Presidente cobra ação firme contra especulação e cartel nos postos enquanto governadores resistem a cortes de impostos e caminhoneiros sinalizam paralisação com tom oposicionista
Brasília (DF) · 19 de março de 2026
O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva endureceu o tom contra os responsáveis pela escalada nos preços dos combustíveis, especialmente o diesel, influenciada pela tensão geopolítica no Oriente Médio.
Lula classificou como inaceitável a ação de aproveitadores: “Neste país tem bandido que quer ganhar dinheiro até com o enterro da mãe”.
A fala reforça a cobrança direta aos governadores para que adotem medidas complementares à zeragem dos tributos federais PIS e Cofins sobre o diesel, anunciada pelo governo federal em 12 de março de 2026.
A medida federal, que visa proteger o bolso da população e evitar repasse integral da alta internacional do petróleo, encontrou resistência nos estados.
O Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) divulgou nota em 17 de março de 2026 rejeitando a redução do ICMS sobre combustíveis.
Os secretários argumentam que perdas arrecadatórias acumuladas desde 2022 inviabilizam novos cortes e questionam se eventual alívio chegaria efetivamente ao consumidor final, conforme noticiado pela Folha de S.Paulo e pelo g1.
No Distrito Federal, o deputado Chico Vigilante (PT) encaminhou carta oficial ao presidente Lula solicitando intervenção urgente contra o que classifica como cartel dos postos.
O parlamentar, que integrou a CPI do cartel de combustíveis no DF em 2024, alerta que a inércia compromete a economia popular e a credibilidade do governo federal.
A iniciativa ganhou destaque no site oficial do deputado e em veículos locais como o Metrópoles.
Paralelamente, o setor de caminhoneiros elevou alertas para possível paralisação nacional em resposta ao custo elevado do diesel, que pressiona fretes e o preço dos produtos.
Integrantes do Planalto identificam indícios de mobilização com viés oposicionista, ligada a interesses eleitorais bolsonaristas, conforme reportagens do UOL.
Lideranças da categoria negam motivação política, mas o risco de impactos logísticos preocupa o governo em ano eleitoral.
O conjunto de fatos evidencia a complexidade do tema: de um lado, esforços do Executivo federal para mitigar efeitos de crises externas e proteger o poder de compra; de outro, resistências estaduais e pressões setoriais que demandam coordenação ampla em defesa da estabilidade econômica e da justiça social.
Fontes indicam que o Planalto monitora de perto as movimentações dos caminhoneiros, sem confirmação de paralisação iminente até o momento.

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