Matéria sobre favoritismo do estadista em O Globo detona Bolsonaro e, consequentemente, seu filho escolhido para tentar salvá-lo da cadeia; Ex-presidente foi ruim até nos “parâmetros liberais“, afirma a jornalista
Brasília (DF) · 17 de fevereiro de 2026
Em sua coluna em O Globo, a jornalista Miriam Leitão afirma que o ambiente econômico de 2026 favorece o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, consolidando-o como favorito na corrida presidencial.
A análise, veiculada no, contrasta o atual quadro de inflação sob controle, juros em queda, dólar fraco, crescimento superior ao do mandato anterior e melhoria na renda com o desempenho do governo Jair Bolsonaro, marcado por expansão de gastos no ano eleitoral, calote em precatórios e quatro intervenções na Petrobras.
Miriam Leitão sublinha que os dois nomes com maior intenção de voto — Lula e Jair Bolsonaro — compartilham alta rejeição, mas o recall do petista é superior.
“O recall de um ‘Bolsonaro’ é contaminado pelas lembranças da pandemia, quando o então presidente ofereceu ao país uma sucessão de frases ofensivas e impiedosas”, escreve a colunista, citando frases como “chega de mimimi” e “vai ficar chorando ou quando?” como marcas negativas que persistem.
Do lado da direita, Flávio Bolsonaro surge como o principal nome a tentar herdar o espólio bolsonarista, mas Miriam Leitão avalia que o senador carece de capacidade de mobilização e de apelo junto ao eleitorado moderado.
A colunista recorda que a única privatização significativa do período — a da Eletrobras — ocorreu porque o ativo já estava preparado desde o governo Michel Temer, e não por iniciativa original do ex-presidente.
A análise reforça ainda que o bolsonarismo não cumpriu promessas centrais da primeira vez no poder, enquanto Lula, como incumbente, beneficia-se de números concretos na economia e de uma narrativa de estabilidade que o direito ainda não conseguiu contrapor com proposta viável.
Economistas de mercado financeiro, segundo a colunista, reconhecem que o candidato da direita teria dificuldade para reduzir o déficit público sem medidas impopulares, o que enfraquece ainda mais o campo oposicionista.
Com dados da última rodada da Genial/Quaest mencionados indiretamente no texto, o artigo de Miriam Leitão — uma das vozes mais respeitadas da economia brasileira — reforça o diagnóstico de que Lula chega à campanha de 2026 com vantagem estrutural difícil de ser revertida no curto prazo.

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