Evento marca avanço histórico na produção nacional de imunizantes e insumos biológicos, garantindo autonomia e proteção à população
Brasília (DF) · 09 de fevereiro de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta segunda-feira (9/fev), de uma cerimônia no Instituto Butantã, em São Paulo, onde anunciou um aporte maciço de recursos federais.
O investimento totaliza R$ 1,4 bilhão, proveniente do Novo PAC Saúde, destinado à expansão e modernização do complexo industrial da instituição.
Esse montante visa impulsionar a fabricação de vacinas e soros, posicionando o país como referência global em inovação imunobiológica.
A agenda contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacando a integração entre esferas governamentais.
Notavelmente ausente, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, alegou compromissos prévios, apesar de sua agenda pública indicar disponibilidade.
O foco principal do evento recaiu sobre a vacina Butantan-DV, o primeiro imunizante em dose única capaz de combater os quatro sorotipos da dengue, aprovado pela Anvisa no final de 2025.
Com produção 100% nacional após mais de 15 anos de pesquisas, o governo federal já adquiriu cerca de 4 milhões de doses, das quais 1 milhão estão prontas para distribuição.
Durante o discurso, Lula enfatizou o compromisso inabalável com o avanço científico: Não faltará dinheiro para pesquisas em saúde durante o meu governo.
Ele defendeu parcerias internacionais, como a colaboração com a China para transferência de tecnologia em vacinas, sem prejuízo às relações com os Estados Unidos.
Em tom leve, o presidente brincou sobre sua futura reunião com Donald Trump, afirmando que se Trump soubesse do meu parentesco com Lampião, não provocaria o Brasil, ao defender o multilateralismo como pilar para o progresso global.
Ademais, Lula atribuiu oscilações cambiais ao humor de Trump, reiterando que a estabilidade econômica brasileira permanece sólida.
Os recursos anunciados permitirão a construção de duas novas fábricas e a reforma de unidades existentes, enabling a produção autônoma de insumos farmacêuticos ativos para vacinas contra HPV, difteria, tétano e coqueluche.
A unidade de soros também será reforçada, ampliando a capacidade de resposta a emergências sanitárias.
O evento simbolizou o início da vacinação contra dengue para profissionais da atenção primária do SUS em todo o território nacional, com um plano piloto em três municípios imunizando adultos de 15 a 59 anos.
Essa iniciativa não apenas mitiga riscos epidêmicos, como a dengue, mas também consolida o Instituto Butantã como epicentro de excelência em biotecnologia.
Com investimentos totais superando R$ 1,8 bilhão – incluindo R$ 450 milhões da Fundação Butantã –, o governo federal reafirma sua prioridade em saúde pública, contrastando com períodos anteriores de subfinanciamento.
Analistas apontam que tais medidas podem reduzir dependências externas e gerar impactos econômicos positivos, fomentando empregos qualificados e inovação endógena.

SIGA NAS REDES SOCIAIS

![]()
Compartilhe via botões abaixo:

