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“Brasil terá menor inflação quadrienal de todos os tempos”: Lula e ministros expõem recordes da Economia desde a reconstrução iniciada em 2023

• Presidente herdou “uma conta a pagar de mais de R$ 200 bilhões de reais negativa” por ano, diz Haddad
• Balanço detalhado da gestão federal mostra que o País cresceu acima da média, com investimento público maciço e redução drástica da pobreza, superando projeções pessimistas
• Resumo completo da Reunião Ministerial da manhã desta quarta-feira (17/dez)

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O Presidente
O Presidente Lula durante reunião ministerial |17.12.2025| Imagem reprodução CanalGov

Brasília, 17 de dezembro 2025

A última Reunião Ministerial do ano de 2025, do governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada na Granja do Torto em Brasília, na manhã desta quarta-feira (17/dez), marcou a conclusão de “2 anos 11 meses e 15 dias de governo” e serviu como um balanço exaustivo dos resultados alcançados.

O encontro delineou a estratégia política e de comunicação para 2026, que o presidente classificou como “o ano da verdade”.

Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.

A reunião enfatizou a reconstrução das políticas públicas e a superação de um cenário econômico e fiscal desafiador, com a apresentação detalhada de resultados pelos ministros Geraldo Alckmin, Rui Costa e Fernando Haddad.

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I.
O Discurso do Presidente Lula:
Dinheiro no Povo e Fim da Invisibilidade

O Presidente Lula abriu a reunião destacando que o país vive um momento “quase que ímpar na história desse país” do ponto de vista econômico, financeiro e do crescimento da indústria e agricultura.

Ele atribuiu a aprovação de pautas complexas, como a reforma tributária e a questão do Imposto de Renda, à “persistência de cada um de vocês” e à capacidade de argumentação, defendendo que “fica mais barato conversar e menos sofrível conversar do que guerra”.

O presidente estabeleceu que 2026 será o momento crucial para o governo demonstrar as transformações, pois “as pessoas terão a oportunidade de escolherem que tipo de país eles vão querer”.

Lula lamentou que a população ainda não tenha a percepção total dos feitos do governo, dizendo: “eu tenho a impressão que o povo ainda não sabe”.

A teoria central do governo, segundo Lula, é que, ao colocar dinheiro na mão do povo, resolve-se o problema macroeconômico, da industrialização, do consumo e da inflação.

Ele celebrou o impacto social:

“A verdade nua e crua é que nós acabamos com a invisibilidade do povo pobre desse país”.

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LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA (Presidente do Brasil)

Mencionou ainda que as pessoas estão voltando a ter “o direito de comer três vezes ao dia” e “o direito de ir a um cinema”, o que está associado ao investimento recorde em cultura.

Lula destacou a grandiosidade da Transposição do Rio São Francisco como uma obra hídrica que está resolvendo o problema histórico de seca no Nordeste, que fez milhões de brasileiros “padecer de nascer pobre morrer pobre e muitas vezes morrer de fome”.

Ao tratar das eleições, ele reconheceu que ministros terão que se afastar para a disputa eleitoral e pediu que “por favor, ganhe o cargo que vão disputar, não percam”.

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II.
O Balanço de Geraldo Alckmin:
Inovação e Exportações

O Vice-Presidente e Ministro Geraldo Alckmin detalhou os resultados de sua pasta, focando na Nova Indústria Brasil (NIB), estruturada em quatro eixos.

Inovação e Simplificação

A NIB prevê R$ 108 bilhões para inovação.

Alckmin celebrou a redução da burocracia, como a diminuição do tempo de registro de patentes no INPI (de quase 7 anos para 3 anos e 9 meses) e a simplificação de taxas e prazos para taxímetros e tacógrafos de caminhões.

Indústria Verde e Sustentável

O programa Mover destina R$ 3,8 bilhões para eficiência energética e inovação.

Ele destacou que três fábricas fechadas (Mercedes-Benz em São Paulo, Ford na Bahia e Troller no Ceará) foram substituídas por novos investimentos privados (R$ 140 bilhões), citando a GWM Great Wall Motors e a BYD.

Em apoio ao carro sustentável (flex fabricado no Brasil com baixa emissão de CO2), o governo zerou o IPI (era 7, agora zero).

Para a indústria de veículos pesados, Lula assinou uma Medida Provisória (MP) que deve retomar o financiamento e reduzir os juros do FINAME, que estavam em 22%.

Houve ainda o retorno da indústria de biocombustíveis, com o teor de biodiesel no diesel subindo de B10 para B15, e o etanol de 27% para 30%.

Competitividade e Exportação

Alckmin citou a depreciação acelerada (de 15 anos para 2 anos) para renovar o parque fabril.

Na área eletroeletrônica, o Brasil é o quinto maior produtor mundial, e a ação do Ministro Jorge Messias contra plataformas que vendiam contrabando foi crucial para o setor.

Na exportação, houve o fortalecimento do comércio exterior com novos créditos e a abertura de novos mercados.

Acordos como Mercosul-Singapura e Mercosul-EFTA já foram concluídos, e há expectativa sobre o Mercosul-União Europeia.

Com esses acordos, a exportação amparada por preferência saltaria de 12% para 30,8%.

O vice-presidente também citou o Portal Único e o desembaraço “sobre as águas” para reduzir o Custo Brasil em R$ 40 bilhões.

Para micro e pequenas empresas, o programa Acredita Exportação concede 3% de crédito tributário para estimular o comércio exterior.

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III.
Rui Costa:
União, Reconstrução e a Força dos Gráficos

O Ministro da Casa Civil, Rui Costa, apresentou um extenso balanço, afirmando que os números são comparáveis apenas aos do segundo mandato de Lula (2007-2010), provando que o governo está “do lado do povo brasileiro promovendo inclusão”.

Cuidado com as Pessoas (Social e Saúde)

Rui Costa destacou a forte redução da pobreza e da extrema pobreza:

“Quase 9 milhões de brasileiros saíram da pobreza, mas 3 milhões da extrema pobreza entre 22 e 24”.

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RUI COSTA (Ministro da Casa Civil)

A renda per capita dos mais pobres cresceu 13,2%.

Em Saúde, o programa Agora Tem Especialista contribuiu para 14 milhões de procedimentos realizados em 2025, um aumento de 37% em relação a 2022, e um recorde de cirurgias eletivas.

O Farmácia Popular foi ampliada, atendendo 30% mais pessoas, com desembolso de R$ 12,6 bilhões entre 2023 e 2025, contra R$ 7,5 bilhões no período anterior.

Inclusão Financeira e Justiça Fiscal

O governo implantou a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R5.000 e para quem ganha até R7.350.

O programa Luz do Povo isenta 60 milhões de famílias da conta de luz e será expandido em janeiro para alcançar mais 18 milhões de brasileiros.

O Gás do Povo, iniciado em novembro, já alcançou 248 mil famílias em 10 capitais, com meta de atender 15 milhões de famílias até março.

O Crédito do Trabalhador totaliza R$ 93 bilhões em carteira, beneficiando 8 milhões de trabalhadores, sendo mais da metade com renda de até quatro salários mínimos.

O programa CNH do Brasil foi um sucesso de alcance popular, facilitando a legalização para mais de 20 milhões de brasileiros.

Educação e Emprego

O programa Pé de Meia, conduzido pelo Ministro Camilo Santana, beneficia quase 6 milhões de jovens com R$ 200 mensais mais R$ 1.000 anuais por conclusão.

Foram criadas a Universidade Federal do Esporte em Brasília e a Universidade Federal Indígena.

O incentivo à Escola de Tempo Integral resultou em 12 milhões de novas matrículas, um crescimento de 30% em relação a 2022.

A taxa de desemprego atingiu a mínima histórica de 5,4%, com o número de pessoas ocupadas chegando a quase 103 milhões.

O salário real cresceu quase 8%, com a maior média salarial da história do país.

Agricultura e Meio Ambiente

O governo abriu 500 novos mercados para produtos agropecuários (mais que o dobro dos 239 abertos no período anterior), adicionando R$ 3,4 bilhões às exportações.

Foram assentadas 196 mil famílias (contra praticamente nenhum processo em andamento no período anterior). O Plano Safra teve um crescimento de 127% no financiamento ao agronegócio.

Rui Costa também detalhou a resposta à tragédia no Rio Grande do Sul, com R$ 109 bilhões investidos, levando o estado a crescer acima da média nacional (4,9).

Ele mencionou o histórico acordo para o Rio Doce, coordenado pelo Ministério da Advocacia Geral da União (AGU), Jorge Messias, que somou R$ 170 bilhões para atender a população de Espírito Santo e Minas Gerais.

Proteção Social e Soberania

Em Terras Indígenas, houve a demarcação e reconhecimento de 51 áreas (21 com portaria, 20 homologadas, 10 reservas) contra nenhuma no governo anterior, um placar de “51 a 0”.

Nas comunidades quilombolas, foram 60 decretos de desapropriação para reconhecimento, contra apenas um no período anterior, marcando “60 a 1”.

Houve uma redução de 50% no desmatamento na Amazônia e 32% no Cerrado.

O número de vagas de concurso público chegou a 22 mil (contra 6 mil no período anterior).

A emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) atingiu 40 milhões, sendo um passo importante para a segurança pública.

Infraestrutura e Investimentos

O Novo PAC tem um investimento total de R$ 1,7 trilhão, com R$ 944 bilhões executados até agosto, o que representa 71% de execução do valor previsto para 2026 (R$ 1,3 trilhão).

O programa beneficia 99% dos municípios brasileiros.

O Minha Casa Minha Vida (MCMV) alcançou a marca de maior aprovação popular (98%).

A meta de 2 milhões de casas contratadas foi alcançada, e 1,67 milhão de chaves já foram entregues.

Para a faixa de baixa renda (isenta de pagamento), o governo contratou 269.880 unidades, em contraste com apenas 1.500 unidades contratadas pelo governo anterior, sendo estas últimas “amparadas por uma decisão judicial”.

Os empréstimos dos bancos federais (Caixa, BB, BNDES, BNB, Basa e FINEP) cresceram 46%, totalizando R$ 4,1 trilhões em desembolsos (contra R$ 2,8 trilhões no período anterior).

O investimento direto estrangeiro cresceu 37%.

Transporte e Energia: O investimento público em transporte cresceu 67%, e o privado, 110% em rodovias.

Em ferrovias, o crescimento foi de 151% no investimento público.

Nos portos, o investimento privado cresceu 973%, sinalizando a confiança dos empresários na economia. A obra do Túnel Santos-Guarujá foi destacada como uma “revolução” logística, realizada em parceria com o Estado de São Paulo, em um exemplo de respeito ao pacto federativo.

Houve o crescimento de 310% no investimento em linhas de transmissão, o que integra a energia eólica e solar do Nordeste com o centro de consumo do Sudeste.

A indústria naval foi retomada, com o emprego saltando de 15 mil para 50 mil.

Saúde e Educação no PAC:

Em Saúde, foram 3.201 obras contratadas (contra 219 no período anterior), sendo 14 vezes mais. Isto inclui 33 CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) contra 7, 101 Policlínicas contra 0, e 347 Unidades Básicas de Saúde (UBS) contra 185.

Na Educação, o investimento federal dobrou.

Mais de 5 mil obras paralisadas (creches, escolas, quadras) foram retomadas.

O investimento no ensino superior cresceu 116%, e na educação profissional, 243%.

Houve ainda o início do primeiro Campus Fluvial do Instituto Federal de Educação na Amazônia e no Amapá.

Segurança Pública:

Rui Costa celebrou o aumento do combate ao crime organizado, com R$ 9,6 bilhões apreendidos (contra R$ 3,8 bilhões em 2022). O número de operações federais dobrou em 2025, atingindo 3.738 operações.

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IV.
Fernando Haddad:
O Milagre Fiscal e a Herança do Déficit

O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, focou em explicar o “milagre” econômico: como o governo conseguiu “ampliar todos os programas sociais, todos os programas de investimento melhorando as contas públicas simultaneamente”.

Indicadores Econômicos e Sociais

Haddad confirmou o crescimento médio do PIB acima de 3% nos últimos três anos, o maior desde os governos Lula 1 e Lula 2.

O país está com a menor taxa de desemprego histórica, o melhor salário real médio (R$ 3.575) e o menor Índice de Gini (0.506), atestando a melhor distribuição de renda da história recente.

O ministro ressaltou que, somando a projeção de inflação para os quatro anos, algo inádito está para se confirmar:

“O Brasil terá a menor inflação quadrienal da história do Brasil de todos os tempos”.

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FERNANDO HADDAD (Ministro da Fazenda)

O “Inferno” Fiscal Herdado

Haddad fez uma crítica contundente à herança fiscal, descrevendo que o orçamento de 2023 deixado pelo governo anterior era um “inferno no campo fiscal”. Ele detalhou o déficit oculto e explícito:

1. Déficit explícito: Mais de R$ 60 bilhões.
2. Falta de previsão para o Bolsa Família (R$ 600): Faltavam mais de R$ 50 bilhões.
3. Precatórios omitidos: Mais de R$ 40 bilhões em pagamentos devidos não foram incluídos.
4. Despesas sem fonte de financiamento: Mais de R$ 50 bilhões referentes ao FUNDEB e critérios do BPC.

Somando esses valores, o presidente Lula herdou “uma conta a pagar de mais de R$ 200 bilhões de reais negativa” por ano.

A Estratégia de Justiça Tributária

A solução para reverter esse quadro sem penalizar os mais pobres foi cumprir a promessa de campanha:

“Nós temos que colocar o pobre no orçamento e o rico no imposto de renda”.

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FERNANDO HADDAD (Ministro da Fazenda)

Haddad explicou que o crescimento econômico, impulsionado pelo consumo e investimento público (citando a força do BNDES que havia sido “semidestruído”), corrobora o esforço fiscal, gerando mais receita para o governo.

Ele enfatizou que “sem crescimento não há como resolver os problemas do Brasil”.

O ministro concluiu valorizando a atuação do Legislativo, citando os líderes Randolfe Rodrigues, Jaques Wagner e José Guimarães, sem os quais os projetos cruciais não teriam sido pautados e aprovados.

Ele finalizou reafirmando o desafio de comunicação e a importância do slogan para 2026: “O ano que vem é o ano da verdade, acho que nada pode expressar mais o nosso desafio do que esse slogan”.

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A reunião ministerial, com sua profusão de dados e gráficos, atuou como um raio-X completo do país, mostrando que o governo, ao invés de apenas tratar os sintomas econômicos (como reduzir despesas), optou por reformar a fundação da casa (justiça fiscal e inclusão social) para garantir que o crescimento (o telhado) fosse sustentável e beneficiasse a todos, enquanto simultaneamente cobria os buracos financeiros deixados pela administração anterior.

Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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