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Maior contribuição de Bolsonaro foi tirar o ‘estrovenga’ Moro de Curitiba e devolvê-lo ao nada, diz Gilmar

    Segundo o ministro, o ex-presidente lhe disse que “se já tivesse passado um ano” ele jamais “teria trazido” o ex-juiz “para o governo”, então Gilmar respondeu a Bolsonaro: “Não! Talvez tenha sido uma das suas grandes obras tê-lo trazido e depois tê-lo devolvido para o nada

    O ministro decano do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, afirmou que disse ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que sua “maior contribuição” como chefe do Executivo foi tirar o ex-juiz da Lava Jato de Curitiba, o hoje senador Sergio Moro (União Brasil-PR), levá-lo para seu governo como ministro da Justiça e Segurança Pública e, na sequência, devolvê-lo “ao nada”.

    As afirmações foram registradas em uma entrevista do magistrado à revista Veja. Gilmar relembrava um diálogo que teve com o então ministro da EconomiaPaulo Guedes, que se vangloriava da escolha do perseguidor de Lula para o comando da pasta, quando o ministro do STF o interrompeu:

    Pare. Deixa eu lhe falar. Muita gente, amiga minha, no Congresso, diz que o senhor, os senhores, o governo têm problemas hoje. Ninguém sabe se os senhores vão sobreviver ou não, se o governo dos senhores vai avante ou não. Coloque isso na sua biografia. Ter tirado Moro de Curitiba talvez tenha sido sua maior contribuição para o Brasil”, disse Gilmar.

    Posteriormente, um dia escutei do próprio Bolsonaro: ‘Ministro, a gente demorou muito para aprender a governar, etc. Por exemplo, se já tivesse passado um ano, eu não teria trazido Sergio Moro para o governo”, contou o ministro do STF.

    Gilmar respondeu: “Não! Foi uma boa contribuição do governo, talvez uma das suas grandes obras tê-lo trazido para o governo e depois tê-lo devolvido para o nada. A mim, me parece que ele é um sujeito inadequado, já como juiz

    Segundo o texto da matéria sobre a entrevista, para Gilmar Mendes o ex-juiz produziu “filhotes” como Deltan Dallagnol, Marcello MillerMarcelo Bretas e Selma Arruda, que são “apenas alguns exemplos de que é preciso rever o modelo de seleção e de supervisão desses profissionais“.

    É necessária uma discussão aprofundada sobre quarentena e inelegibilidade desses quadros, por exemplo. Estamos produzindo umas estrovengas, algumas coisas muito esquisitas“, disse Gilmar Mendes sobre Moro.

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