Inteligência sul-coreana revela silêncio estratégico de Pyongyang após a morte de Khamenei e ausência de apoio militar, em meio a pressões econômicas do conflito no Oriente Médio
Seul (KR) 06 de abril de 2026
Coreia do Norte parece se distanciar discretamente de seu parceiro de longa data Irã, ao mesmo tempo em que preserva canais abertos com os Estados Unidos.
A avaliação partiu de parlamentares sul-coreanos que participaram, nesta segunda-feira (6/abr), de briefing fechado da National Intelligence Service (NIS).
A agência informou que Pyongyang não enviou armas nem suprimentos ao Irã desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.
Além disso, o regime norte-coreano permaneceu notavelmente silencioso após a morte de Ayatollah Ali Khamenei em ataques aéreos e não emitiu felicitações ao filho dele, nomeado novo líder iraniano, conforme reporta a Arab News.
Enquanto China e Rússia manifestaram-se repetidamente sobre o conflito, Coreia do Norte limitou-se a duas declarações moderadas, sem críticas diretas ao presidente Donald Trump.
Parlamentar Park Sun-won, membro da comissão de inteligência do Parlamento sul-coreano, transmitiu a leitura da NIS: a contenção é intencional, com o objetivo de manter espaço diplomático diante da cúpula entre o presidente chinês Xi Jinping e Trump, prevista para maio.
O conflito no Oriente Médio agrava as dificuldades econômicas de Pyongyang, que enfrenta entraves no suprimento de insumos industriais, alta de preços e disparada nas taxas de câmbio.
Diante desse quadro, o regime busca óleo adicional junto à Rússia, conforme indicaram autoridades de inteligência sul-coreanas.
Comentários recentes de Kim Jong-un sobre a possibilidade de “se dar bem” com os Estados Unidos, caso Washington respeite o status atual do país, apontam para um movimento calculado.
A NIS interpreta esses sinais como preparação para eventuais conversas com Washington, uma vez que as tensões no Oriente Médio diminuam.
A postura reflete o esforço de Coreia do Norte para equilibrar lealdades históricas e necessidades práticas, em um contexto de pressão econômica global intensificada pela guerra.

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