Reunião de emergência do Conselho de Segurança expõe divisões globais e defende soberania em meio a bloqueio naval
Caracas, 24 de dezembro 2025
O Conselho de Segurança da ONU manifestou apoio incondicional à Venezuela, conforme afirmou o presidente Nicolás Maduro nesta terça-feira (23/dez), durante uma visita a uma feira comercial em Caracas, transmitida ao vivo pela televisão estatal venezuelana.
Maduro comentou os resultados da reunião de emergência do Conselho, solicitada pela Venezuela para discutir as tensões com os Estados Unidos, de acordo com a reportagem da CNN Brasil. A declaração surge após uma reunião de emergência solicitada por Caracas, destacando o agravamento das relações com os Estados Unidos.
“O Conselho de Segurança está dando apoio incondicional à Venezuela e ao direito à livre navegação e ao livre comércio”, disse o líder chavista no mesmo dia da sessão do Conselho de Segurança, em que aliados como Rússia e China criticaram as ações americanas, enquanto os EUA defenderam a aplicação máxima de sanções contra o regime de Maduro.
O posicionamento reflete preocupações com violações ao direito internacional, enquanto aliados como Brasil, China e Rússia reforçam a defesa do multilateralismo e do diálogo pacífico.
A sessão, realizada na terça-feira (23dez), foi convocada para debater as acusações de “extorsão” econômica e militar por parte dos EUA, incluindo o bloqueio de petroleiros venezuelanos:
“O Conselho de Segurança está dando apoio incondicional à Venezuela e ao direito à livre navegação e ao livre comércio”, declarou Maduro durante uma transmissão ao vivo, enfatizando o respaldo ao comércio livre e à soberania nacional.
Maduro reivindicou um “apoio esmagador” no órgão, especialmente diante de sanções iminentes anunciadas pelo presidente eleito Donald Trump.
O Brasil emergiu como voz crítica contra as ações americanas, acusando os EUA de violar a Carta da ONU. O embaixador Sérgio França Danese apresentou a posição brasileira, defendendo o fim imediato do bloqueio e promovendo o diálogo sem coerção.
Em complemento exclusivo, o R7 reportou que Danese destacou a necessidade de “cessar imediatamente” o uso de força, posicionando o Brasil como mediador em prol do multilateralismo.
Essa postura alinha-se à tradição diplomática brasileira, priorizando negociações regionais para evitar escaladas.
Na reunião do Conselho de Segurança da ONU, China e Russia criticaram duramente as sanções e o bloqueio naval americano, defendendo a soberania venezuelana e condenando o que chamaram de “intimidação unilateral“.
Declarações oficiais de Pequim e Moscou enfatizaram solidariedade diplomática, com a China opondo-se a sanções “ilegais” e a Rússia expressando “total respaldo” às ações de Caracas na arena internacional.
No entanto, análises especializadas reportadas pela BBC apontam para um esgotamento no suporte russo e chinês em termos militares ou financeiros reais, apesar das declarações públicas de solidariedade. Especialistas consultados destacam que tanto Moscou, limitada pela guerra na Ucrânia, quanto Pequim, cautelosa com tarifas americanas e prioridades internas, veem a Venezuela como uma prioridade menor em 2025.
“Não há razão hoje para Rússia ou China irem all-in defendendo a Venezuela, dados seus outros problemas”, sugere o Proferros Fernando Reyes Matta, diretor do Centre for China Studies na Andrés Bello University, no Chile. O apoio atual é majoritariamente simbólico e retórico, sem indícios de novos auxílios concretos ou intervenções diretas.
Os EUA têm um “comportamento de caubói” com a ‘intimidação’” à Venezuela, segundo o embaixador russo Vassily Nebenzia, que descreveu as ações americanas como tendo “consequências catastróficas dessa atitude, segundo a AFP e conforme reproduzido pelo Le Journal de Montreal.
No entanto, países como Dinamarca e Guiana apoiam a repressão ao regime de Maduro, acusando-o de ameaças à paz regional e facilitando o narcotráfico, corroborando a narrativa do presidente dos EUA, Donald Trump, que disse, antes de ser eleito, que gostaria de “pegar todo aquele petróleo” da Venezuela.
No geral, o apoio manifestado pelo Conselho sugere um revés diplomático para Washington, priorizando a estabilidade regional. A dinâmica global sublinha a importância do multilateralismo em crises como essa, onde tensões econômicas e militares testam os limites da ordem internacional.
Com o bloqueio naval em curso, observadores aguardam se o diálogo prevalecerá ou se novas sanções escalarão o conflito.

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EUA não quer maduro, não estão aí para narcotráfico, o que eles querem é o petróleo da Venezuela, o mundo vai ficar vendo isso de braços cruzados. Essa agressão é com toda América do Sul