História de luta ambiental da Ministra do Meio Ambiente inspirou gerações e moldou uma líder brasileira incomparável e reconhecida internacionalmente
Brasília (DF) · 08 de fevereiro de 2026
No dia em que o Brasil celebra mais um ciclo de vida de uma de suas figuras mais emblemáticas, o perfil no X de @brunoguzzo resgatou uma memória tocante, associando o aniversário da Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, a uma homenagem musical de Gilberto Gil.
Essa lembrança não é mero capricho; ela evoca um momento simbólico de apoio cultural à causa ambiental, reforçando o legado de Silva como ponte entre arte, política e sustentabilidade.
A homenagem em questão remete a 17 de setembro de 2014, quando Gil, ex-ministro da Cultura, compôs e apresentou a canção “Marinar vou eu” – uma adaptação poética que exalta a resiliência e a visão de Marina – durante um encontro com artistas e intelectuais no Rio de Janeiro.
O evento, organizado pela campanha presidencial de Marina Silva pelo PSB, visava mobilizar o setor cultural contra o desmatamento e pela democracia ambiental.
Gil declarou que Marina era “a que mais se parece comigo“, destacando afinidades ideológicas. No contexto eleitoral, a música serviu como jingle para inspirar eleitores, mesclando axé e otimismo com versos como “Marinar vou eu, sonhar que a menina vai chegar“.
Assista e leia mais a seguir:
Dia de celebrar Marina Silva. Uma vida de coragem e compromisso com o Brasil. pic.twitter.com/BHwOYZaXvp
— Bruno Guzzo® (@brunoguzzo) February 8, 2026
Essa evocação ganha relevância especial hoje, domingo (08/fev), data do 68º aniversário de Marina Silva, nascida em 8 de fevereiro de 1958, no remoto seringal Bagaço, em Rio Branco, Acre.
Filha de seringueiros pobres, Maria Osmarina da Silva Vaz de Lima – seu nome completo – cresceu em meio à dura realidade amazônica, colhendo látex, caçando e pescando para sustentar a família de 11 irmãos.
Órfã de mãe aos 15 anos, contraiu hepatite e contaminação por metais pesados, experiências que forjaram sua tenacidade.
Somente aos 16 anos, alfabetizada em um convento de Rio Branco, ela iniciou estudos formais, graduando-se em História pela Universidade Federal do Acre e especializando-se em psicopedagogia.
Sua entrada na militância veio na década de 1980, ao lado do icônico sindicalista Chico Mendes, na luta pelos “empates” – manifestações pacíficas contra o desmatamento.
Como fundadora da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Acre, Silva integrou o Partido Revolucionário Comunista e, em 1985, filiou-se ao PT.
Sua ascensão política foi meteórica: em 1988, elegeu-se vereadora em Rio Branco, a mais votada; em 1990, deputada estadual; e em 1994, aos 36 anos, tornou-se a senadora mais jovem da história da República, reeleita em 2002 com votação triplicada.
Segundo o site oficial Marina Silva, essa fase marcou sua defesa pela criação de reservas extrativistas, como a Reserva Extrativista Chico Mendes, que protege 970 mil hectares.
Em 2003, convidada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assumiu o Ministério do Meio Ambiente, cargo que ocupou até 2008.
Nesse período, implementou o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAm), reduzindo o desflorestamento em 80% até 2012.
Enfrentou resistências internas, como conflitos com o agronegócio, levando à demissão em 2008, citando “dificuldades crescentes” no avanço da agenda sustentável.
Ganhou o prêmio Goldman Environmental Prize em 1996, por sua contribuição para a reserva de 2 milhões de hectares gerida por comunidades tradicionais.
Após deixar o PT em 2009, fundou a Rede Sustentabilidade em 2015, após tentativas frustradas. Candidatou-se à Presidência em 2010 (terceiro lugar, 19 milhões de votos), 2014 (terceiro, 22 milhões) e 2018 (oitavo, 1 milhão).
Eleita deputada federal por São Paulo em 2022, retornou ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima em 1º de janeiro de 2023, no terceiro mandato de Lula.
Sob sua gestão atual, o desmatamento caiu 50% em 2023, conforme dados do MMA, e liderou negociações na COP28, promovendo a transição energética.
Reconhecida globalmente, Silva recebeu prêmios como o Goldman (1996), Champions of the Earth da ONU (2007) e, recentemente, em 23 de setembro de 2025, o Prêmio Internacional de Conservação em Nova York, tornando-se a primeira brasileira agraciada.
Sua filosofia, inspirada em sustentabilidade e equidade, ecoa em frases como “A floresta é o útero da vida”, extraída de entrevistas.

SIGA NAS REDES SOCIAIS

![]()
Compartilhe via botões abaixo:

