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Pá de cal nas pautas bolsonaristas, “manifestações mostram que o povo não quer impunidade nem anistia”, diz Lula

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    Presidente Luiz
    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto após ser empossado como novo presidente do Brasil |1.1.2023| Eraldo Peres/AP | Reprodução das manifestações do dia 21 de setembro em todas as capitais do Brasil / Imagens repdodução X/@LulaOficial/X | Sobreposição de imagens


    Milhares de brasileiros ocuparam capitais em protestos contra projetos polêmicos no Congresso, com artistas e ministros celebrando o vigor da democracia em atos que superaram expectativas e assustaram bolsonaristas – SAIBA MAIS



    Brasília, 22 de setembro de 2025

    O Presidente da República Federativa do Brasil, o Excelentíssimo Senhor Luiz Inácio Lula da Silva (PT), utilizou suas redes sociais no final da noite de domingo (21/set) para manifestar total alinhamento com as ruas do Brasil.

    Enquanto o país ainda ecoava os gritos de protesto, Lula postou: “Estou do lado do povo brasileiro. As manifestações de hoje demonstram que a população não quer a impunidade, nem a anistia. O Congresso Nacional deve se concentrar em medidas que tragam benefícios para o povo brasileiro.”

    A declaração reforça o posicionamento do governo federal contra propostas controversas aprovadas na Câmara dos Deputados, como a PEC da Blindagem – apelidada de “PEC da Bandidagem” por críticos – e o projeto de lei que visa anistiar condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

    O post do estadista incluiu imagens impactantes de quatro capitais onde os atos superaram todas as expectativas: Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Salvador. Em Copacabana, no Rio de Janeiro, cerca de 41,8 mil pessoas se reuniram na praia, com presenças ilustres como os cantores Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil, que subiram ao palco para entoar hinos pela democracia.

    Os manifestantes erguiam cartazes com frases como “Sem anistia para golpistas” e “Congresso, vergonha nacional!”, em um ato organizado pela Frente Povo Sem Medo e Frente Brasil Popular.

    A concentração, que começou às 14h no Posto 5, transformou a orla em um mar de bandeiras brasileiras, contrapondo-se aos símbolos estrangeiros vistos em eventos bolsonaristas recentes.

    Já na Avenida Paulista, em São Paulo, mais de 42,4 mil participantes lotaram o local em frente ao MASP, exibindo um bandeirão gigante do Brasil como símbolo de soberania.

    O protesto, convocado por centrais sindicais e movimentos como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), criticou duramente o ex-presidente Jair Bolsonaro – condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos de prisão por liderar a trama golpista – e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

    Organizadores relataram que o público dobrou as estimativas iniciais, assustando até apoiadores do bolsonarismo, que esperavam atos menores da esquerda.

    Em Brasília, milhares marcharam da Praça Raul Soares até a Esplanada dos Ministérios, parando em frente ao Museu Nacional da República e ao Congresso Nacional.

    Faixas como “Não à PEC da Bandidagem” e “Fascismo nunca mais” dominaram o cenário, com discursos de parlamentares petistas alertando para o risco de retrocesso democrático.

    A mobilização, que reuniu integrantes da base do governo Lula, foi vista como uma “virada” contra a impunidade, conforme nota do presidente nacional do PT, Edinho Silva.

    No Cristo da Barra, em Salvador, a Bahia deu um show de engajamento com cerca de 10 mil presentes, impulsionados pela cantora Daniela Mercury e o ator Wagner Moura.

    O trio elétrico puxou o coro “Fora PEC da impunidade!”, enquanto artistas locais reforçavam a mensagem de que o Legislativo deve priorizar saúde, educação e emprego, em vez de blindar corruptos.

    Esses atos, que se espalharam por ao menos 23 capitais e cidades no exterior, foram convocados às pressas após a aprovação da urgência do PL da Anistia na Câmara, na quarta-feira (17/set).

    A PEC da Blindagem, votada na terça (16/set), dificulta investigações criminais contra parlamentares no STF, gerando constrangimento até na base aliada do governo.

    Ministros de Lula, como Alexandre Padilha (Saúde), Anielle Franco (Igualdade Racial) e Margareth Menezes (Cultura), celebraram as ruas nas redes: “A democracia brasileira está viva e ativa”, escreveu Franco, compartilhando fotos de Copacabana.

    Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) completou: “O Brasil não irá voltar atrás na punição aos que atacaram a democracia.”

    Fontes jornalísticas corroboram o impacto dos protestos.

    De acordo com o Valor Econômico, ministros do governo viram nos atos um “vigor da democracia”, com Lula desembarcando em Nova York para a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) ao som das ruas brasileiras.

    A Exame destacou que os protestos, iniciados por volta das 9h em várias capitais, reuniram movimentos como o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e partidos como PT e PSOL, com foco em barrar a “extrema-direita inimiga do povo”.

    O UOL Notícias relatou atos em 18 capitais, com críticas ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e chamadas por “cassação já”.

    Já o Estado de Minas enfatizou a presença de Simone em Maceió e o grito uníssono contra Bolsonaro, condenado pelo STF.

    O g1/O Globo cobriu marchas em Manaus, Vitória e Belo Horizonte, com faixas como “Brasil contra a anistia” e “Diga não à PEC da Bandidagem”.

    O Estadão noticiou o bandeirão brasileiro na Paulista e os discursos de Djavan no Rio, enquanto o Correio Braziliense destacou Márcia Lopes (Mulher) alertando contra “ataques à democracia”.

    A IstoÉ apontou o papel de Paulinho da Força (Solidariedade-SP) como relator do PL, e a Agência Brasil reforçou a desaprovação da Central de Movimentos Populares à “suspensão de apurações de crimes”.

    A Folha de S. Paulo analisou o constrangimento no PT por votos favoráveis à PEC, em troca de barrar a anistia, e o O Tempo cobriu a ausência de Lula nos atos, mas seu apoio virtual.

    A BBC News Brasil contextualizou as anistias históricas do Brasil, e o O Globo viu nos protestos uma “pá de cal” na pauta bolsonarista, com negociações lideradas por Sóstenes Cavalcante (PL-PE).

    Analistas políticos consultados indicam que essas mobilizações, vistas como o maior levante popular desde as Diretas Já, podem forçar o Congresso Nacional a recuar, priorizando agendas como a redução de desigualdades e a defesa do Estado Democrático de Direito.

    Com Lula em Nova York discursando na ONU na terça (23), o eco das ruas brasileiras deve reverberar globalmente, reforçando a imagem de um país unido contra a impunidade.



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    1 comentário em “Pá de cal nas pautas bolsonaristas, “manifestações mostram que o povo não quer impunidade nem anistia”, diz Lula”

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