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Petro anuncia adesão da Colômbia à Nova Rota da Seda e pede a Dilma para entrar no Banco dos BRICS

    Petro anuncia adesão da Colômbia à Nova Rota da Seda e pede a Dilma para entrar no Banco dos BRICS


    DILMA ROUSSEFF e GUSTAVO PETRO na sedo do NDB dos BRICS, em Xangai China | Imagem reprodução Presidência Colombiana/X


    Petro busca diversificar parcerias econômicas e financiar projetos sustentáveis, desafiando tensões com os EUA – SAIBA MAIS

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    Bogotá/Pequim/Xangai, 17 de maio de 2025

    Em um movimento estratégico para reposicionar a Colômbia no cenário global, o presidente Gustavo Petro anunciou, durante sua visita oficial à China, a adesão do país à Iniciativa da Franja e da Rota (Belt and Road InitiativeBRI).

    Também conhecida como a Nova Rota da Seda, a estratégia global de desenvolvimento de infraestrutura liderada pela China visa conectar a República Popular ao resto do mundo através de projetos de infraestrutura, como rodovias, ferrovias, portos e energia, para fortalecer o comércio, além de impulsionar o desenvolvimento econômico e político do país liderado por Xi Jinping.

    Petro também fez uma solicitação formal de ingresso ao Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como o banco dos BRICS.

    Em decisão formalizada nesta sexta-feira (16/mai), em Xangai, o governo colombiano quer diversificar suas fontes de financiamento e fortalecer laços com economias emergentes, priorizando projetos de infraestrutura, energia limpa e tecnologia digital.

    “Estamos nos aproximando do mundo com passos firmes e soberanos, pensando no interesse nacional e latino-americano”, declarou Petro, destacando a soberania e a integração regional como pilares de sua política externa, conforme publicado pelo portal da Presidência da Colômbia.

    Adesão à Rota da Seda: Um Passo para a Integração Global

    A adesão à BRI, confirmada após reunião com Jinping em Pequim, insere a Colômbia na ambiciosa iniciativa chinesa lançada em 2013, que promove investimentos globais em infraestrutura e comércio.

    Durante o 4º Fórum Ministerial China-Celac, Petro enfatizou a importância da cooperação para enfrentar desafios como o caos climático e político.

    A BRI, que já conta com mais de 20 países da América Latina e Caribe, oferece à Colômbia oportunidades para atrair investimentos em setores estratégicos, como energias renováveis, telecomunicações 5G e interconexão elétrica, segundo analistas ouvidos pela Forbes México.

    Os países da Nova Rota da Seda são Antígua e Barbuda, Argentina, Barbados, Bolívia, Chile, Costa Rica, Cuba, Dominica, Equador, El Salvador, Granada, Guiana, Honduras, Jamaica, Nicarágua, Panamá, Peru, República Dominicana, Suriname, Trinidad e Tobago, Uruguai e Venezuela. E gora, a Colômbia.

    O Brasil não aderiu formalmente à Iniciativa do BRI, apesar de pressões da China, especialmente durante a visita de Xi Jinping em 2024.

    O país optou por uma abordagem de “sinergia“, assinando 37 acordos de cooperação em áreas como infraestrutura, energia e comércio, sem se comprometer oficialmente com a Nova Rota da Seda.

    A decisão reflete a tradição de não alinhamento do Itamaraty, preocupações com soberania, riscos de endividamento e possíveis tensões com os EUA, enquanto o Brasil continua a atrair investimentos chineses em projetos como a Ferrovia Transoceânica, aproveitando parcerias econômicas sem adesão formal.

    Solicitação da Colômbia ao Banco dos BRICS: Financiamento para o Desenvolvimento Sustentável

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    A solicitação de ingresso ao NDB, apresentada em encontro com a presidente do banco, Dilma Rousseff, ex-presidente do Brasil, marca um passo significativo para diversificar as fontes de financiamento da Colômbia.

    O governo colombiano comprometeu-se a adquirir 5.125 ações do banco, sendo 1.025 pagas em dinheiro e 4.100 exigíveis como garantia, totalizando um investimento de US$ 512,5 milhões.

    O NDB, criado em 2014 pelos países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), já aprovou cerca de US$ 39 bilhões para 120 projetos alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

    “O Banco dos BRICS foi concebido para apoiar o desenvolvimento no sul global, sem vetos, sem condicionalidades e com respeito à soberania nacional de cada país”, afirmou Rousseff no Fórum China-Celac, segundo a TeleSur.

    Projetos Estratégicos e Visão de Conexão Interoceânica

    Durante a reunião com Rousseff, Petro apresentou um projeto ambicioso para conectar os oceanos Pacífico e Atlântico por meio de uma rede ferroviária ou canal na região do Chocó, também conhecida como região do Pacífico – uma área que se estende da fronteira com o Panamá até a Amazônia, abrangendo a costa do Pacífico colombiano.

    O projeto, que atravessaria uma rica biodiversidade, incluindo florestas tropicais úmidas que abrigam uma população afro-colombiana e indígena significativa, visa reduzir custos de transporte e fortalecer o comércio com a Ásia.

    “Essa proposta deveria ser assumida como um esforço grã-colombiano e sul-americano”, disse o presidente, destacando o potencial de integração regional.

    A iniciativa busca posicionar a Colômbia como um hub logístico global, aproveitando sua localização estratégica, segundo o jornal El Tiempo.

    Tensões com os EUA e Equilíbrio Diplomático

    A aproximação com a China ocorre em um contexto de tensões com os Estados Unidos, que expressaram oposição ao financiamento de projetos ligados à BRI na América Latina.

    O Departamento de Estado dos EUA afirmou que “se oporá vigorosamente” a tais iniciativas, citando preocupações com a influência chinesa.

    Em resposta, Petro defendeu a soberania colombiana, afirmando que “o governo dos EUA deve se empenhar para que suas empresas participem das licitações dos projetos que abriremos, com transparência”.

    Ele também destacou a neutralidade da Colômbia em relação ao conflito na Ucrânia, esclarecendo que o país busca apenas o ingresso ao NDB, não ao bloco político dos BRICS, conforme reportou a agência de notícias Reuters.

    Contexto Regional e Impactos Esperados

    Na América Latina, há uma tendência de aproximação com a China em meio a cortes na ajuda externa dos EUA e barreiras comerciais impostas pela administração Trump.

    Países como Brasil e Chile também participaram do Fórum China-Celac, reforçando a busca por parcerias econômicas alternativas.

    Para a Colômbia, o ingresso no NDB pode garantir acesso a empréstimos com taxas reduzidas, essenciais para financiar projetos em saúde, infraestrutura e energias renováveis, áreas críticas para o desenvolvimento sustentável.

    No entanto, analistas ouvidos pelo Bloomberg Línea alertam para os riscos de tensões diplomáticas com os EUA, principal destino de mais de 35% das exportações colombianas, incluindo flores, café e abacate.

    Um Novo Capítulo na Política Externa Colombiana

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    A adesão à BRI e a solicitação ao NDB sinalizam uma mudança na política externa colombiana, que historicamente seguiu a doutrina Respice Polum, de alinhamento com os EUA.

    Também conhecida como Doutrina Suárez, é uma diretriz de política externa colombiana que se refere a um alinhamento com os Estados Unidos, com o objetivo de se beneficiar da associação com a maior potência global.

    Petro busca reposicionar a Colômbia como um ator independente em um mundo multipolar, equilibrando relações com potências globais.

    “A história de nossas relações exteriores está mudando. A partir de agora, a Colômbia se relaciona com o mundo inteiro em pé de igualdade e liberdade”, afirmou o presidente em uma postagem no X.

    A estratégia, embora promissora, exige cautela para evitar impactos negativos nas relações comerciais com os EUA, segundo especialistas.

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