com indícios de “uma atuação contínua, sistemática e estruturada” na orquestração do orçamento secreto, segundo decisão de Dino citada na Agência Brasil.

    O orçamento secreto, via emendas RP9 criadas em 2019 pelo Projeto de Lei do Congresso Nacional 51, empenhou R$ 45 bilhões entre 2020 e 2022, sob Jair Bolsonaro (PL), dos quais R$ 20 bilhões sem transparência, omitindo autores das indicações e impedindo rastreio de corrupção.

    Proibido pelo STF em 2022 por desigualdades e opacidade, o mecanismo evoluiu para emendas de comissão e bancada, gerando atritos entre Judiciário e Legislativo.

    A operação indaga se Tuca perpetuou o controle sob a presidência de Hugo Motta (Republicanos-PB), ampliando o escopo para desvios funcionais e crimes contra o sistema financeiro.

    Procuradas, a defesa de Tuca não retornou, enquanto assessorias de Lira e Motta optaram pelo silêncio, conforme múltiplas fontes.

    Lira não é formalmente investigado, mas depoimentos sugerem sua influência direta, detalha exclusivamente o O Globo.

    Nexta-feira (30/jan), o UOL confirma que as planilhas seguem em análise pela PF, com a Câmara dos Deputados pleiteando no STF a anulação das provas.

    Detalhes adicionais sobre joias apreendidas emergiram em 13 de dezembro, via g1.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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