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MP aponta laudo falso em documentário da Brasil Paralelo contra Maria da Penha: ‘Sem fakes o bolsonarismo morre’

    Comunicador liga desinformação ao núcleo extremista de direita após investigação cearense expor adulteração de perícia usada para atacar ativista e questionar Lei – relembre mentiras que alteraram o rumo das eleições

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    Maria da Penha
    Maria da Penha Maia Fernandes durante evento sobre a Lei Maria da Penha, em agosto de 2024 / Foto: Agência Brasil / EBC
    RESUMO
    URBS MAGNA - Progressistas por um BRASIL SOBERANO


    Brasília (DF) · 11 de março de 2026

    A Justiça do Ceará aceitou, nesta segunda-feira (10/mar), denúncia do Ministério Público do Ceará (MP-CE) que torna réus quatro homens por campanha organizada de ódio contra a farmacêutica e ativista Maria da Penha Maia Fernandes.

    Entre os denunciados está o ex-marido Marco Antônio Heredia Viveros, condenado por tentativa de homicídio em 2002, o influenciador Alexandre Gonçalves de Paiva e o produtor Marcus Vinícius Mantovanelli, responsável pelo documentário “A Investigação Paralela: o Caso Maria da Penha”, da plataforma Brasil Paralelo.

    A acusação, conduzida pelo Núcleo de Investigação Criminal do MP-CE, descreve uso de grupos de WhatsApp para planejar ataques, disseminação de notícias falsas e inclusão de laudo adulterado no filme.

    A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) comprovou que o exame de corpo de delito original sofreu montagem: foram adicionadas lesões no pescoço e braço inexistentes, com diferenças em assinaturas, carimbos e espaçamento entre linhas.

    O documento falso servia para sustentar a tese de que o casal teria sido vítima de assaltantes, e não de violência doméstica.

    A Agência Pública acessou a perícia sigilosa da Procuradoria-Geral de Justiça do Ceará e revelou que o documentário acusa, sem provas, troca de laudos nos autos do processo para favorecer a condenação de Heredia Viveros.

    O material já havia sido suspenso por 90 dias em julho de 2025 por decisão da 9ª Vara Criminal de Fortaleza.

    Em março de 2025, a Advocacia-Geral da União (AGU) ajuizou ação civil pública contra a Brasil Paralelo pedindo R$ 500 mil por danos morais coletivos e obrigação de veicular conteúdo corretivo do Ministério das Mulheres.

    Diante dos fatos, o comunicador social Pedro Ronchi publicou em suas redes: “Sem fakes o bolsonarismo morre”.

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    Levantamento em fontes de checagem mostra padrão recorrente. Em 2018, agências como Aos Fatos e Lupa identificaram pelo menos 104 fake news que beneficiaram a candidatura de Jair Bolsonaro, entre elas o suposto “kit gay” atribuído a Fernando Haddad e vídeos falsos de fraude em urnas eletrônicas.

    O El País documentou que esses boatos circularam massivamente no WhatsApp e alteraram o rumo do pleito, segundo analistas eleitorais.

    Durante o mandato, Bolsonaro proferiu em média 4,58 declarações enganosas por dia, totalizando 6.676, conforme levantamento da Aos Fatos.

    A extrema-direita extrema-direita associada ao bolsonarismo bolsonarismo tem impulsionado, em assembleias e câmaras municipais, projetos de escolas cívico-militares, leitura obrigatória da Bíblia em colégios e homenagens a Bolsonaro, segundo reportagem do O Globo.

    A agenda prioriza pautas de costumes e armamento, com propostas que facilitam acesso a armas e criminalizam movimentos sociais.

    Em contraste, a direita liberal-conservadora, representada por legendas como o Partido Novo, concentra-se em reformas econômicas: privatizações de estatais como a Eletrobras, autonomia do Banco Central, reforma administrativa e responsabilidade fiscal, conforme análise da Carta Capital sobre projetos de 2021.

    Enquanto o primeiro grupo enfatiza “Deus, pátria e família”, o segundo aposta em desburocratização e ajuste fiscal sem ênfase religiosa explícita.

    O g1 confirmou a aceitação da denúncia e a inclusão de cyberbullying e falsificação de documento público entre os crimes. Detalhes adicionais sobre o julgamento devem surgir nos próximos dias.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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