Críticas ao governo anterior foram feitas durante evento de revitalização de hospital federal em Jacarepaguá, com denúncias da utilização da saúde como moeda eleitoral – ASSISTA
Brasília (DF) · 15 de fevereiro de 2026
Em pleno domingo (15/fev) de folia, o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), participou da inauguração do novo Centro de Emergência 24 horas do Hospital Federal Cardoso Fontes, localizado em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro – unidade federal revitalizada com investimentos milionários.
Foram oradores do evento em que foram anunciados recordes em cirurgias, elevando o padrão de saúde pública, o Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o próprio estadista. Todos criticarama família Bolsonaro pelo sucateamento dos estabelecimentos na cidade maravilhosa.
A cerimônia, marcada por discursos veementes e exibições de avanços estruturais, simboliza a reestruturação de uma unidade que, segundo relatos oficiais, sofreu anos de negligência e instrumentalização política.
A parceria entre o Ministério da Saúde e a Prefeitura do Rio de Janeiro, firmada em dezembro de 2024, permitiu a descentralização da gestão para o município, com repasse integral de custeio federal.
O investimento inicial atingiu R$ 100 milhões, direcionados à criação de oito novos consultórios – três dedicados à emergência pediátrica –, seis salas de classificação de risco, dez cadeiras de medicação e duas macas para procedimentos intravenosos.
Além disso, foram reabertos 40 leitos, reativado o CTI pediátrico com dez vagas e ampliadas as salas cirúrgicas, elevando a capacidade de atendimento em especialidades como pediatria, clínica médica, cirurgia geral e urologia.
Durante o evento, o prefeito Eduardo Paes destacou a importância da iniciativa, afirmando que os hospitais federais no Rio foram, por décadas, palco de controvérsias gerenciais, incluindo uma municipalização atabalhoada no governo Fernando Henrique Cardoso.
“Os hospitais federais passaram anos servindo como instrumento de política eleitoral do mais baixo nível”, criticou Paes, referindo-se implicitamente ao governo Bolsonaro.
Ele elogiou a atual parceria, que garante recursos anuais de R$ 610 milhões para custeio, contrastando com falhas passadas que geraram crises orçamentárias.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apresentou um balanço detalhado da reestruturação, abrangendo não apenas o Cardoso Fontes, mas outros cinco hospitais federais no Rio.
Ele apontou o “apagão” vivido nessas unidades, atribuindo-o à influência da família Bolsonaro, que, segundo ele, controlava contratos e indicações. “A responsabilidade desse apagão é de uma família: os Bolsonaros”, declarou Padilha.
Entre os avanços citados, o aumento de 60% no quadro de profissionais, a reabertura de 52 leitos e a instalação de dois tomógrafos modernos, um deles adaptado para pacientes obesos.
No Hospital Federal do Bonsucesso, por exemplo, a emergência reaberta após cinco anos fechada resultou em 213 leitos adicionais e cinco salas cirúrgicas reativadas, conforme detalhado em fontes como a Agência Brasil.
Lula, por sua vez, enfatizou a equidade no acesso à saúde, comparando o novo centro a um hospital particular. “Quem passar lá fora pensa que isso aqui é um hospital privado… Qualquer pessoa que chega aqui, por mais humilde que seja, seja tratada como se fosse o presidente da República”, afirmou.
Ele criticou o uso político dos hospitais federais como “peça de troca em campanha eleitoral” e celebrou recordes no SUS: em 2025, foram realizadas 14,7 milhões de cirurgias, um aumento de 40% em relação a 2022, com projeções de crescimento em 2026.
O presidente também mencionou a vacina contra bronquiolite para gestantes, disponível gratuitamente, e equipamentos de ponta equivalentes aos usados por líderes mundiais.
A inauguração ocorre em meio a uma agenda intensa de Lula, que veio da Bahia e de Pernambuco, e segue para homenagens na Sapucaí.
A ausência do governador Cláudio Castro (PL) reflete tensões políticas, enquanto a presença de figuras como a ministra Nísia Trindade e o secretário municipal Daniel Soranz reforça o tom colaborativo.
Essa revitalização não só expande exames como ultrassonografia, eletrocardiograma e análises laboratoriais, mas também devolve a rede hospitalar ao “verdadeiro dono: o povo do Rio de Janeiro“, nas palavras de Padilha.
O evento incluiu a exibição de um vídeo contrastando o antes e depois da unidade, com depoimentos de pacientes e profissionais.
Uma história tocante envolveu o menino Bernard, recuperado de bronquiolite graças ao CTI reativado, que pulou no colo de Lula durante a cerimônia, em outro momento não capturado, segundo Padilha.
Essa ação integra um plano maior de reestruturação dos hospitais federais, com investimentos totais superiores a R$ 1,4 bilhão, abrangendo unidades como o Hospital Federal do Andaraí, previsto para inauguração completa em março, e o Hospital Federal da Lagoa, em parceria com a Fiocruz.
Com ocupação de leitos saltando de 60% para 98%, o impacto promete reduzir filas e elevar a eficiência do SUS na região.
Presidente Lula na inauguração da nova emergência do Hospital Federal Cardoso Fontes no Riohttps://t.co/DGBFPP6ubt
— Lula (@LulaOficial) February 15, 2026

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