O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro do STF, Alexandre de Moraes / Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília (DF) · 08 de abril de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva relatou nesta quarta-feira (8/abr) ter aconselhado o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a declarar impedimento em eventuais julgamentos relacionados ao caso Master, do banqueiro Daniel Vorcaro.
A declaração ocorreu durante entrevista ao portal ICL Notícias e reforça a importância da transparência nas instituições para preservar a integridade do Judiciário.
“Eu disse para o companheiro Alexandre de Moraes, eu vou dizer para vocês exatamente o que eu disse para ele: Você construiu uma biografia histórica nesse país com o julgamento do 8 de Janeiro. Não permita que esse caso do ‘Vorcaro’ jogue fora a tua biografia”, afirmou Lula.
O presidente lembrou o histórico profissional de Moraes — que atuou como secretário de Justiça e ministro no governo Michel Temer — e destacou que o magistrado não advogava diretamente há quase 15 anos.
Segundo o Presidente do Brasil, a extrema direita está “carimbando” Moraes por conta de sua atuação “digna” no julgamento do 8 de Janeiro, no qual foram responsabilizadas criminalmente, além do ex-presidente Jair Bolsonaro, 1.398 pessoas.
O comentário surge em meio a questionamentos sobre o contrato firmado pelo escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, com o Banco Master.
O escritório esclareceu, em nota divulgada em março, que “nunca conduziu nenhuma causa para o Banco Master no âmbito do STF”.
Lula enfatizou que a postura de impedimento ajudaria a transmitir “firmeza” à sociedade e protegeria a trajetória de Moraes, especialmente após o papel central do ministro no julgamento dos atos de 8 de janeiro de 2023, que consolidou sua imagem na defesa das instituições democráticas.
A fala ocorre enquanto avançam tratativas de possível delação de Daniel Vorcaro e discussões sobre limites ao uso de colaborações premiadas no STF.
O ministro e a Primeira Turma do Supremo condenou o núcleo político mais próximo ao ex-presidente teve, um total de 28 ex-integrantes do governo, todos condenados por participação direta na trama golpista.
O STF impôs punições conforme a gravidade das ações: 419 réus foram condenados a prisão e multas por crimes graves, enquanto 415 réus receberam penas convertidas em serviços comunitários e multas.
Além disso, 564 pessoas que cometeram crimes menores firmaram Acordos de Não Persecução Penal.
Atualmente, 179 pessoas estão detidas devido aos eventos de 8 de janeiro, com 114 cumprindo pena em regime fechado.

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