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Revista VEJA mostra Lula como vencedor político em 2025

O estadista inicia 2026 em posição privilegiada, demandando uma recalibração urgente da oposição; jornalista destaca como economia e diplomacia constroem uma fortaleza eleitoral inabalável

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O presidente
O presidente Lula durante entrevista coletiva |18.12.2025| Foto: Sergio Lima/AFP | Prints da manchete da Veja

Brasília, 20 de dezembro 2025

No fechamento de 2025, o cenário político brasileiro revela um protagonista dominante: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Como destacado na análise de Murillo de Aragão na revista Veja, “o ano político se encerra com um vencedor claro no tabuleiro brasileiro: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva”.

Essa ascendência não surge de um único evento, mas de uma trama multifacetada que consolida sua resiliência eleitoral rumo a 2026.

As pesquisas de opinião emergem como o pilar inicial dessa força. Levantamentos consistentes posicionam Lula à frente em todos os cenários simulados, independentemente do adversário.

Por exemplo, a pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada na quinta (18/dez) mostra que Lula pode ser reeleito no primeiro turno e também em todos os cenários do segundo turno, mesmo com a inclusão de Flávio Bolsonaro no páreo.

Essa tendência é corroborada pela Ipsos, que aponta Lula com até 45% das preferências contra 17% a 23% para candidatos alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Aragão resume essa consistência: “Lula lidera em todos os cenários testados, contra qualquer adversário. Não se trata apenas de uma fotografia momentânea, mas de uma consistência que atravessa diferentes levantamentos e institutos”.

A desorganização na oposição amplifica essa vantagem. O anúncio da candidatura de Flávio Bolsonaro pelo bolsonarismo gerou mais controvérsia do que unidade.

Aragão observa: “O lançamento do senador Flávio Bolsonaro como candidato do bolsonarismo — ainda que não totalmente inesperado — produziu mais ruído do que coesão na direita”.

Dentro do campo conservador, há preferência por Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, visto como mais competitivo.

Uma pesquisa da Real Time Big Data reforça isso, mostrando Tarcísio com vantagem acima da margem de erro sobre Flávio em disputas contra Lula.

Flávio confirmou sua pré-candidatura como “irreversível”, após endosso de seu pai, mas analistas notam que isso fragmenta a direita, com governadores e parlamentares hesitantes em alinhar-se a um nome que não unifica.

Essa divisão estratégica enfraquece o bloco opositor antes mesmo da largada oficial.

Um elemento intrigante é a imunidade de Lula a escândalos recentes. Apesar de investigações em curso, como o caso de fraudes no INSS — que a direita insiste em destacar quanto ao envolvimento de repasses a uma empresária amiga de seu filho, Fábio Luís Lula da Silva — e o episódio do Banco Master, sua aprovação permanece estável em torno de 50%.

Aragão enfatiza: “Apesar de um ambiente polarizado, com taxas de aprovação e desaprovação relativamente equilibradas, o presidente não sofreu danos relevantes em função de dois grandes escândalos em curso — o caso do INSS, que tangencia inclusive sua família, e o episódio envolvendo o Banco Master”.

No front do INSS, a Polícia Federal identificou transferências de R$ 1,5 milhão de um empresário investigado para Roberta Luchsinger, herdeira suíça ligada a Lulinha, em uma operação que desvendou fraudes bilionárias.

Lula respondeu publicamente: “Se tiver filho meu nisso, será investigado”, defendendo apurações imparciais, conforme mostrou a Agência Brasil.

Já o Banco Master revela falhas no setor financeiro, com suspeitas de gestão fraudulenta e operações suspeitas que envolveram o Banco Central e o TCU, incluindo acordos para evitar processos criminais contra ex-donos.

Essas controvérsias, no entanto, não abalaram os índices de popularidade, que mostram tendência de alta desde o início do ano.

No âmbito internacional, a diplomacia de Lula com os Estados Unidos sob Donald Trump marca uma virada. O restabelecimento de canais de diálogo resultou na redução parcial de tarifas sobre exportações brasileiras e no recuo da aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Aragão classifica isso como “uma vitória diplomática relevante”, revertendo um cenário hostil influenciado por pressões bolsonaristas no exterior.

Negociações diretas levaram Trump a anunciar cortes em tarifas de 40% para certos produtos, com Lula enfatizando a paciência como ferramenta chave, como mostrou outra publicação da Agência Brasil, no fim de novembro.

Democratas americanos inclusive pressionaram por mais alívios tarifários, destacando o impacto em 22% das exportações brasileiras, segundo o g1.

Por fim, o desempenho econômico sustenta esse quadro positivo. O PIB registra crescimento consistente, com 0,1% no terceiro trimestre de 2025, atingindo patamares recordes, e projeções do Ipea para 2,3% no ano, de acordo com o portal InvestSP.

A inflação segue em trajetória descendente, com o IPCA estimado em 4,4% para 2025 pelo Focus, enquanto o desemprego permanece baixo, fomentando uma percepção de estabilidade social, expõe a Fundação Perseu Abramo.

Na Veja, Aragão pontua: “O crescimento do PIB, embora longe de ser exuberante, é consistente. A inflação está em trajetória de queda e, apesar dos efeitos contracionistas da taxa de juros, isso não comprometeu o desempenho agregado da economia”.

Diante dessa convergência, Lula inicia 2026 em posição privilegiada, demandando uma recalibração urgente da oposição.

Como conclui Aragão, “Não será uma eleição simples — e ignorar essa realidade tende apenas a aprofundar os erros de diagnóstico”.

O tabuleiro está montado, e o equilíbrio entre resiliência interna e manobras externas pode definir o rumo do Brasil.

Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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1 comentário em “Revista VEJA mostra Lula como vencedor político em 2025”

  1. De fato, não será uma eleição tranquila. Prova disso vão aí #LULATETRAPRESIDENTE2026
    Como será difícil…. só que não!!!!

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