Senador SWAT teve contas bloqueadas por determinação de Moraes e cumpre medidas cautelares do STF após desafiar a Corte
Brasília, 04 de agosto de 2025
Na manhã desta segunda-feira (4/jul), o senador Marcos do Val (Podemos-ES) desembarcou no Aeroporto Internacional de Brasília e foi recebido por agentes da Polícia Federal (PF), que cumpriram um mandado de busca e apreensão determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A ordem judicial incluiu a instalação de uma tornozeleira eletrônica no senador, medida aplicada após ele viajar aos Estados Unidos sem autorização judicial, violando restrições impostas desde agosto de 2024.
Marcos do Val, que passou cerca de dez dias em Orlando, usou um passaporte diplomático, apesar de uma decisão anterior do STF exigir a entrega de todos os seus passaportes.
A viagem, realizada durante o recesso parlamentar, foi justificada pelo senador como férias com sua filha, mas gerou consequências severas por desrespeitar ordens judiciais.
Além da tornozeleira, Alexandre de Moraes determinou outras punições a Marcos do Val: recolhimento domiciliar noturno, das 19h às 6h, em dias úteis, e integral nos fins de semana, exceto em sessões do Senado Federal que justifiquem ultrapassar o horário.
O senador também teve seu passaporte diplomático apreendido, está proibido de usar redes sociais e enfrenta o bloqueio total de suas contas bancárias, cartões de crédito, chaves Pix e verbas de gabinete.
Essas medidas foram justificadas pelo ministro, que acusou o parlamentar de demonstrar “completo desprezo” pelas decisões do STF, especialmente por usar o passaporte diplomático, válido até 2027, para viajar sem permissão.
A Polícia Federal realizou a operação no Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (Cime), da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal, onde a tornozeleira foi instalada.
Marcos do Val é investigado em dois inquéritos no STF: um por suposta tentativa de golpe de Estado em 2022 e outro por ataques nas redes sociais contra agentes da Polícia Federal que investigam aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
As medidas cautelares, incluindo o bloqueio de R$ 50 milhões de suas contas em 2024, foram impostas devido a esses casos.
A defesa do senador, liderada pelos advogados Iggor Dantas e Fernando Storto, classificou as restrições como “desproporcionais e desumanas”, alegando que prejudicam o mandato do parlamentar e o tratamento oncológico de sua mãe.
Eles argumentam que Marcos do Val informou o STF, o Senado e o Ministério das Relações Exteriores sobre a viagem com antecedência, mas a autorização foi negada após seu embarque.
A defesa planeja recorrer, pedindo a revogação das medidas e a proteção das prerrogativas parlamentares.
Os advogados do senador apelam ao Senado Federal, presidido por Davi Alcolumbre, para garantir o exercício de seu mandato, enquanto críticos apontam a gravidade do descumprimento de ordens do STF.
O caso, que ganhou destaque após um vídeo do senador em um parque temático em Orlando, também levanta questões sobre o uso de passaportes diplomáticos e a fiscalização de medidas cautelares.
Com o retorno do Senado às atividades em 4 de agosto, o desfecho das ações judiciais contra Marcos do Val será acompanhado de perto, podendo influenciar a dinâmica política e as investigações em curso.









Dá vergonha saber que temos senadores dessa estirpe no congresso brasileiro, se cobrir vira circo, se cercar vira hospício…
DEVERIA IR direto pra prisão, mais um lambe botas .
Os comentários estão fechados.