Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

Lula une forças com líderes de países frente a ameaças de Trump na América Latina

    Presidente realizou contatos nesta quinta (8), buscando respostas e ações a posturas agressivas de Washington, o que tem gerado temores de instabilidade continental

    Clickable caption
    O Presidente
    O Presidente Lula (Foto: Ricardo Stuckert) e os líderes do México, Canadá e Colômbia, Claudia Sheinbaum, Mark Carney e Gustavo Petro (imagens reprodução/redes sociais)
    Resumo Interativo
    RESUMO

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva liderou uma ofensiva diplomática nesta quinta-feira (08/jan) para conter a influência de Donald Trump na América Latina. Após a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela e o sequestro de Nicolás Maduro, Lula conversou com Gustavo Petro (Colômbia), Claudia Sheinbaum (México) e Mark Carney (Canadá). O grupo rejeita o uso da força unilateral e defende a soberania regional contra o que classificam como um “viés imperialista”.


    Brasília (DF) · 09 de janeiro de 2026

    O Presidente da República Federativa do Brasil, Excelentíssimo Senhor Luiz Inácio Lula da Silva (PT), intensificou diálogos estratégicos com líderes de nações vizinhas, buscando coordenar respostas conjuntas às posturas cada vez mais assertivas do governo de Donald Trump, em meio a uma escalada de tensões geopolíticas desencadeada pela intervenção dos Estados Unidos na Venezuela.

    Essa movimentação diplomática, ocorrida nesta quinta-feira (08/jan), reflete preocupações crescentes com o que analistas descrevem como um viés imperialista na política externa norte-americana, especialmente após a captura de Nicolás Maduro e ameaças subsequentes a países como Colômbia e México.

    A conversa inicial de Lula com o presidente colombiano Gustavo Petro destacou uma rejeição unânime ao emprego de força unilateral pelos EUA. Ambos os líderes expressaram “forte apreensão com o uso da força contra um país soberano”, conforme nota oficial divulgada pelo Palácio do Planalto, e reafirmaram o compromisso com soluções pacíficas para a crise venezuelana.

    Os mandatários concordaram em seguir cooperando em prol da paz e da estabilidade na Venezuela, enfatizando a necessidade de mecanismos multilaterais para evitar precedentes perigosos na região.

    Twitter Embed Customizado


    Em sequência, o diálogo com a presidente mexicana Claudia Sheinbaum ampliou o escopo para questões bilaterais e regionais, incluindo políticas sociais e inovação. Ambos repudiaram abertamente a intervenção armada, com Lula publicando em suas redes sociais seu posicionamento contra “qualquer visão que possa implicar na divisão ultrapassada do mundo em zonas de influência”.

    Twitter Embed Customizado


    A ligação com o líder canadense Mark Carney ocorreu em meio a confirmações de uma visita ao Brasil em abril e abordou instrumentos de coordenação internacional, compondo um bloco de nações preocupadas com a estabilidade continental.

    Lula afirmou nas redes sociais que ambos condenam “o uso da força sem amparo na Carta das Nações Unidas e no direito internacional” e também concordaram “sobre a necessidade de reforma das instituições de governança global“.

    As discussões distribuíram temas como “políticas sociais e inovação”, além de reiterar a intenção de bloquear escaladas.

    Twitter Embed Customizado


    Essas interações surgem no contexto de ameaças explícitas de Trump, que, após a operação na Venezuela, endureceu o tom contra opositores regionais. O presidente norte-americano apontou para intervenções semelhantes em Cuba, Colômbia e México se não houver cooperação em temas como narcotráfico e migração.

    À Fox News, na noite de quinta-feira (8/jan), Trump afirmou claramente que pretende realizar uma incursão por terra contra o país governado por Claudia Sheinbaum:

    Brasil e Colômbia reafirmaram sua intenção de seguir cooperando especificamente contra tais posturas, em que ao menos cinco nações estão sob mira de Washington, incluindo o Irã, em um padrão de retórica belicosa.

    A postura de Trump não é isolada: uma conversa telefônica entre ele e Petro marcou um primeiro contato em meio a tensões, com o colombiano explicando posições sobre drogas e outros temas, resultando em um acordo para encontro na Casa Branca.

    No entanto, o governo colombiano respondeu com firmeza às ameaças, desafiando abertamente a narrativa imperialista, o que pode sinalizar uma reconfiguração de alianças na América Latina.

    Aqui no Brasil, a ofensiva diplomática de Lula demonstra uma estratégia proativa para mitigar riscos de instabilidade, ancorada em princípios de soberania e multilateralismo, em um momento em que a região enfrenta pressões externas sem precedentes.

    Analistas observam que tais ações podem fortalecer blocos como o Mercosul e a Celac, contrapondo-se a visões colonialistas que ameaçam a autonomia continental.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



    SIGA NAS REDES SOCIAIS




    Compartilhe via botões abaixo:

    Comente com moderação

    🗣️💬

    Discover more from

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading