Bolsonarista foi impedido pela PMDF, pois não tinha aval judicial; caso foi relatado imediatamente a Alexandre de Moraes
Em 22/jan, senador Magno Malta tentou acessar cela de Bolsonaro na Papudinha sem autorização do STF, sendo barrado pela PMDF, que comunicou o fato a Alexandre de Moraes. Parlamentar questionou sobre oração no local. Pedido anterior de vistoria humanitária em 12/jan visava fiscalizar condições. Episódio destaca tensões judiciário-legislativo em custódia de ex-presidente condenado por atos golpistas.
Brasília (DF) · 23 de janeiro de 2026
O senador Magno Malta (PL-ES), aliado próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi impedido de acessar a cela onde o ex-mandatário cumpre pena na chamada Papudinha, a sala de Estado Maior na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
O incidente ocorreu na quinta-feira (22/jan), quando Malta tentou ingressar no local sem a devida autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) barrou o parlamentar, que, segundo relatos, indagou se poderia realizar uma oração no ambiente.
Sem permissão judicial, o acesso foi negado, e o episódio foi imediatamente comunicado ao ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos envolvendo Bolsonaro no STF.
O contexto remonta a um pedido anterior de Malta, protocolado em 12/jan junto à Superintendência da PF no DF, solicitando uma vistoria institucional para avaliar as condições humanitárias de Bolsonaro.
No ofício, dirigido ao delegado Alfredo Junqueira, o senador invocou prerrogativas parlamentares e o dever de fiscalização estatal, enfatizando o cumprimento da Lei de Execução Penal.
“Não se trata de interferência administrativa ou processual. É uma obrigação do parlamentar fiscalizar e zelar para que a lei seja cumprida e para que os direitos humanos sejam respeitados, independentemente de quem esteja sob custódia do Estado”, declarou Malta.
Essa iniciativa se soma a esforços coletivos de senadores bolsonaristas, como o pedido de prisão domiciliar humanitária apresentado em 07/jan por um grupo incluindo Malta, Tereza Cristina (PP-MS) e Wilder Morais (PL-GO), citando o quadro clínico grave de Bolsonaro após uma queda na cela.
A detenção na Papudinha já alterou rotinas locais, com remanejamentos de presos e escalonamento de horários para banho de sol, garantindo isolamento total de Bolsonaro de outros detentos, incluindo ex-aliados como Anderson Torres e Silvinei Vasques.
A tentativa de acesso sem aval judicial levanta questionamentos sobre possíveis violações protocolares e o equilíbrio entre fiscalização parlamentar e segurança judicial.
Especialistas em direito penal observam que tais ações podem ser interpretadas como tentativas de pressão política, especialmente em um cenário de polarização.
Até o momento, o STF mantém restrições rigorosas, priorizando a integridade do processo.

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