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É Lula 2026, diz Míriam Leitão em ‘propaganda antecipada

    Matéria sobre favoritismo do estadista em O Globo detona Bolsonaro e, consequentemente, seu filho escolhido para tentar salvá-lo da cadeia; Ex-presidente foi ruim até nos “parâmetros liberais“, afirma a jornalista

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    Presidente Lula
    Presidente Lula na Avenida Marquês de Sapucaí, no Sambódromo do Rio de Janeiro, na primeira noite dos desfiles do grupo especial, para onde desceu do camarote e cumprimentou integrantes das quatro agremiações carnavalescas / Foto: EFE/Antonio Lacerda | A jornalista e colunista de O Globo, Míriam Leitão, em imagem de sua página no jornal / Reprodução/O Globo
    RESUMO
    URBS MAGNA - Progressistas por um BRASIL SOBERANO


    Brasília (DF) · 17 de fevereiro de 2026

    Em sua coluna em O Globo, a jornalista Miriam Leitão afirma que o ambiente econômico de 2026 favorece o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, consolidando-o como favorito na corrida presidencial.

    A análise, veiculada no, contrasta o atual quadro de inflação sob controle, juros em queda, dólar fraco, crescimento superior ao do mandato anterior e melhoria na renda com o desempenho do governo Jair Bolsonaro, marcado por expansão de gastos no ano eleitoral, calote em precatórios e quatro intervenções na Petrobras.

    Miriam Leitão sublinha que os dois nomes com maior intenção de voto — Lula e Jair Bolsonaro — compartilham alta rejeição, mas o recall do petista é superior.

    O recall de um ‘Bolsonaro’ é contaminado pelas lembranças da pandemia, quando o então presidente ofereceu ao país uma sucessão de frases ofensivas e impiedosas”, escreve a colunista, citando frases como “chega de mimimi” e “vai ficar chorando ou quando?” como marcas negativas que persistem.

    Do lado da direita, Flávio Bolsonaro surge como o principal nome a tentar herdar o espólio bolsonarista, mas Miriam Leitão avalia que o senador carece de capacidade de mobilização e de apelo junto ao eleitorado moderado.

    A colunista recorda que a única privatização significativa do período — a da Eletrobras — ocorreu porque o ativo já estava preparado desde o governo Michel Temer, e não por iniciativa original do ex-presidente.

    A análise reforça ainda que o bolsonarismo não cumpriu promessas centrais da primeira vez no poder, enquanto Lula, como incumbente, beneficia-se de números concretos na economia e de uma narrativa de estabilidade que o direito ainda não conseguiu contrapor com proposta viável.

    Economistas de mercado financeiro, segundo a colunista, reconhecem que o candidato da direita teria dificuldade para reduzir o déficit público sem medidas impopulares, o que enfraquece ainda mais o campo oposicionista.

    Com dados da última rodada da Genial/Quaest mencionados indiretamente no texto, o artigo de Miriam Leitão — uma das vozes mais respeitadas da economia brasileira — reforça o diagnóstico de que Lula chega à campanha de 2026 com vantagem estrutural difícil de ser revertida no curto prazo.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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