Fala foi registrada em entrevista ao NYT e está dado o alarme sobre a autoridade sem freios do presidente dos EUA, o que gera implicações para alianças mundiais e segurança nuclear
Em entrevista ao The New York Times em 08/jan, o presidente Donald Trump afirmou que sua autoridade global é contida apenas por sua “própria moralidade” e “própria mente”, declarando “não precisar de lei internacional”. Ele detalhou planos para supervisão prolongada na Venezuela, insistiu na posse total de Groenlândia, questionou a OTAN e indicou expiração do tratado nuclear New START, buscando inclusão da China. Diferenciou intervenções em Venezuela de potenciais ações chinesas em Taiwan, expressando confiança contra invasões durante seu mandato. O tom casual incluiu brincadeiras e interações diretas, mas acende alertas sobre implicações para alianças mundiais e normas globais, com análises sugerindo encorajamento a rivais como a China.
Washington, D.C., (US) · 09 de janeiro de 2026
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que sua autoridade como comandante-em-chefe é limitada apenas por sua própria consciência, descartando a necessidade de normas globais estabelecidas.
Essa revelação surgiu durante uma entrevista concedida ao The New York Times , na quinta-feira (08/jan), foi uma resposta aos jornalistas sobre a abordagem de temas como o controle prolongado sobre a Venezuela, ambições territoriais e o futuro de tratados nucleares.
A conversa, realizada no Salão Oval da Casa Branca, destacou a visão de Trump sobre sua influência irrestrita.
Quando questionado se há freios em seu poder no palco mundial e o que poderia detê-lo, o presidente respondeu:
“Sim, há uma coisa. Minha própria moralidade. Minha própria mente. É a única coisa que pode me parar… Não preciso de lei internacional“. Ele acrescentou: “Não pretendo machucar pessoas“, mas qualificou que sua administração adere à lei internacional dependendo da definição adotada.
Essa postura reflete ações recentes, incluindo uma operação militar na Venezuela que resultou ndo sequestro do ex-líder Nicolás Maduro e sua esposa sob a narrativa de narcoterrorismo e importação de cocaína.
Trump enfatizou que os Estados Unidos manterão supervisão sobre a Venezuela por “muito mais tempo” do que um ano, declarando-se “no comando” apesar de esforços iniciais de seu gabinete para minimizar o envolvimento.
Ele mencionou relações positivas com a presidente interina Delcy Rodríguez, planos para gerenciar a indústria petrolífera e fornecer ajuda financeira ao país sul-americano.
Diferenciando essa intervenção de potenciais ações chinesas em Taiwan, Trump citou ameaças únicas como drogas e migração na Venezuela, expressando confiança de que o líder chinês Xi Jinping não invadirá Taiwan durante seu mandato, embora admitisse que ficaria “muito infeliz” com qualquer alteração no status quo.
Renovando uma proposta controversa, o presidente insistiu na aquisição total de Groenlândia, rejeitando arrendamentos ou tratados e argumentando que a posse plena é psicologicamente essencial para o sucesso.
Ele evitou priorizar entre obter Groenlândia ou preservar a OTAN, reconhecendo que “pode ser uma escolha” e descrevendo a aliança atlântica como ineficaz sem os EUA, com a Rússia preocupada apenas com a América. Trump exortou a Europa a “se endireitar” segundo o The Guardian.
A abordagem pode encorajar a China em relação a Taiwan, com comentaristas chineses vendo a operação na Venezuela como um modelo para assaltos territoriais, avalia o jornal inglês, e líderes europeus alertando para o risco de enfraquecimento das normas globais.
No âmbito da segurança nuclear, Trump indicou que o tratado New START com a Rússia expirará em fevereiro sem prorrogação, afirmando: “Se expirar, expira“, e buscando um “acordo melhor” que inclua a China, detentora do arsenal nuclear de crescimento mais rápido.
Defensores do controle de armas temem aumento de implantações de ogivas pós-expiração, destacando vozes dentro da administração favoráveis a essa escalada.
O tom da entrevista no NYT revelou um Trump casual e confiante, alternando entre queixas, conselhos paternais e hospitalidade, distribuindo refrigerantes diet e lidando com uma ligação do presidente colombiano Gustavo Petro de forma conspiratória na presença dos jornalistas.
Ele até brincou sobre medicamentos para perda de peso como Ozempic, comentando: “Provavelmente eu deveria“.
Essa dinâmica sublinha uma presidência marcada por decisões unilaterais, incluindo a retirada de 66 organizações internacionais afiliadas à ONU e críticas à confiabilidade da OTAN.
As declarações intensificam debates sobre o papel dos EUA em um ordem mundial regida por força militar em detrimento de alianças e leis compartilhadas, potencialmente redefinindo equilíbrios geopolíticos em um momento de tensões crescentes.

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