Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

Moraes dá 24 horas à Polícia Penal do Paraná para explicar transferência irregular de Filipe Martins

    Decisão do ministro do STF expõe falha de comunicação entre autoridades e reacende debate sobre protocolos na execução de penas em casos de alta visibilidade política

    Clickable caption
    Filipe Martins
    Filipe Martins – ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro – e Alexandre de Moraes – ministro do STF e relator da ação penal que apura a tentativa de golpe de Estado no Brasil / Imagens reprodução
    RESUMO
    URBS MAGNA - Progressistas por um BRASIL SOBERANO


    Brasília (DF) · 27 de fevereiro de 2026

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (27/fev) que a Polícia Penal do Paraná apresente, em até 24 horas, explicações detalhadas sobre a transferência do condenado Filipe Martins da Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa, para o Complexo Médico-Penal, em Curitiba, sem qualquer comunicação ou autorização prévia da Corte.

    Filipe Martins, ex-assessor especial para assuntos internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi sentenciado a 21 anos de reclusão pela Primeira Turma do STF em 16 de dezembro de 2025, sob acusação de participação em tentativa de golpe de Estado.

    Após período em prisão domiciliar, a medida foi revogada em 2 de janeiro de 2026 por descumprimento de cautelares — entre elas o acesso a perfis de terceiros por meio da rede LinkedIn, conforme relatório da própria Polícia Penal.

    A prisão preventiva foi mantida por Moraes em decisão de 26 de janeiro.

    A remoção para outra unidade prisional ocorreu por decisão administrativa da Polícia Penal do Paraná, que justificou a mudança alegando que Martins apresenta “perfil diferenciado de risco” em razão de sua anterior posição na estrutura do governo federal, o que exigiria condições especiais de segurança e isolamento.

    No entanto, o relator do processo questionou veementemente a ausência de consulta prévia ao STF. A informação é da CNN Brasil.

    No despacho, Moraes registrou: “A remoção do condenado para outra unidade prisional deve ser precedida de autorização expressa deste relator”.

    A defesa de Filipe Martins não foi comunicada previamente sobre a transferência, o que intensifica as críticas à condução do procedimento.

    O episódio se soma a episódios anteriores de atrito: em julho de 2025, após denúncia do próprio condenado sobre condições de detenção no Paraná, Moraes já havia cobrado esclarecimentos da Justiça estadual.

    Juristas ouvidos reservadamente apontam que a medida pode ter sido motivada por preocupação com a segurança do preso em unidade de menor porte, mas a falta de observância do devido processo legal levanta questionamentos sobre o equilíbrio entre autonomia administrativa e controle judicial na execução penal.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



    SIGA NAS REDES SOCIAIS




    Compartilhe via botões abaixo:

    Comente com moderação

    🗣️💬

    Discover more from

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading