Portal publicou que o local recebeu verba do Perse e dizia que era um programa de Lula, mas ele foi criado no governo Bolsonaro; citação na manchete foi alterada para “governo federal”, mostra a jornalista Cynara Menezes ; perfis complementam com detalhes corretos omitidos pela mídia
Brasília (DF) · 12 de fevereiro de 2026
A jornalista Cynara Menezes, do blog Socialista Morena, chamou a atenção para uma matéria do Metrópoles em que o jornalista Igor Gadelha tentou atribuir ao Presidente Lula o programa Perse, criado no governo de Jair Bolsonaro, que transferiu R$ 680 mil para o resort do ministro do STF, Dias Toffoli.
A imagem compartilhada pela jornalista mostra a URL (endereço eletrônico na barra de pesquisa) com a manchete original citando Lula e atribuindo ao estadista o desenvolvimento do programa Perse.
“O perse foi um programa criado no governo BOLSONARO na pandemia“, explica Cynara Menezes.
Ela acrescenta que o portal de notícias de Brasília “queria enfiar o governo lula nessa história, mas deu ruim e mudaram o título, mas deixou o rastro no URL (o endereço do link)“.
Veja abaixo e as reações de seguidores da jornalista, que explicaram fatos que poderiam ter sido acrescentados na matéria do jornalista do Metrópoles.
A matéria de Igor Gadelha diz que o resort Tayayá, que até 2025 pertencia a uma empresa relacionada ao ministro do STF Dias Toffoli, foi um dos beneficiados pelo Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), recebendo uma renúncia fiscal de pelo menos R$ 680,5 mil, incluindo R$ 213.571,03 no PIS/Pasep e R$ 466.971,95 na Cofins.
Em 2021, a Maridt Participações S.A., uma empresa familiar de Toffoli, começou a vender sua participação no resort, concluindo a venda em fevereiro de 2025 para a PHB Holding.
O Perse foi criado em 2021 e encerrado em abril de 2025, com um teto de R$ 15 bilhões em renúncias fiscais.

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