“Arlindo nos deixa um legado de talento, poesia e generosidade, que ficará para sempre na nossa memória“, afirmou o estadista
Brasília, 08 de agosto de 2025
O Brasil perdeu um de seus maiores talentos musicais nesta sexta-feira, 8 de agosto de 2025. Arlindo Cruz, renomado sambista, compositor e cantor, faleceu aos 66 anos, deixando um legado inestimável para a cultura brasileira.
A notícia foi recebida com profunda comoção, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou sua tristeza em uma nota oficial.
“Com profunda tristeza, recebi a notícia do falecimento de Arlindo Cruz, aos 66 anos. Arlindo foi um dos compositores e artistas mais talentosos e respeitados do Brasil. Em essência, o Sambista Perfeito. Arlindo nos deixa um legado de talento, poesia e generosidade, que ficará para sempre na nossa memória. Minha solidariedade à família, aos amigos e a todos que foram tocados por sua arte“, declarou Lula.
Com profunda tristeza, recebi a notícia do falecimento de Arlindo Cruz, aos 66 anos. Arlindo foi um dos compositores e artistas mais talentosos e respeitados do Brasil. Em essência, o Sambista Perfeito. Arlindo nos deixa um legado de talento, poesia e generosidade, que ficará…
— Lula (@LulaOficial) August 8, 2025
Arlindo Cruz, nascido no Rio de Janeiro, foi um dos maiores expoentes do samba, com uma carreira marcada por composições que capturaram a alma do gênero.
Suas canções, como “O Show Tem Que Continuar” e “Meu Lugar“, são hinos que atravessam gerações, celebrando a cultura carioca e a essência do samba.
Além de sua habilidade como compositor, Arlindo era conhecido por sua voz marcante e sua maestria no banjo, instrumento que dominava com virtuosismo.
A notícia gerou uma onda de homenagens nas redes sociais, com fãs, artistas e personalidades lamentando a perda e exaltando a contribuição de Arlindo para a música brasileira.
O sambista, que enfrentou problemas de saúde nos últimos anos, deixa uma marca indelével na história cultural do país.
Arlindo Cruz recebia cuidados da equipe médica e da família. Ele lidava com as sequelas de um AVC (Acidente Vascular Cerebral) hemorrágico desde 2017.
Também era portador de uma doença autoimune e era traqueostomizado, além de usar uma sonda alimentar.
Arlindo Cruz deixa esposa, filhos e um vasto círculo de amigos e admiradores. Sua obra, que combina poesia, ritmo e emoção, continuará a ecoar nos pagodes, rodas de samba e corações de todos que foram tocados por sua arte.
O Brasil chora a perda de um de seus maiores sambistas, mas celebra a vida e o legado de um artista que foi, nas palavras do presidente, “o Sambista Perfeito“.
Arlindo Cruz
Arlindo Cruz foi um renomado músico, cantor e compositor, nascido no Rio de Janeiro em 14 de setembro de 1958.
Ele se destacou como um dos grandes nomes do samba, contribuindo significativamente para o gênero, especialmente como integrante e co-fundador do grupo Fundo de Quintal, que revolucionou o samba urbano carioca nas décadas de 1980 e 1990.
Sua carreira solo também foi marcada por sucessos, consolidando-o como uma figura icônica da música popular brasileira.
Além de sua voz marcante, Arlindo Cruz era um talentoso instrumentista, dominando o banjo e o cavaquinho, e um compositor prolífico.
Suas letras frequentemente celebravam a cultura negra, a vida nas comunidades cariocas e a alegria do samba, refletindo suas raízes e influências.
Sua parceria com outros grandes nomes do samba, como Almir Guineto e Jorge Aragão, rendeu obras que se tornaram hinos do gênero.
Ao longo de sua trajetória, Arlindo Cruz recebeu diversos prêmios e reconhecimentos, incluindo indicações ao Grammy Latino, e seu legado permanece vivo através de suas músicas, que continuam a inspirar novas gerações de sambistas.
Sua dedicação ao samba e sua capacidade de inovar dentro do gênero o tornaram uma figura indispensável na história da música brasileira.








