Jurista baiano com trajetória sólida no MP, Petrobras e proximidade com o Planalto assume pasta crítica após saída de Lewandowski; entenda os motivos que tornam a nomeação estratégica
Em 13/jan, Lula confirmou Wellington César Lima e Silva, advogado-geral da Petrobras, como novo Ministro da Justiça, sucedendo Lewandowski. Jurista baiano com carreira no MP-BA, breve passagem pela pasta em 2016 e proximidade com o Planalto (ex-secretário jurídico), tem apoio de Jaques Wagner e Rui Costa. Perfil técnico, diálogo institucional e foco em segurança pública tornam a escolha estratégica para ano eleitoral.
Brasília (DF) · 13 de janeiro de 2026
A indicação de Wellington César Lima e Silva pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o Ministério da Justiça e Segurança Pública, confirmada nesta terça-feira (13/jan), pegou muitos de surpresa nos corredores de Brasília.
O jurista de 60 anos, atual advogado-geral da Petrobras, sucede Ricardo Lewandowski, que deixou o cargo na sexta-feira (09/jan) alegando motivos pessoais e limitações políticas em carta ao chefe do Executivo.
A movimentação marca a 15ª troca no primeiro escalão desde o início do terceiro mandato de Lula, em 2023, e reflete uma aposta em um perfil técnico, discreto e com forte respaldo no núcleo petista – especialmente na bancada baiana.
Nascido em Salvador, Wellington César Lima e Silva construiu carreira consolidada no Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), onde ingressou em 1991 e exerceu dois mandatos como procurador-geral de Justiça (2010-2014), indicado pelo então governador Jaques Wagner.
Nesse período, destacou-se no combate ao crime organizado, consolidando reputação de operador combativo e dialogal.
“Ele vai ter todo o apoio e suporte do Prerrogativas. É um grande jurista e acho que ele está mais que preparado”, afirmou o advogado Marco Aurélio de Carvalho, do grupo Prerrogativas, em declaração exclusiva ao Brasil de Fato.
Sua ligação com o PT remonta ao governo Dilma Rousseff: em março de 2016, ocupou o Ministério da Justiça por apenas 11 dias – apelidado de “ministro-relâmpago” pela imprensa – até o Supremo Tribunal Federal (STF) barrar a acumulação de cargo executivo por membro do MP sem exoneração prévia.
Apesar do episódio, a experiência reforçou sua imagem de lealdade institucional e não comprometeu sua ascensão posterior.
No atual governo Lula, Lima e Silva atuou como secretário especial para Assuntos Jurídicos da Presidência da República de janeiro de 2023 a julho de 2024, despachando diretamente com o presidente em temas sensíveis como indicações judiciais e análise de atos normativos.
Em seguida, migrou para a Petrobras como advogado-geral, gerenciando litígios estratégicos da estatal.
Sua nomeação ocorreu após reunião no Palácio do Planalto nesta terça-feira (13/jan), com presença do ministro interino Manoel Carlos de Almeida Neto.
“O novo ministro terá de assumir com ‘uma pegada forte’ na área da segurança pública”, revelaram interlocutores ao g1.
O que torna essa escolha particularmente acertada?
Analistas apontam vários fatores. Primeiro, o bom trânsito com o STF, Congresso e forças de segurança – essencial para avançar pautas como a PEC da Segurança Pública, em tramitação na Câmara dos Deputados.
Segundo, o apoio maciço do núcleo baiano: Jaques Wagner (líder do governo no Senado), Rui Costa (Casa Civil) e Sidônio Palmeira (Secom) foram articuladores decisivos, fortalecendo a base regional em ano eleitoral.
Terceiro, o perfil técnico e discreto permite foco em resultados concretos, como reforço ao combate ao crime organizado e integração entre polícia e instituições, sem polarizações desnecessárias.
Críticos mencionam o breve episódio de 2016 e questionam se a pasta não demandaria figura mais midiática, mas o histórico de Lima e Silva como ponte entre poderes e sua experiência recente no Planalto sugerem capacidade para entregar estabilidade e “pegada forte” na segurança – exatamente o que Lula busca para 2026.
A posse deve ocorrer nos próximos dias, com nomeação publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

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