“Mídias e ‘PF do B’ se encontram no golpismo“, afirma Eduardo Guimarães, para quem há a Polícia Federal de Andrei Rodrigues e a de André Mendonça
Brasília (DF) · 07 de março de 2026
O jornalista Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, afirma em suas redes sociais que as mídias e a ‘PF do B’ se encontram no golpismo. Para o autor, “a Polícia Federal se dividiu em duas: a oficial, comandada pelo doutor Andrei Rodrigues, e a PF do B (B de bolsonarismo), comandada por André Terrivelmente Evangélico Mendonça“.
“Ontem, a Globo assumiu a Malu Gaspar que tinha dentro de si, mas tratava como apenas uma das muitas correntes jornalísticas da Casa. Agora, a Globo é uma mega Malu Gaspar, que atribui ao imponderável as suas denúncias “criativas”” afirma Guimarães.
Ele se refere à recente cobertura do jornal sobre o caso Banco Master, especificamente às reportagens da colunista, que revelaram supostas trocas de mensagens entre o empresário Daniel Vorcaro (dono do banco) e o ministro Alexandre de Moraes, do STF, no dia da primeira prisão de Vorcaro (17 de novembro de 2025).
Guimarães sugere que o jornal estaria incorporando integralmente o estilo opinativo e “sensacionalista” da jornalista, transformando-se em “uma mega Malu Gaspar“. Ele acusa a cobertura de ser “criativa” — ou seja, exagerada, especulativa ou tendenciosa —, atribuindo os fatos a fontes imprecisas ou ao “imponderável” (algo incerto ou não comprovado de forma cabal).
O contexto específico é a reportagem que trouxe prints de mensagens extraídas do celular de Vorcaro pela Polícia Federal. Nela, Vorcaro envia textos como “Fiz uma correria aqui para tentar salvar. Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?” e menciona negociações para venda do banco e um inquérito sigiloso.
As respostas atribuídas a Moraes seriam em modo de visualização única (apagadas após leitura), o que impede verificação direta do conteúdo.
Alexandre de Moraes negou categoricamente ter recebido ou respondido as mensagens, afirmando via nota do STF que “as mensagens de visualização única enviadas por ele no dia 17 de novembro de 2025 não conferem com os contatos do ministro Alexandre de Moraes nos arquivos apreendidos” e classificando a interpretação como “uma ilação mentirosa” destinada a atacar o tribunal.
A PF também indicou não haver elementos para investigar relação entre os dois até o momento, focando em fraudes financeiras do caso.
Eduardo Guimarães, alinhado a visões progressistas e crítico ferrenho de narrativas que ele considera golpistas ou anti-Moraes/STF, interpreta essas publicações como parte de uma campanha para desgastar Moraes e o Supremo, usando vazamentos seletivos ou interpretações forçadas.
Ele vê a ênfase do O Globo nessas “denúncias” — sem provas irrefutáveis das respostas de Moraes — como uma guinada editorial para um jornalismo mais agressivo e menos cauteloso, personificado na figura de Malu Gaspar (frequentemente acusada por críticos de viés oposicionista).
A crítica de Guimarães acusa o O Globo de ter “assumido” o perfil combativo e questionável (para ele) de sua colunista, priorizando narrativas impactantes sobre rigor factual no contexto da polêmica envolvendo Vorcaro, Moraes e o Banco Master.
O jornalista do Blog da Cidadania diz que “a PF do B foi criada quando Edson Fachin, o pavão que desgoverna o STF, jogou no colo de André Mendonça a arma com a qual ele pretende justificar a dancinha que encenou com Michelle quando se confirmou sua vitória na votação do Senado que aprovou seu nome para integrar o Supremo Tribunal Federal“.
Essa crítica ácida combina ironia, apelidos pejorativos e acusações de parcialidade política no contexto da troca de relatoria do inquérito no STF.
A essa suposta “ala bolsonarista” ou alinhada ao ex-presidente Jair Bolsonaro dentro da Polícia Federal, que estaria atuando de forma autônoma ou seletiva, Guimarães atribui a “criação” dessa suposta divisão à decisão de Edson Fachin (presidente do STF na época dos fatos, em fevereiro de 2026).
O termo usado pelo jornalista – “o pavão que desgoverna o STF” – é comumente usado em círculos críticos a Fachin, insinuando vaidade excessiva e má gestão ou decisões ruins à frente da Corte.
Para o jornalista, Fachin teria entregue de forma conveniente ou intencional a relatoria do caso Banco Master a André Mendonça – indicado por Bolsonaro ao STF em 2021 e conhecido como “terrivelmente evangélico“, o que, na visão de Guimarães, seria uma “arma” poderosa dada ao jurista religioso.
A dancinha de Michelle Bolsonaro e Mendonça ocorreu quando se confirmou a vitória na votação do Senado que aprovou seu nome para integrar o Supremo Tribunal Federal, em dezembro de 2021, após a Casa Legislativa aprovar (por 47 a 32) sua indicação.
Mendonça foi filmado em uma celebração familiar onde abraçou a então primeira-dama Michelle Bolsonaro, que pulava, chorava e orava em comemoração. O vídeo viralizou, mostrando o hoje ministro do STF e a esposa do ex-presidente, hoje preso por tentativa de golpe de Estado, vibrando juntos em uma comemoração efusiva, registrada em reportagens da época.
Guimarães, diz com sarcasmo, que Mendonça estaria usando a relatoria do Banco Master – um caso sensível que envolveu menções a ministros como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes – como “justificativa” ou demonstração de independência/power para compensar ou “pagar” aquela demonstração pública de alinhamento com o bolsonarismo (representado por Michelle) na época da aprovação.
Em outras palavras, o jornalista sugere que Mendonça ganhou uma ferramenta investigativa forte (o inquérito) para se reposicionar ou avançar agendas que beneficiem narrativas oposicionistas ao governo atual, “justificando” simbolicamente aquela cena de 2021.
Em fevereiro de 2026, a PF entregou relatório a Edson Fachin apontando menções/citações a Toffoli em materiais apreendidos com Daniel Vorcaro, o que gerou questionamentos sobre imparcialidade. Houve reunião entre ministros, Toffoli pediu para sair da relatoria e não foi declarado suspeito formalmente.
O caso foi redistribuído por sorteio eletrônico (sistema interno do STF), e André Mendonça foi o sorteado. Fachin não participou do sorteio (como presidente), nem Toffoli.
Eduardo Guimarães sugere que Fachin facilitou uma manobra que empoderou Mendonça em um inquérito explosivo, permitindo que o ministro use o caso para atacar adversários políticos, como Moraes ou Toffoli e, ao mesmo tempo, “limpar” ou justificar sua imagem de alinhamento passado com o bolsonarismo – simbolizado pela comemoração com Michelle em 2021.
“Eis que, armado com a relatoria do caso Master, tratou de criar a PF do B, que não presta contas a ninguém a não ser a ele e cujos achados vêm tendo o mesmo destino: seus olhos, ouvidos e nada mais“, diz Eduardo Guimarães. “E tornou o comando da PF uma espécie de “Rainha da Inglaterra”“.
A expressão é uma metáfora irônica e depreciativa para criticar o que ele enxerga como uma redução do poder real e efetivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. No Reino Unido, a Rainha (ou Rei, atualmente Charles III) é o chefe de Estado formal, mas desde o século XVIII (e especialmente após a consolidação do sistema parlamentarista) o monarca tem poderes simbólicos e cerimoniais, sem autoridade executiva real.
O governo efetivo é exercido pelo primeiro-ministro e pelo parlamento, e a monarquia “reina, mas não governa” (reigns but does not rule). A Rainha assina leis, nomeia primeiros-ministros, abre o parlamento, mas não decide políticas, não interfere nas decisões cotidianas e não tem poder de veto prático — suas ações são orientadas pelo governo eleito.
Assim, Guimarães aplica essa analogia ao comando da PF, com o diretor-geral da Polícia Federal reduzido a uma figura simbólica e inócua. O poder real estaria concentrado em André Mendonça como relator do inquérito do Banco Master, que supostamente criaria e controlaria a “PF do B” — uma “ala paralela” que não presta contas a ninguém além dele próprio.
Os “achados” (provas, relatórios, investigações) dessa suposta força-tarefa seletiva teriam destino limitado: ficariam apenas “nos olhos e ouvidos” de Mendonça, sem gerar consequências externas (prisões de figuras bolsonaristas, por exemplo), como se o diretor-geral da PF fosse um monarca decorativo incapaz de exercer autoridade sobre essa “divisão”.
Para o jornalista, Mendonça estaria despindo o diretor-geral da PF de poder efetivo, transformando o cargo em algo meramente figurativo e cerimonial — como a monarquia britânica moderna —, enquanto ele próprio exerceria o controle real e seletivo das investigações do caso Master, direcionando-as para alvos políticos convenientes (como Lula, Moraes, Toffoli) e poupando aliados ou figuras do bolsonarismo.
“É por isso que a investigação do caso Master pela PF do B passa longe de Jair Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, Ibaneis Rocha, Cláudio Castro, Campos Neto etc., etc., etc.”, escreve Guimarães. “É Lula, Lulinha, Moraes e Toffoli. E, nos próximos capítulos, Flávio Dino e Gilmar Mendes“.
O jornalista também diz que “os prints são uma farsa. A conversa entre Moraes e Vorcaro não ocorreu“, enquanto “até a prisão de Moraes foi pedida“. E afirma: “Não me espantaria se pedissem sua decapitação em praça pública, com os sans-culottes descerebrados explodindo em um êxtase orgástico“.
Na sexta-feira (6/mar), pedidos ou manifestações sobre detenção ou afastamento de Alexandre de Moraes foram registrados, intensificados após a divulgação das supostas mensagens. Embora não haja pedido formal protocolado no STF ou no Congresso, o jornalista alude à escalada retórica de críticos que pedem investigações, impeachment ou prisão do ministro por suposto envolvimento indevido no caso Master. Guimarães usa isso para ilustrar o que considera exagero golpista ou perseguição.
O termo usado – “sans-culottes descerebrados explodindo em um êxtase orgástico” – são carregados de referências históricas e linguagem provocativa: os sans-culottes (sem calças curtas) eram as camadas populares urbanas de Paris — artesãos, trabalhadores, plebeus radicais — durante a Revolução Francesa (1789–1799). Os sans-culottes que usavam calças longas (em oposição às calças curtas e meias dos aristocratas, foram protagonistas de ações violentas, como a Tomada da Bastilha (14/jul/1789), marchas populares e o Reinado do Terror (1793–1794), período de execuções em massa na guilhotina. Representam a multidão revolucionária, radical, muitas vezes vista como fanática e descontrolada.
Guimarães qualifica os supostos apoiadores ou manifestantes anti-Moraes como uma turba burra e manipulável. E expressa, com o termo “êxtase orgástico“, para descrever um prazer intenso, quase erótico, na violência ou no ódio. usado metaforicamente para sugerir que esses “sans-culottes modernos” – multidão enfurecida nas redes ou opositores radicais – sentiriam um deleite sádico e irracional ao imaginar ou pedir a “decapitação” (simbólica ou literal) de Moraes.
Eduardo Guimarães compara os críticos do ministro a uma multidão revolucionária sanguinária e irracional da Revolução Francesa — fanática, violenta e descontrolada —, que exigiria execuções públicas em nome de uma “justiça” distorcida. É uma hiperbole para denunciar o que ele vê como histeria golpista, desumanização e ameaças veladas contra Moraes, exagerando a retórica oposicionista a ponto de compará-la ao Reinado do Terror.
O jornalista finaliza seu texto na rede sociai X afirmando que “a Polícia Federal desmentiu a Malu Gaspar, a Globo e o diabo que os carregue e já foi avisando que não vai investigar Moraes porque tem crimes a combater“. E que “a PF do B já está avisada“.
E Guimarães lacra em sua última frase: “Agora, finalmente, o STF acordou e vai começar a jogar. Aguardem“.

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