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Por ordem de Moraes, PF cumpre mandados em três estados contra servidores suspeitos de vazar sigilo fiscal de sua esposa e de familiares de ministros do STF

    Buscas e medidas cautelares, incluindo tornozeleira eletrônica, marcam investigação sigilosa que apura acessos irregulares na Receita Federal e possível motivação financeira ou política por trás dos vazamentos

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    Os ministros
    Os ministros do STF André Mendonça (à esq.), Alexandre de Moraes (centro) e Dias Toffoli (à dir.) | Foto: Sergio Lima/Poder360
    RESUMO
    URBS MAGNA - Progressistas por um BRASIL SOBERANO


    Brasília (DF) · 17 de fevereiro de 2026

    A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (17/fev), operação com quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia para investigar suposto acesso e divulgação ilegal de informações fiscais protegidas por sigilo.

    Os alvos são quatro servidores públicos — três da Receita Federal e um do Serpro cedido à Receita —, suspeitos de violar dados de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus familiares, incluindo a esposa do ministro Alexandre de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, e filhos de outros magistrados da Corte.

    A ação foi autorizada pelo próprio Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

    Além das buscas, foram impostas medidas cautelares: afastamento imediato das funções públicas, cancelamento de passaportes, proibição de deixar o país e monitoramento por tornozeleira eletrônica. Não há, até o momento, mandados de prisão preventiva.

    O inquérito tramita em sigilo absoluto. Conforme o g1, a investigação busca esclarecer se os servidores quebraram ilegalmente o sigilo fiscal sem autorização judicial, possivelmente repassando dados a terceiros.

    O ministro Alexandre de Moraes determinou ainda a quebra de sigilo bancário e telemático dos investigados para verificar eventual recebimento de valores em troca das informações — ponto central para apurar motivações financeiras ou conexões políticas.

    O caso ganhou contornos mais graves após auditoria interna da Receita Federal, solicitada pelo STF em 12 de janeiro.

    O órgão rastreou acessos a dados de cerca de 100 pessoas — incluindo os 11 ministros da Corte, pais, filhos, irmãos e cônjuges.

    Desvios já foram identificados e comunicados ao relator, conforme nota oficial da Receita citada pela Folha de S.Paulo.

    A Receita Federal do Brasil não tolera desvios, especialmente relacionados ao sigilo fiscal, pilar básico do sistema tributário”, destacou o órgão, lembrando que sistemas são “totalmente rastreáveis” e que, desde 2023, sete processos disciplinares resultaram em três demissões.

    Um dos acessos irregulares envolveu a declaração de imposto de renda de Viviane Barci de Moraes, por um funcionário do Serpro lotado no Rio de Janeiro, reveloou O Globo. A coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles, confirmou que o filho de outro ministro também teve o sigilo fiscal violado sem aval judicial.

    O inquérito remonta a janeiro, quando Alexandre de Moraes abriu procedimento de ofício para apurar possíveis vazamentos pela Receita e pelo Coaf, conforme reportado pela Veja.

    A apuração ocorre no âmbito do inquérito das fake news, do qual o ministro é relator.

    Até o fechamento desta matéria, a PF não divulgou novas prisões ou identificações públicas dos investigados.

    O caso segue sob sigilo, e detalhes adicionais sobre eventuais conexões políticas ou financeiras devem ser esclarecidos nos próximos dias.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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