Ato bolsonarista força governo Lula a adotar postura ofensiva para disputar agenda pública
Brasília (DF) · 26 de janeiro de 2026
A manifestação liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) emerge como um catalisador de tensões políticas, interpretado por setores do governo como o prelúdio de uma ofensiva eleitoral.
Iniciada em 19/jan em Minas Gerais, a caminhada culminou em 25/jan na capital federal, congregando cerca de 18 mil participantes, conforme monitoramento da Universidade de São Paulo (USP), em defesa da liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro e de acusados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
O evento, marcado por um incidente climático inusitado – um raio que atingiu a área, ferindo apoiadores e levando-os a hospitais –, não passou despercebido.
Enquanto o PT minimizou a mobilização e criticou Ferreira por expor participantes a riscos, uma ala do governo e aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam o ato como um indicativo da persistente capacidade de articulação do bolsonarismo.
Especificamente, veem-no como o “pontapé inicial” para a campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com potencial para sustentar ações de rua até as eleições de outubro.
O Planalto prepara uma reação calibrada, ancorada em uma “política de retenção da atenção“, segundo o Metrópoles. Essa estratégia abrange a intensificação de inaugurações de obras, o avanço em pautas de apelo popular como a escala 6×1 para trabalhadores, e uma postura “ofensiva” na disputa pela agenda pública.
Ademais, enfatiza a comunicação sobre conquistas da gestão, a exemplo da isenção do Imposto de Renda para rendas até R$ 5 mil. Fontes como o O Globo destacam a estimativa de público via monitor da USP, enquanto a Folha de S.Paulo relata que Ferreira encerrou o ato com um recado ao Supremo Tribunal Federal (STF), omitindo menção às vítimas do raio.
Críticas da esquerda, registradas no Correio Braziliense, classificam a iniciativa como “encenação política” em prol de anistia aos envolvidos em atos antidemocráticos.
A Gazeta do Povo informa que, em resposta à caminhada, o governo reinstalou cercas no entorno do Palácio do Planalto, sinalizando precaução ante possíveis escaladas.
Elogios de figuras como o pastor Silas Malafaia, que parabenizou a mobilização em pronunciamento público, reforçam o apoio conservador ao movimento.
Essa conjuntura ilustra a polarização persistente no cenário político brasileiro, onde ações de rua testam os limites da governabilidade e forçam realinhamentos estratégicos.

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