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Pablo Marçal é condenado a pagar R$ 100 mil a Boulos por mentira da cocaína na campanha municipal de São Paulo

    O réu ultrapassou, e muito, as raias do debate político civilizado e da crítica administrativa”, disse o juiz Danilo Fadel de Castro, da 10ª Vara Cível de São Paulo, afirmando que Marçal agiu de forma reiterada, inclusive com gestos insinuantes em debates, referindo-se a Boulos como “cheirador” e “aspirador de pó”.

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    Guilherme Boulos
    Guilherme Boulos e Pablo Marçal discutem durante debate em 2024 / Foto: Edson Lopes Jr./Terra
    RESUMO


    Brasília (DF) · 02 de fevereiro de 2026

    A de Justiça de São Paulo condenou o influenciador e ex-candidato Pablo Marçal (PRTB) a indenizar o ministro Guilherme Boulos (PSOL) em R$ 100 mil por danos morais, decorrentes de uma campanha difamatória orquestrada durante as eleições municipais de 2024 na capital paulista.

    A sentença, proferida nesta segunda-feira (02/fev), destaca o uso premeditado de desinformação para macular reputações, abrindo precedente contra abusos no debate democrático.

    O epicentro da controvérsia remonta a 4 de outubro de 2024, antevéspera do primeiro turno, quando Marçal divulgou em suas plataformas digitais um laudo médico falsificado, alegando que Boulos sofrera um “episódio de surto psicótico grave, delírio, ideias homicidas, período de confusão mental e episódios de agitação decorrentes ao uso de substâncias ilegais como cocaína”.

    O documento, conforme perícias da Polícia Federal e da Polícia Civil, continha assinatura forjada de um médico já falecido, configurando fraude dolosa para ludibriar eleitores e destruir a imagem do adversário.

    O réu ultrapassou, e muito, as raias do debate político civilizado e da crítica administrativa”, disse o juiz Danilo Fadel de Castro, da 10ª Vara Cível de São Paulo, afirmando que Marçal agiu de forma reiterada, inclusive com gestos insinuantes em debates, referindo-se a Boulos como “cheirador” e “aspirador de pó”.

    O magistrado enfatizou o “dolo intenso” do réu, que anunciara uma “bomba” dias antes, demonstrando planejamento meticuloso e má-fé ao alegar desconhecimento da falsidade, atribuindo a culpa à sua equipe.

    A repercussão imediata da publicação forçou a Justiça Eleitoral a ordenar a remoção do conteúdo horas após sua veiculação, suspendendo temporariamente o perfil de Marçal no Instagram por indícios de falsidade.

    Boulos, por sua vez, contrapôs as acusações com exame toxicológico negativo, comprovando a ausência de entorpecentes, enquanto Marçal minimizava o episódio em lives posteriores, argumentando que tais entreveros integram a dinâmica eleitoral.

    Além da esfera cível, Marçal enfrenta ações criminais na Justiça Eleitoral, potencializando desdobramentos que podem influenciar normativas sobre conduta digital em campanhas.

    A decisão ainda é passível de recurso no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), mas já sinaliza um rigor crescente contra a proliferação de narrativas fabricadas, especialmente em contextos de alta visibilidade como as eleições para a Prefeitura de São Paulo, onde Marçal terminou em terceiro lugar e Boulos avançou ao segundo turno contra Ricardo Nunes.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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