As revelações explosivas do STF após bloqueio de R$ 5,7 bilhões que prometem expor um labirinto de fraudes financeiras e suspeitas de organização criminosa
O ministro Dias Toffoli, do STF, autorizou em 6/jan a quebra de sigilo bancário e fiscal de 101 investigados no caso Banco Master, além de bloquear R$ 5,7 bilhões em bens. A medida, revelada em 15/jan, integra a Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras, organização criminosa e lavagem de capitais. Daniel Vorcaro, presidente do banco, é o foco principal. Investigação prorrogada por 60 dias em 16/jan.
Brasília (DF) · 17 de janeiro de 2026
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal de 101 indivíduos e entidades ligadas ao Banco Master. A decisão também impôs o sequestro de bens avaliados em até R$ 5,7 bilhões, mirando reparar danos potenciais decorrentes de um suposto esquema de irregularidades.
Essa medida surge no bojo da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF), e escancara indícios de crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais.
A investigação, que tramita sob relatoria de Toffoli desde novembro de 2025, quando o caso foi avocada ao STF a pedido da defesa do principal investigado, o banqueiro Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master, aponta para um intricado arranjo que exploraria vulnerabilidades no mercado de capitais.
De acordo com o despacho do ministro, conforme o site oficial do STF, os elementos colhidos pela PF e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) sugerem um “esquema estruturado” que, de forma reiterada, driblava mecanismos de regulação e fiscalização.
“Os indícios consistentes da prática de crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais justificam as medidas invasivas”, destacou Toffoli em sua decisão, enfatizando a necessidade de rastrear fluxos financeiros entre 20/out de 2020 e 21/out de 2025.
Vorcaro, preso temporariamente em novembro de 2025 durante a primeira etapa da operação – que investigava negócios suspeitos com o Banco de Brasília (BRB) – e liberado dez dias após, emerge como figura central. A PF realizou buscas em endereços ligados a ele e familiares, incluindo sua esposa e irmão, ampliando o escopo para além do episódio inicial.
Inicialmente relutante em autorizar novas diligências contra o banqueiro, Toffoli recuou ante argumentos da PGR e da PF, que alegaram a descoberta de ilícitos adicionais. O bloqueio de ativos atinge 38 alvos, incluindo empresas controladas pelo grupo, com o objetivo de assegurar o ressarcimento de prejuízos estimados em bilhões.
A condução do caso por Toffoli acumula controvérsias, como a imposição de sigilo absoluto em dezembro de 2025, que ocultou partes do processo público, e a concentração de oitivas em apenas dois dias, alterando o cronograma proposto pela PF. Além disso, o ministro negou o compartilhamento de dados com a CPMI do INSS, que apurava fraudes em descontos de aposentadorias, determinando que o material ficasse sob guarda no Senado Federal.
“Por se tratar de manifestações de autoridade policial, é necessária uma nova prorrogação”, justificou Toffoli ao estender o inquérito por mais 60 dias em 16/jan. O ministro afastou a PF da análise inicial de provas apreendidas, designando peritos específicos e autorizando a PGR a extrair dados, o que agravou desafios investigativos.
A apuração cita “aproveitamento de vulnerabilidades do mercado de capitais” e sócios ocultos, configurando cinco delitos graves. A revelações delineiam um panorama de sofisticação criminosa que ameaça a integridade do setor bancário nacional.
Ontem, Toffoli indicou peritos da PF para analisar materiais apreendidos e prorrogou o inquérito por 60 dias.

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O crime organizado tá muito afoito, se não for coibido, vira um governo paralelo. Acho que a vaca tá indo para o brejo