Encontro com líderes conservadores e acordos estratégicos marcam agenda inicial de 2026, com expectativas sobre integração econômica e diálogo político
Lula embarcou nesta terça-feira (27/jan) para o Panamá, participando do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe como convidado de honra. Discursa na abertura de quarta-feira (28/jan) após Mulino, com líderes como Noboa, Kast, Mottley e Holness. Agenda inclui reunião bilateral, visita ao Canal e acordo de investimentos. Fontes panamenhas destacam diálogos sobre Venezuela e possível encontro com Kast, visando integração regional e estabilidade.
Cidade do Panamá (PA) · 27 de janeiro de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou sua primeira incursão internacional de 2026 ao embarcar para o Panamá nesta terça-feira (27/jan), com agenda concentrada no Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe.
Organizado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF) em parceria com o governo panamenho, o evento, apelidado de “Davos latino-americano“, congrega chefes de Estado e magnatas empresariais para deliberar sobre imperativos como macroeconomia, influxos de capitais e transição energética, visando impulsionar a coesão e a competitividade regional.
O movimento sinaliza a retomada de uma diplomacia ativa no cenário hemisférico.
O Brasil, designado como nação homenageada, posiciona Lula como orador proeminente na sessão inaugural de quarta-feira (28/jan), imediatamente após o anfitrião, o presidente panamenho José Raúl Mulino.
Entre os dignitários confirmados destacam-se o equatoriano Daniel Noboa, o chileno eleito José Antonio Kast, a barbadiana Mia Mottley, o jamaicano Andrew Holness, o guatemalteco Bernardo Arévalo e o boliviano Rodrigo Paz, configurando um mosaico ideológico diversificado que abrange espectros progressistas e conservadores.
Essa confluência pode fomentar pontes inesperadas em meio a polarizações globais, especialmente com a ascensão de lideranças alinhadas aos Estados Unidos sob Donald Trump.
Além do fórum sediado no Panama Convention Center, a programação de Lula abarca uma audiência bilateral com Mulino, onde se antecipa a chancela de um pacto de facilitação de investimentos bilaterais, conforme revelado exclusivamente pela Dia a Día, publicação panamenha que enfatiza o potencial para intensificar fluxos comerciais e logísticos.
Outra vertente estratégica envolve a visita ao Canal do Panamá, ícone de conectividade global, e discussões sobre a adesão brasileira ao Tratado de Neutralidade do Canal, tema abordado em diálogo prévio entre os mandatários em dezembro de 2025, segundo o portal oficial da Presidência do Panamá.
Nesse encontro telefônico, Lula expressou “entusiasmo por regressar em breve ao Panamá e visitar a seção ampliada do Canal”.
Fontes panamenhas, como a Destino Panamá, destacam ainda uma possível cúpula paralela entre Lula e Kast, avaliada como oportunidade para mitigar tensões ideológicas e promover estabilidade na Venezuela, tema recorrente nas trocas entre os líderes.
Em conversa recente, datada de 15 de janeiro, Lula e Mulino concordaram que “a preservação da paz e da estabilidade na América Latina e no Caribe é primordial”, reforçando o papel das Nações Unidas e do direito internacional como baluartes contra instabilidades regionais.
Essa empreitada, reportada pela CNN Brasil e corroborada pelo g1, alinha-se à estratégia brasileira de expandir mercados e consolidar influência no bloco latino-caribenho, especialmente em um ano marcado por eleições municipais no Brasil.
Analistas ponderam que tal engajamento pode catalisar reformas multilaterais, equilibrando dinâmicas econômicas em face de pressões externas.

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