Agenda diplomática intensa incluiu conversas com Antônio Guterres e confirmação de Dina Boluarte para a COP 30, visando reaproximação bilateral
Brasília, 24 de setembro de 2025.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou sua ofensiva diplomática durante a 80ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, com uma série de encontros bilaterais que destacam o compromisso do Brasil com a paz global, a sustentabilidade ambiental e a reaproximação com parceiros estratégicos.
Realizados entre 22 e 24 de setembro de 2025, esses diálogos ocorreram à margem do debate geral, cujo lema este ano é “Melhor Juntos: 80 Anos e mais para paz, desenvolvimento e direitos humanos”, e serviram como plataforma para avançar pautas como o conflito na Ucrânia, a preservação da Amazônia e os preparativos para a COP 30.
Carlos XVI Gustavo e Sílvia, da Suécia
Na residência oficial da missão brasileira, Lula recebeu o rei Carlos XVI Gustavo e a rainha Sílvia, da Suécia, em um encontro que reforçou os laços históricos entre os dois países, com ênfase em inovação tecnológica e cooperação em energias renováveis.
A reunião, confirmada previamente pelo governo brasileiro, foi descrita como “frutífera” por fontes diplomáticas, alinhando-se aos esforços do Brasil para atrair investimentos escandinavos em transição energética.
De acordo com a cobertura da BBC News Brasil, esse diálogo faz parte de uma agenda que incluiu mais de 30 pedidos de bilaterais, demonstrando o posicionamento fortalecido de Lula no cenário internacional apesar de tensões com potências como os Estados Unidos.
António Guterres
Em seguida, Lula se reuniu com o secretário-geral da ONU, António Guterres, para discutir a reforma do Conselho de Segurança da organização e o financiamento de ações climáticas.
O encontro, realizado na manhã de 23 de setembro, antecedeu o discurso de abertura do debate geral proferido pelo presidente brasileiro, que cobrou maior multilateralismo e criticou o “egoísmo” de nações ricas no combate às mudanças climáticas.
A ONU News destacou que Guterres apelou aos líderes para “mudar a maré” contra guerras e desigualdades, ecoando as prioridades de Lula para a Agenda 2030 de desenvolvimento sustentável.
Dina Boluarte
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Um dos pontos altos da agenda foi a bilateral com a presidenta do Peru, Dina Boluarte, realizada na terça-feira (23/set).
Lula lamentou sua ausência na Cúpula da APEC de novembro passado e estendeu um convite formal para que Boluarte participe da COP 30, sediada em Belém (PA) em novembro de 2025.
A líder peruana confirmou sua presença e expressou interesse em uma parceria mais robusta para enfrentar desafios comuns na Amazônia, como “insegurança alimentar, escassez de conexões viárias e crime organizado”.
Foi acertada a marcação de uma reunião técnica para delinear iniciativas conjuntas, sinalizando uma reaproximação bilateral após períodos de frieza.
O site oficial do Planalto detalhou o acordo, enquanto a CNN Brasil enfatizou o potencial dessa cooperação para a estabilidade regional.
Volodymyr Zelensky
Finalmente, Lula realizou uma reunião bilateral com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, adiada de 23 para 24 de setembro por questões de agenda e segurança.
O diálogo, que durou cerca de uma hora, focou em esforços para a paz no leste europeu, com Zelensky afirmando que “Lula vai fazer de tudo pela paz na Ucrânia”.
Segundo o Estadão, o encontro representa a segunda interação presencial entre os líderes desde o início do mandato atual de Lula, e reforça o papel do Brasil como mediador em conflitos globais, apesar de desencontros anteriores em fóruns como o G7.
A cobertura da CNN Brasil sobre a agenda bilateral de Lula destacou a diversidade de interlocutores, de monarcas europeus a líderes latino-americanos e figuras centrais da ONU, em um momento em que o Brasil busca contrabalançar sanções comerciais impostas pelos EUA sob Donald Trump.
Esses encontros não apenas consolidam a imagem de Lula como articulador global, mas também pavimentam o caminho para avanços concretos na COP 30, com foco em financiamento climático e preservação ambiental.
Analistas consultados pela BBC News Brasil avaliam que a viagem fortalece o Brasil diplomaticamente, mesmo em meio a crises bilaterais, posicionando o país como voz influente no Sul Global.








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