O estadista volta a se destacar mundialmente com o Pacto, visto como referência em combate à violência de gênero, que pavimenta o caminho para uma sociedade mais equânime e segura – Leia a mensagem de Lula nas redes, as principais reações e assista ao vídeo da campanha
Brasília (DF) · 05 de fevereiro de 2026
Em um marco histórico para a defesa dos direitos das mulheres, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, na quarta-feira (4/fev), o Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, unindo os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário em uma frente coordenada contra a violência letal que assola o país.
Realizada no Palácio do Planalto, em Brasília, a cerimônia contou com a presença de líderes como o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin; o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre; e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.
Essa convergência institucional, inédita em sua amplitude, surge como resposta ao aumento assustador dos casos de feminicídio, com dados revelando que quatro mulheres são assassinadas diariamente no Brasil pelo simples fato de serem mulheres.
O pacto, batizado com o lema “Todos Por Todas”, estabelece ações permanentes e integradas para prevenir agressões, fortalecer redes de proteção, ampliar campanhas educativas e responsabilizar agressores com rigor, combatendo a impunidade que perpetua o ciclo de violência.
Como destacado em discurso durante o evento, Lula enfatizou a responsabilidade primordial dos homens nessa luta: “Não basta não ser um agressor. É também preciso lutar para que não haja mais agressões. Cada homem deste país tem uma missão a cumprir”.
Essa abordagem inovadora vai além das esferas governamentais, convocando a sociedade civil a desconstruir a cultura machista enraizada, com foco em educação de meninos e jovens.
A importância desse pacto reside em sua capacidade de transcender barreiras institucionais, criando uma governança permanente que acelera o cumprimento de medidas protetivas e expande ações de conscientização em todo o território nacional.
De acordo com pesquisa do Senado Federal, 27% das mulheres brasileiras relataram sofrer violência doméstica ou familiar em 2025, um indicador que o pacto visa reverter por meio de metas claras de prevenção e transparência.
O documento prevê o fortalecimento de redes de enfrentamento, promovendo informações sobre direitos e serviços de acolhimento, o que pode representar um turning point na luta contra o feminicídio, que vitima anualmente quase 1.500 mulheres por questões de gênero.
As reações da sociedade ao pacto revelam um mosaico de apoio entusiástico, especialmente entre camadas progressistas e ativistas, que veem na iniciativa uma inovação audaciosa de Lula.
Nas redes sociais, o tema gerou uma onda de elogios, com usuários destacando o compromisso do presidente em priorizar a vida das mulheres.
“Como não amar Lula?“, escreveu uma usuária ao compartilhar um vídeo de Guilherme Boulos anunciando o evento:
A deputada estadual Andréia de Jesus (PT-MG) compartilhou o vídeo oficial da campanha, celebrando: “É compromisso com a vida das mulheres! Prevenir a violência, proteger quem sofre e responsabilizar os agressores”.
Outra reação positiva veio de @acucenapt, que enfatizou o impacto local: “HISTÓRICO! Lula assina o Pacto Nacional Brasil contra o feminicídio, unindo os Três Poderes para enfrentar o machismo e os dados alarmantes de violência contra as mulheres!”.
Essas manifestações ilustram como a medida ressoa em diferentes estratos sociais, fomentando diálogos sobre masculinidade tóxica e empoderamento feminino.
Críticos, no entanto, e como sempre há, apontam para a necessidade de ações concretas além das diretrizes iniciais. Eles destacam a ausência de metas específicas em sua cobertura exclusiva. Como se não fazer nada sobre o tema fosse melhor.
Ainda assim, o pacto é visto como um catalisador para mudanças profundas, alinhado a leis como a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, ampliando seu escopo para incluir o ambiente digital, onde o ódio contra mulheres prolifera.
Essa iniciativa reforça o legado de Lula em políticas sociais inclusivas, posicionando o Brasil como referência em combate à violência de gênero. Com o envolvimento dos Três Poderes, o pacto não apenas responde a uma crise humanitária, mas pavimenta o caminho para uma sociedade mais equânime e segura.
O Presidente fez uma sequência de postagens com o teor principal da campanha. Veja abaixo e prossiga a leitura das reações internacionais:
Matérias em Sites Estrangeiros
Uma das coberturas mais diretas vem de veículos latino-americanos, que contextualizam o pacto como parte das políticas sociais de Lula. O portal Nodal (Notícias de América Latina y el Caribe), baseado na Argentina, publicou uma matéria em espanhol intitulada “Lula lanza el Pacto Brasil de Enfrentamiento al Feminicidio para coordinar acciones interinstitucionales contra la violencia hacia las mujeres“.
O texto descreve o pacto como uma coordenação entre os Três Poderes para prevenir, proteger e responsabilizar agressores, destacando o compromisso de Lula com a vida das mulheres em meio a estatísticas alarmantes (como 1.470 feminicídios em 2025).
É uma visão positiva, enquadrando a iniciativa como um avanço regional contra a violência de gênero.
Outra menção aparece em inglês na Agência Brasil (versão internacional), com o título “Brazil unveils pact to tackle femicide“, que resume o lançamento como uma união inédita dos poderes para combater o feminicídio, enfatizando o papel de Lula em convocar a sociedade, especialmente os homens, para desconstruir o machismo.
Embora seja uma agência brasileira, a publicação em inglês sugere alcance internacional.
Veronica Brown-Comegys, escritora freelance americana bilíngue em português, com foco no Brasil, traduziu e compartilhou uma matéria do O Globo sobre o pacto, comentando: “Com recorde de feminicídios no país, Lula anuncia pacto para enfrentar violência contra mulheres sem ações concretas […] With a record number of femicides in the country, Lula announces pact to confront violence against women“.

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