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Mônica Bergamo: “mortes por PMs de SP explodiram no governo Tarcísio, com exemplos de selvageria e covardia”

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    Morador de
    Morador de rua chorou e colocou a mão na cabeça antes de ser morto com três tiros de fuzil; câmera que registrou execução teve a lente tapada com a mão do policial | Imagem reprodução via Folha de S. Paulo


    Jornalista compartilhou no X print de matéria da Folha sobre morte de morador de rua, que chorou e pôs a mão na cabeça antes de ser morto por PMs



    Brasília, 07 de agosto de 2025

    Mortes por PMs em SP disparam sob Tarcísio: caso de morador de rua choca com crueldade.

    A violência policial em São Paulo cresce na gestão Tarcísio de Freitas, com casos graves como o assassinato de um morador de rua em Cidade Ademar, revelando abusos e falta de controle.

    Entenda os números e as denúncias

    No governo de Tarcísio de Freitas, a letalidade da Polícia Militar de São Paulo atingiu níveis alarmantes, com um aumento de 98% nas mortes causadas por PMs entre 2022 e 2024, segundo dados do Ministério Público compilados pelo Grupo de Atuação Especial da Segurança Pública e Controle Externo da Atividade Policial (Gaesp-MPSP).

    De 355 mortes em 2022, o número saltou para 702 até novembro de 2024, incluindo ações em serviço e de folga.

    Operações como a Operação Verão, na Baixada Santista, que deixou 56 mortos entre dezembro de 2023 e abril de 2024, intensificaram as críticas de entidades como a Conectas Direitos Humanos e a Comissão Arns, que levaram denúncias ao Conselho de Direitos Humanos da ONU por abusos policiais.

    Um caso emblemático é o assassinato de Valnei Ferreira dos Santos, um morador de rua em Cidade Ademar, na zona sul de São Paulo, em julho.

    Imagens de câmeras de segurança mostram Valnei chorando e com as mãos na cabeça, rendido, antes de ser executado com três tiros de fuzil por PMs.

    A cena, que chocou o país, foi descrita como “selvageria e covardia” pela colunista Mônica Bergamo em post no X.

    O caso reforça a percepção de impunidade, já que investigações de mortes por PMs muitas vezes demoram ou não resultam em punições, como no caso de Paraisópolis, onde nove jovens morreram em 2019 e o julgamento ainda não ocorreu.

    A gestão de Tarcísio e do secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, é criticada por enfraquecer o programa de câmeras corporais, essencial para conter a violência policial.

    Em 2022, sob Rodrigo Garcia, as câmeras reduziram mortes de adolescentes em 80,1%. Porém, Tarcísio optou por equipamentos que não gravam ininterruptamente, levantando temores de manipulação de registros.

    Samira Bueno, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, alerta que a falta de gravações contínuas facilita abusos, enquanto Cláudio Aparecido da Silva, ouvidor das polícias, aponta que falas de Tarcísio, como “pode ir na ONU, no raio que o parta”, incentivam a truculência, conforme noticiou o g1.

    As mortes, que atingem especialmente negros (aumento de 84% em 2024, segundo o Instituto Sou da Paz) e jovens (120% mais adolescentes mortos), expõem uma crise na segurança pública.

    Casos como o de Marco Aurélio Cardenas Acosta, estudante de medicina morto em Vila Mariana, e Ryan da Silva Andrade Santos, criança de 4 anos baleada em Santos, mostram a urgência de políticas que priorizem a vida.

    A Secretaria da Segurança Pública alega investigar rigorosamente os casos e investir em treinamento, mas a escalada de violência e a lentidão na Justiça alimentam o clamor por mudanças.



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    2 comentários em “Mônica Bergamo: “mortes por PMs de SP explodiram no governo Tarcísio, com exemplos de selvageria e covardia””

    1. O desprezo pelo pobre está implícito na “deformação” do pensamento militar, e corporativismo faz o resto.

    2. Jair Francisco Lusa

      E aí Dudu Bananinha, não vai denunciar pro Trump aplicar a Lei Magnitski no Tarcísio e no Derrite, por desrespeito aos Direitos Humanos?

    Os comentários estão fechados.

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