Presidente une forças com ministros influentes para desafiar hegemonia conservadora no estado paulista, apostando em coalizão ampla para reconquistar eleitorado chave nas urnas de 2026 – saiba detalhes
Brasília (DF) · 03 de março de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva orquestra uma articulação estratégica para fortalecer o campo progressista em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país.
Com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) despontando como favorito à reeleição, Lula mobiliza aliados de peso, incluindo os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Geraldo Alckmin (vice-presidente e Desenvolvimento) e Simone Tebet (Planejamento), visando uma chapa robusta capaz de inverter o jogo nas eleições de 2026.
A movimentação ganhou contornos concretos em jantar recente entre Lula e Haddad, na quinta-feira (26/fev), no Palácio da Alvorada.
Ali, o presidente convenceu o titular da Fazenda a encabeçar a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, conforme apurou R7. Haddad, que resistia devido ao horizonte desafiador, aceitou o desafio, ecoando a estratégia de Lula para consolidar um palanque lulista no estado.
“O presidente sinalizou que Haddad é o nome principal para comandar a estratégia em São Paulo”, relatou fonte próxima ao governo.
Simone Tebet surge como opção versátil: cotada tanto para o governo quanto para o Senado, conforme cenário avaliado por Lula e revelado pelo g1.
A ministra, que planeja deixar o cargo em março, pode compor com Haddad ou disputar vaga no Legislativo federal, ampliando o apelo centrista da coalizão.
Já Geraldo Alckmin, mantido como vice na chapa presidencial, é escalado para fiador da campanha no interior paulista, onde o eleitorado conservador representa entrave histórico ao PT.
“Alckmin tem papel a cumprir em São Paulo, ajudando a virar o jogo no interior”, afirmou Lula em declaração registrada pelo InfoMoney.
Outros nomes enriquecem o mosaico: a ministra Marina Silva (Meio Ambiente) é disputada para o Senado, possivelmente migrando da Rede para o PT, como destacado pela Folha de S.Paulo.
O ministro Márcio França (Empreendedorismo, PSB) reafirma pré-candidatura ao governo, mas pode integrar a aliança, evitando fragmentação.
Lula e Haddad avançam na inclusão de um empresário como vice, com Paulo Skaf emergindo como opção para atrair setores produtivos e quebrar a hegemonia da centro-direita, repetindo tática vitoriosa de 2002, destaca o Jota.
Essa frente ampla reflete o compromisso do governo Lula com a unidade progressista, priorizando diálogo entre espectros ideológicos para combater o conservadorismo encarnado por Tarcísio.
Pesquisas internas do PT-SP, lideradas por Kiko Celeguim, indicam que tal união poderia desbancar o atual governador, fortalecendo não só o estado, mas a reeleição presidencial.
“Temos condições de ganhar em SP com Haddad, Alckmin ou Tebet“, declarou Lula em 5 de fevereiro, conforme a CNN Brasil.
O palanque lulista em São Paulo segue em negociação fina.
A esquerda, unida sob essa liderança, posiciona-se para um embate que pode redefinir o equilíbrio político no Sudeste brasileiro.

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