Deputado mineiro comanda protesto na capital federal às 12h, enquanto a Corte Máxima de Justiça do Brasil intensifica vigilância para coibir riscos de instabilidade institucional
A Caminhada da Liberdade, liderada por Nikolas Ferreira, chega a Brasília em 25/jan para ato pró-Bolsonaro na Praça do Cruzeiro. Iniciada em 19/jan, a marcha de 240 km reúne apoiadores e entidades empresariais contra prisões golpistas. Alexandre de Moraes, do STF, proibiu atos na Papuda em 23/jan, autorizando prisões por risco de repetição do 8 de janeiro, atendendo PGR. Ferreira usa colete à prova de balas; evento testa limites judiciais.
Brasília (DF) · 25 de janeiro de 2026
A Caminhada da Liberdade, iniciativa capitaneada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), adentra seu estágio culminante ao aproximar-se de Brasília neste domingo (25/jan).
O movimento, que partiu de Minas Gerais na segunda-feira (19/jan), percorreu aproximadamente 240 quilômetros pela rodovia BR-040, congregando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente detido no Complexo Penitenciário da Papuda.
A marcha, concebida como um clamor pela liberação de Bolsonaro e contra o que os organizadores denominam de “injustiças jurídicas“, ganhou adesão de parlamentares, eleitores e entidades empresariais, culminando em uma manifestação programada para as 12h na Praça do Cruzeiro.
A empreitada, no entanto, defronta-se com restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão proferida na sexta-feira (23/jan), o ministro Alexandre de Moraes determinou a proibição de manifestações, acampamentos ou qualquer ocupação nas imediações da Papuda, atendendo a um requerimento da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A medida, que autoriza a remoção imediata de eventuais aglomerações e inclusive a prisão em flagrante de quem descumprir, invoca o espectro dos atos de 8 de janeiro de 2023, quando invasões a prédios públicos em Brasília resultaram em condenações.
O Estadão detalha que Moraes enfatizou a necessidade de preservar a segurança do sistema prisional, citando explicitamente a caminhada de Ferreira como potencial catalisador de desordens.
A PGR argumentou que os manifestantes prometem uma “caminhada da paz” com o intuito de protestar contra prisões relacionadas aos eventos golpistas, o que poderia escalar para confrontos, reportou a Folha de S.Paulo.
Ferreira tem utilizado colete à prova de balas durante o trajeto, sinalizando temores de segurança pessoal em meio ao acirramento das tensões, publicou CNN Brasil.
O deputado, em postagem no X (antigo Twitter), confirmou o ato: “Manifestação Acorda Brasil – 25.01. Concentração 12h na Praça do Cruzeiro. Estamos chegando!“, mobilizando milhares de seguidores.
A marcha obteve respaldo de múltiplas entidades mineiras, como revelado em manifestação conjunta. Entre elas, destacam-se a FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), FAEMG (Federação da Agricultura e Pecuária) e Fecomércio MG, que expressaram solidariedade ao movimento, conforme noticiado pela Revista Veja.
Essa adesão empresarial, inédita em amplitude, impulsiona pautas oposicionistas, fortalecendo o discurso de Ferreira contra o que ele classifica de “perseguição política“.
Embora a decisão de Moraes não vise diretamente a marcha em si, mas sim atos próximos à Papuda, onde Bolsonaro foi transferido em 15 de janeiro por ordem do próprio ministro, analistas interpretam a medida como uma vigilância proativa contra recidivas golpistas.
A proibição abrange qualquer permanência prolongada, com forças de segurança federais e distritais mobilizadas para enforcement, ressalta O Globo.
Até o momento, não há relatos de confrontos, mas a expectativa é de alta adesão ao ato dominical, potencialmente testando os limites impostos pelo Judiciário.
Com o evento em andamento este domingo (25/jan), há um monitoramento de toda a imprensa em desenvolvimento, em tempo real.

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