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Mendonça desobriga Campos Neto de depor na CPI do Crime Organizado: “Em nome de Jesus”, diz perfil

    Ex-presidente do BC está livre do depoimento obrigatório: decisão altera rumos da investigação parlamentar sobre falhas no sistema bancário e suscita debates sobre limites da fiscalização institucional

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    Ministro do STF André Mendonça faz discurso na Marcha para Jesus em 2023 / Imagem reprodução YouTube via O Globo | O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, durante uma sessão no Senado Federal / Foto: Edmilson Rodrigues/Agência Senado / Foto
    RESUMO
    URBS MAGNA - Progressistas por um BRASIL SOBERANO


    Brasília (DF) · 02 de março de 2026

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça concedeu, nesta segunda-feira (2/mar), liminar que desobriga o ex-presidente do Banco Central (BC) Roberto Campos Neto de comparecer obrigatoriamente à CPI do Crime Organizado no Senado Federal.

    A medida transforma a convocação aprovada pela comissão em mero convite, facultando ao economista a decisão de participar ou não da oitiva agendada para terça-feira (3/mar), às 9h.

    A CPI, instalada para escrutinar fraudes no Banco Master e potenciais omissões na supervisão bancária, havia aprovado a convocação de Campos Neto na semana anterior, visando elucidar eventuais lacunas regulatórias durante sua gestão, que se estendeu de 2019 a 2024.

    Diante da manchete incomum, da notícia veiculada pela Folha de S. Paulo, e por se tratar de ministro indicado à Corte máxima de Justiça do Brasil pelo ex-presidente Jair Bolsonaro devido ao seu perfil “terrivelmente evangélico“, um perfil na rede social X afirmou que a decisão de Mendonça foi “em nome de Jesus“:

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    Ao analisar o habeas corpus impetrado pela defesa, Mendonça argumentou que não se demonstrou nexo direto entre o ex-dirigente e os ilícitos apurados.

    Caso opte por comparecer, Campos Neto terá resguardados direitos constitucionais, incluindo o silêncio perante questões que possam implicar autoincriminação e a assistência de advogado durante toda a sessão.

    Essa garantia foi explicitada na decisão, ecoando princípios de ampla defesa.

    A resolução surge em contexto de escrutínio intensificado sobre instituições financeiras, com a CPI já tendo colhido depoimentos de executivos do Banco Master e reguladores.

    A comissão busca desvelar falhas sistêmicas, mas a dispensa de Campos Neto pode obstruir avanços, gerando críticas de parlamentares oposicionistas.

    Um senador da base governista asseverou, ao Brasil247, que a “decisão pode blindar figuras centrais, comprometendo a transparência“, enquanto analistas jurídicos veiculados citados pelo InfoMoney vislumbram na atitude de Mendonça um equilíbrio entre poderes, evitando abusos investigativos sem elementos probatórios robustos.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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