Ministro vê indícios de que aliados do ex-presidente tentam “inflar” gravidade dos ferimentos do condenado para construir argumento humanitário de soltura
O ministro Alexandre de Moraes determinou que o Hospital DF Star envie todos os exames e laudos médicos de Jair Bolsonaro ao STF em 24 horas, visando centralizar e controlar as informações sobre a saúde do ex-presidente após sua queda na cela, evitando que dados parciais ou inflados sejam usados para pressionar por sua soltura ou transferência, e anulou uma sindicância do Conselho Federal de Medicina por considerá-la uma ingerência política, reforçando assim a autoridade do Judiciário e da Polícia Federal sobre o caso.
Brasília (DF) · 08 de janeiro de 2026
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, determinou que o Hospital DF Star, em Brasília, envie à Suprema Corte todos os exames e laudos médicos de Jair Bolsonaro no prazo máximo de 24 horas.
A medida ocorre após o ex-presidente sofrer uma queda em sua cela na sede da Polícia Federal.
A decisão de Moraes não foi apenas administrativa, mas um movimento estratégico para conter o que ele interpreta como uma tentativa de uso político do incidente.
Ao exigir os documentos originais, o ministro busca evitar que informações parciais ou “infladas” sobre a gravidade do estado de Bolsonaro sejam utilizadas para pressionar por uma soltura ou transferência para prisão domiciliar.
Além da exigência ao hospital, Moraes anulou sumariamente uma sindicância aberta pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). O conselho pretendia investigar se a Polícia Federal estaria sendo omissa no atendimento ao ex-presidente.
Para o ministro, houve desvio de finalidade. Moraes acredita que o CFM agiu por motivação política e não técnica, tentando interferir em uma custódia que é responsabilidade do Judiciário e da PF.
O magistrado também observou a competência do CFM como inexistente e reforçou que o conselho não tem autoridade legal para fiscalizar as carceragens da Polícia Federal.
Demonstrando desconfiança sobre a veracidade do tom alarmista adotado pelo órgão de classe, Moraes ordenou que a PF tome o depoimento do presidente do CFM, José Hiran Gallo.
O objetivo é apurar se a nota oficial do conselho — que falava em extrema preocupação — teve o intuito de disseminar desinformação ou desestabilizar o processo judicial.
Veja a íntegra da nota e leia mais a seguir:
(Toque na imagem)
Na prática, Moraes está sinalizando que não aceitará laudos médicos que não passem pelo crivo oficial do STF.
Ao trazer para si a exclusividade das informações do Hospital DF Star, ele anula a influência de médicos particulares ou entidades aliadas na definição do futuro da prisão de Bolsonaro.
Para o ministro, a equipe médica da Polícia Federal é plenamente capaz, e qualquer tentativa externa de contestar isso será tratada como obstrução ou irregularidade administrativa.Análise:
A Estratégia por Trás da Decisão
A principal desconfiança do ministro não é sobre a existência da queda em si — que é um fato comprovado —, mas sobre a interpretação dada a ela.
Moraes detectou indícios de que aliados do ex-presidente poderiam estar tentando “inflar” a gravidade dos ferimentos para construir um argumento humanitário de soltura.
Ao exigir os laudos em 24 horas, ele impede que o hospital ou médicos particulares divulguem boletins parciais que alimentem essa narrativa antes de uma perícia oficial.
O ministro vê com extrema cautela o envolvimento de instituições de classe no processo judicial.
Ao classificar a nota do CFM (que mencionava extrema preocupação) como um ato político, Moraes envia um recado claro: o destino de Jair Bolsonaro é uma questão de Estado e Justiça, não de pressão corporativista.
Para ele, a tentativa de fiscalização externa da cela da PF foi uma afronta à autonomia policial e à autoridade do STF.
Ao centralizar a documentação no STF, Moraes retira o poder de “vazamentos seletivos”.
No passado, informações médicas foram usadas para pautar a opinião pública e as redes sociais. Agora, o ministro garante que qualquer decisão sobre a saúde de Bolsonaro — seja para mantê-lo na cela ou para autorizar novos tratamentos — será baseada em dados que ele possui com exclusividade, protegendo o processo de pressões externas.

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Vá em frente, ministro, sua isenção garante credibilidade às decisões tomadas.
Ta certíssimo ministro.Nao permita que terceiro bagunce a justiça do Pais.Pq so Bolsonaro teria privilégios de ser solto pq ta doente? N era ele q dizia ,se morreu ,morreu.! Agora quer clemência?Ele ta cumprindo pena nao estar a passeio.