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Lula alerta para ressurgimento do extremismo no Dia do Holocausto: mensagem completa e contexto das tensões com Israel

    Presidente recorda iniciativa à ONU de 2004 em meio a críticas internacionais persistentes, instigando reflexão sobre autoritarismo e preconceito no mundo contemporâneo

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    Luiz Inácio
    Luiz Inácio Lula da Silva em discurso durante evento em defesa da democracia e dos direitos sociais / Foto: Ricardo Stuckert
    RESUMO

    Em mensagem nesta terça-feira (27/jan), Lula recorda horrores do Holocausto, autoritarismo e preconceito, citando petição à ONU de 2004 com Israel Singer. Fontes como Haaretz confirmam assinatura contra antissemitismo. Liberação de Auschwitz em 27 de janeiro de 1945 pelo Exército Vermelho expôs extermínio de milhões, per The National WWII Museum. Contexto inclui tensões com Israel, que declarou Lula persona non grata em 2024, per The Times of Israel, e saída da IHRA em 2025. Líderes globais, como ONU, reforçam defesa de direitos humanos.


    Brasília (DF) · 27 de janeiro de 2026

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou uma declaração nesta terça-feira (27/jan) destacando a importância do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, alertando para os perigos que o autoritarismo, os discursos de ódio e o preconceito étnico e religioso representam para a humanidade.

    “Hoje – Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto – é preciso recordar os horrores que a humanidade é capaz de cometer contra o próprio ser humano. E lembrar que o autoritarismo, os discursos de ódio e o preconceito étnico e religioso foram as peças com as quais essa grande tragédia do século XX foi construída”, afirmou Lula em sua postagem na plataforma X (antigo Twitter).

    Essa mensagem ressoa com profundidade histórica, ancorada na liberação do campo de concentração de Auschwitz, revelada ao mundo em 27 de janeiro de 1945, quando soldados do Exército Vermelho soviético abriram os portões do complexo nazista em território ocupado na Polônia.

    De acordo com relatos detalhados do The National WWII Museum, o campo de Auschwitz-Birkenau foi o epicentro de um extermínio sistemático, onde mais de um milhão de pessoas, majoritariamente judeus, foram assassinadas em câmaras de gás e crematórios operando em capacidade máxima durante o verão de 1944.

    A liberação expôs pilhas de corpos, sobreviventes em estado de inanição e evidências irrefutáveis de atrocidades, como descrito em arquivos do Memorial e Museu Auschwitz-Birkenau, que estima que seis milhões de judeus foram exterminados nos campos de morte nazistas ao longo da Segunda Guerra Mundial.

    Lula enfatiza sua participação pessoal nessa memória coletiva, mencionando a assinatura de uma petição à ONU em 2004, durante encontro com Israel Singer, então representante do Congresso Judaico Mundial.

    Fontes internacionais corroboram essa iniciativa: o jornal israelense Haaretz reportou que, em 21 de agosto de 2004, Lula endossou um documento condenando o ressurgimento do antissemitismo e apelando para que a Assembleia Geral da ONU adotasse uma resolução contra tal preconceito.

    Essa ação pavimentou o caminho para a resolução da ONU de 1º de novembro de 2005, que instituiu formalmente o 27 de janeiro como data oficial de lembrança, conforme detalhado em documentos doSecretário-Geral da ONU.

    Em 2007, complementando essa postura, Lula declarou em evento com líderes judaicos que “não podemos aceitar a negação do Shoah”, conforme registrado pelo World Jewish Congress, sublinhando a necessidade de prevenir recorrências de tal barbárie.

    Contudo, a mensagem de Lula emerge em um contexto de fricções diplomáticas. Relatos do The Times of Israel indicam que, em 19 de fevereiro de 2024, Israel declarou Lula persona non grata após comparações entre operações em Gaza e o Holocausto, uma decisão que ecoa até hoje.

    Exclusivamente, o Combat Antisemitism Movement reportou em 25 de julho de 2025 que o governo brasileiro retirou-se da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), uma medida criticada por vir logo após apoio à África do Sul em ações contra Israel no Tribunal Internacional de Justiça.

    Essa retirada, segundo o Facebook de Hillel Neuer (exclusivo dessa plataforma), reforça percepções de virada nas relações bilaterais.

    Líderes globais ecoaram temas semelhantes nesta data. ACasa Branca renovou o compromisso contra o mal e a tirania, enquanto o Alto Comissário da ONU para Direitos Humanos, Volker Türk, exortou a defender a humanidade compartilhada diariamente, alertando para distorções persistentes da história do Holocausto que alimentam desinformação.

    Esses pronunciamentos, alinhados à visão de Lula, sublinham a defesa dos direitos humanos, da convivência pacífica e das instituições democráticas como pilares para um mundo mais equânime.

    Leia a postagem de Lula na íntegra:

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    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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